SUGESTÃO DE VINHOS PARA O OUTONO: CARMENERE CHILENO E COLHEITA TARDIA DA VINÍCULA AURORA
Já estamos vivendo os primeiro momentos de mais um outono em nossas vidas, após um verão causticante, que nos energizamos com muito sol e praia, para enfrentarmos este novo ano e nossos oito meses de inverno da nossa
MUSA GELADA, CURITIBA, e temperaturas mais amenas em todo o país.
Céu azul maravilhoso, a brisa mais agradável apesar do calor que ainda reina, noites que temos o privilégio na nossa Curitiba de até puxarmos um cobertor para afugentar o frio, não sem antes admirarmos os maravilhosos luares nas noites azuis, com faiscantes estrelas num universo esplêndido.
Para os discípulos de Baco, hora de começarmos a mudar para os vinhos mais encorpados e alcoólicos onde a preferência recai servidos a cerca de 18ºC e que combinam com uma culinária mais consistente.
Enquanto isso, exemplar mais leve é servidos resfriado, refrescando os dias de calor sugerindo pratos ligeiros, certo? Qual seria o motivo de o Beaujolais Noveau, o famoso vinho da Borgonha, já objeto de matéria em nossa Coluna VINUM VITA EST, o mais leve dos vinhos tintos, ser lançado em novembro de cada ano, sempre às terceiras quintas-feiras do mês de novembro na França, à entrada do rigoroso inverno europeu?
Ou de vinícolas brasileiras lançarem seus produtos da uva Gamay ( A mesma que compõe o Beaujolais) em pleno outono denominando até de Vinho da Páscoa, na realidade um vinho que pode ser tomado em qualquer época do ano, principalmente para acompanhar pratos leves, até pescados.O motivo para essa confusão toda é simples e quase óbvio. A lógica do início desta matéria faz sentido, mas nem sempre prevalece. O Vinho é um produto natural, resultado da fermentação da uva.
NÃO É FABRICAÇÃO, não se produz na quantidade que se quer nem quando se quer como cerveja ou refrigerante. Nesse caso, a natureza se impõe sobre o homem, suas leis precedem as preferências do mercado. A estação do ano certamente influi na escolha do líquido bacante a ser degustado, lembrem-se sempre prezados leitores (as) que vinho não se bebe,
DEGUSTA-SE, mas antes disso, ela atua na dinâmica da produção do VINHO.
A colheita das uvas acontece em qualquer lugar do mundo, independente do tipo de Vinho que se quer produzir no fim do verão, quando os cachos atingem o máximo de maturidade. Os meses de colheita são normalmente setembro e outubro no Hemisfério Norte, fevereiro e março ao sul do Equador (conforme matéria relatada em recente artigo em nossa Coluna
VINO VITA EST, TEMPO DE VINDIMA NO HEMISFÉRIO SUL e faz parte de nosso livro
VINUM VITA EST, A HISTÓRIA VISTA PELO VINHO, sucesso de vendas em cursos, palestras e encontros sobre vinhos. Essa regra, como qualquer outra, tem exceções. Os vinhos do tipo "
Late Harvest", ou
Colheita Tardia, como o nome denuncia, tem a colheita de seus frutos postergada até a proximidade do inverno. São os famosos Vinhos doces, oriundos da França, caríssimoas,
mas doces da própria uva e NÃO os temíveis docinhos que tem por aí, para serem servidos na sobremesa, um requinte da enogastronomia, aliás o melhor companheiro dos chocolates servidos na Páscoa, e o Brasil tem um digno exemplar, da Vinícola Aurora de Bento Gonçalves com um custo benefício fantástico. Fica aí mais uma sugestão aos nossos leitores (as), afinal conhecer vinhos com uma diversidade de uvas como temos hoje é uma riqueza de paladares, nunca fique só com uma marca ou uva, mude, modifique seu paladar e veja o quanto temos para descobrir.
Bom proveito.
Tintos leves em geral agradam a muitos paladares, sobretudo consumidores neófitos como os brasileiros, que já estão aprendendo a comprar seus vinhos, graças ao trabalho das adegas de supermercados e lojas de vinhos, manterem enófilos, consultores de vinhos e sommeliers para esta orientação de seus clientes e mais, revistas especializadas e livros como o nosso VINUM VITA ESTA HISTÓRIA VISTA PELO VINHO, jornais atualizados como este nosso Diário Indústria e Comercio que viu a necessidade desse novo mercado e procurou através de nosso intermédio, cujo convite agradecemos nosso Diretor Presidente Sr. Odone Fortes Martins, empresário de visão, cujo convite agradecemos a honra e deferência de aqui estarmos toda a semana, através de nossa Coluna VINO VITA EST, há DEZ anos, trazendo as novidades do mundo bacante, como estudioso, pesquisador, historiador e andarilho do mundo vínico (Wineglobetrotter), conhecendo os principais vinhedos do mundo, como foi nossa recente viagem à maravilhosa África do Sul, publicada em nosso livro e degustador dessa milenar iguaria, onde levamos até você, caro leitor(a), uma gama de conhecimentos fáceis para absorver lentamente, enquanto os aromas de algumas questões nos levam a boas reflexões, no maravilhoso MONDOVINO, onde aprendemos a cada dia um pouco mais, para gáudio de nós mesmo, pois ao aprofundamo-nos nesse mundo vínico, alargam se nossos horizontes, afinal o VINHO é geografia, e sua história confunde-se com a história da humanidade, por exercer enorme fascínio sobre os homens, o tem acompanhado em sua trajetória pelos tempos, em seus momentos mais alegres, desde os primeiros passos, das antigas civilizações até nossos dias de grandes avanços tecnológicos, em que mais se aprimora sua qualidade, tornando-se um fenômeno mundial como a gastronomia, porque o Vinho é um complemento, o parceiro da comida. Nunca o contrário.
Degustemos nosso vinho de outono com poesia e muita alegria, celebrando a nova estação, tinto, branco, rosado, ou os espumantes, a vocação brasileira em Vinhos, tirados também das uvas nordestinas, que o europeu até hoje não acredita no MILAGRE BRASILERIO, tirar vinho do Paralelo 8 no Vale do São Francisco, do calor, plantadas ao lado dos cocos, premiadíssimo no mundo inteiro o espumante TERRANOVA e o vinho de nome 8 podendo ser abertos à beira do mar ou de piscina o ano todo, nesse país maravilhoso, parafraseando um provérbio bordalês (morador da grande e maravilhosa Bordeaux, França, terra dos vinhos Premium), que dizem como se numa prece: "Senhor, dai-me saúde para muito tempo, vida longa, muito amor, trabalho não muito assíduo, mas Bordeaux, SEMPRE.".A história do vinho é algo envolvente e cativante. O vinho foi sempre considerado um produto místico para ser bebido em ocasiões especiais ou por pessoas influentes. Não existe um ritual, apesar de que nós o realizamos, existe sim, uma revelação interessante em cada garrafa de vinho, que merece ser admirada. "
Existe mais filosofia numa garrafa de Vinho que em todos os livros. Pasteur". Hoje além de cultura e arte o Vinho é um produto apaixonante. Deixe-se envolver por este mundo maravilhoso. Descubra todos os prazeres que uma taça de vinho pode lhe proporcionar. Utilize todos seus sentidos, todas as suas aspirações e deguste sempre um bom vinho.
VINHO. VOCE MERECE ESTE MOMENTO.
EVOÉ. BRADO DE EVOCAÇÃO Á BACO POR SEUS SÚDITOS. Para rever algumas de nossas matérias já publicadas no DIC DIGITAL, clique
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Osvaldo Nascimento Júniors.: Advogado, Empresário, Enófilo, Sommelier, Colunista e Palestrante de Vinhos.