
O número representa um avanço de 20 milhões de consumidores em relação ao ano anterior. A frequência de compras também aumentou: a média mensal passou de 4,6 para 5,1 pedidos
O comércio eletrônico já faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Pesquisa do SPC Brasil, realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas, aponta que 85% dos consumidores digitais residentes nas capitais fizeram ao menos uma compra online nos últimos 12 meses, o equivalente a uma estimativa de 139 milhões de compradores no país. O número representa um avanço de 20 milhões de consumidores em relação ao ano anterior. A frequência de compras também aumentou: a média mensal passou de 4,6 para 5,1 pedidos, enquanto a parcela de consumidores que realizou uma compra no último mês subiu de 54% para 66%. Para João Paulo Travasso Maia, Coordenador de Soluções do SPC Brasil, os dados mostram que o consumo online deixou de ser uma alternativa eventual e passou a integrar a rotina do consumidor. “O crescimento da frequência de compras mostra que o consumidor está cada vez mais habituado ao ambiente digital. A compra online passa a atender desde necessidades recorrentes até decisões mais planejadas, e isso aumenta a expectativa por praticidade, segurança e uma experiência eficiente em todas as etapas da jornada.” Consumidor compra mais, mas continua atento ao preço. Mesmo com o aumento da frequência, o preço permanece como um dos principais fatores de decisão. O frete grátis é o principal critério para escolha de uma loja virtual, citado por 60% dos entrevistados. Na sequência aparecem preço baixo (49%) e promoções (44%). O ticket médio da última compra permaneceu praticamente estável, passando de R$ 224 em 2025 para R$ 225 em 2026.
BRASILEIROS ESTÃO ENTRE OS APLICATIVOS MAIS BAIXADOS PARA COMPRAS
A expansão de plataformas globais de compras não impediu que as marcas brasileiras garantissem seu espaço entre os aplicativos de compras mais baixados da América Latina no primeiro semestre de 2026. Dados do Shopping App Insights Report: 2026, da Adjust, mostram que, apesar do ranking do primeiro semestre de 2026 ser liderado pela Temu, seguida por Mercado Libre e Shein, o Magalu ocupou a 8ª posição, o Méliuz ficou em 9º e a OLX Brasil em 10º. Esse cenário também acompanha o crescimento da adoção de apps de compras no Brasil, já que as instalações de aplicativos de e-commerce no país cresceram 5% no primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da Adjust. Isso mostra a força do varejo nacional, dos ecossistemas de cashback e das plataformas de desapego localizadas, que conseguem competir por espaço de tela com investimentos de marketing bilionários de marcas globais.
ELEVAÇÃO DOS CUSTOS DA ENERGIA SERÁ DISCUTIDA NA SMART ENERGY 2026
Um projeto de lei que começou tratando de descontos nas tarifas de energia elétrica para atividades de irrigação, aquicultura e exploração de poços semiartesianos ganhou novos dispositivos durante sua tramitação no Senado e passou a provocar preocupação no setor elétrico. O PL 5.017/2019, aprovado na Comissão de Serviços de Infraestrutura em julho, prevê, entre outras medidas, contratações compulsórias de geração de energia e novos subsídios. A matéria continua em tramitação no Senado Federal. O impacto das medidas sobre a conta de luz, a necessidade de potência do sistema e os critérios para contratação de energia estarão entre os temas debatidos na Smart Energy 2026 – Conferência Internacional de Energias Inteligentes, que será realizado nos dias 22 e 23 de setembro, no Campus da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), em Curitiba. Entre os temas da programação está o painel Reserva de Capacidade na forma de potência: necessidades do sistema, contratação e impactos para o consumidor.
GRANDES CONSUMIDORES DE ENERGIA
O painel contará com a participação da Abrace (associação que representa os grandes consumidores de energia), com Fernando Machado Silva, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Ivo Sechi Nazareno, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Luiz Eduardo Barata, da Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), Reinaldo da Cruz Garcia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e terá a mediação de Ricardo Vidinich, coordenador da Câmara Técnica de Energia do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP). Para Daniela Coutinho, da Abrace, o principal problema do substitutivo é transformar em obrigação legal contratações que deveriam ser definidas a partir das necessidades identificadas pelo planejamento do setor elétrico. “As contratações compulsórias do PL, que nada têm relação com o escopo original do projeto, criam obrigações de longo prazo de contratação de energia a um custo elevado, desconsiderando todas as alternativas técnicas que o planejamento setorial poderia avaliar para uma contratação mais eficiente”, afirma.
TAMANHO DOS IMÓVEIS SE ESTABILIZA NO BRASIL
Depois de quase uma década de redução contínua, o tamanho médio dos imóveis residenciais novos comercializados no Brasil dá sinais de estabilidade. É o que aponta o Senior Index, estudo de inteligência de mercado da Senior Sistemas, que analisou operações reais de comercialização registradas por mais de 200 incorporadoras e construtoras no primeiro semestre de 2026. A área média das unidades vendidas chegou a 63,3 m², interrompendo a tendência de redução observada nos anos anteriores. Entre 2016 e 2025, a metragem média havia acumulado queda de aproximadamente 28%. O movimento ocorre em um mercado que segue apresentando demanda crescente. No primeiro semestre, as vendas aumentaram 4,8%, totalizando 36.349 unidades comercializadas, enquanto o VGV (Valor Geral de Vendas) analisado, de R$ 21,8 bilhões, permaneceu praticamente estável, com variação de 0,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já o preço médio nacional do metro quadrado dos imóveis vendidos avançou 1,6%, para R$ 9.474. Os dados colocam em evidência uma possível mudança em um dos momentos mais marcantes do mercado residencial da última década: a busca por unidades cada vez menores, o que abre espaço para uma discussão sobre até que ponto a redução das plantas ainda consegue acompanhar as necessidades do consumidor e as condições econômicas do mercado.
NÚMERO DE VEÍCULOS ELETRIFICADOS NO BRASIL ESTÁ PERTO DE UM MILHÃO DE UNIDADES
Com 57 mil emplacamentos registrados em agosto, o mercado brasileiro de eletrificados leves poderá alcançar, já em setembro, a marca histórica de um milhão de veículos em circulação. Segundo a série histórica da ABVE Data, que acompanha essa evolução desde janeiro de 2012, o total da frota eletrificada circulante até agosto de 2026 já chegou a 950.183 unidades, restando 49.817 unidades para o primeiro milhão. Portanto, se o mercado mantiver a tendência de aceleração das vendas dos últimos três meses, num ano já aquecido desde janeiro, o total de um milhão de veículos eletrificados leves será alcançado ainda em setembro. “Nossa expectativa é chegar ao primeiro milhão nas próximas semanas, ainda este mês”, comemorou o presidente da ABVE, Ricardo Bastos. “É um número extraordinário para um mercado que começou vendendo 117 unidades em 2012, alcançou 1.091 em 2016 e deve terminar 2026 com cerca de 450 mil”. “Esses números mostram que a eletromobilidade já chegou ao Brasil, ela já é o principal vetor de crescimento do mercado automotivo”, acrescentou Bastos. “O consumidor já vê o veículo eletrificado como sua principal opção de compra. Agora, temos de olhar para a frente e aproveitar essa nova realidade para desenvolver e recuperar a competitividade da indústria nacional, tanto no setor automotivo quanto no setor de autopeça
CRESCIMENTO DE 160% NAS VENDAS EM UM ANO
A aproximação do primeiro milhão ocorre num período de forte crescimento do mercado. De janeiro a agosto de 2026, o Brasil emplacou 328.477 unidades de eletrificados leves, volume 160,5% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (126.071) e equivalente a 34,6% de toda a série histórica. Pelo segundo mês consecutivo, as vendas de veículos leves eletrificados superaram a marca de 50 mil unidades no Brasil. Em julho foram registradas 56.074 vendas, agosto avançou para 57.386 unidades, alta de 2% na comparação mensal e novo recorde da série histórica da ABVE Data. A sequência indica que o mercado começa a operar em um novo patamar de vendas no país. Estes números contribuem para o aumento da média mensal, que hoje é de 41.060 veículos, que se encontra 260% acima da média do mesmo período em 2025 (15.761). Acrescenta-se que, em apenas oito meses, o segmento já superou em 47% todo o volume de 2025, quando foram comercializadas 223.912 unidades.
ENTREGA DE FERTILIZANTES TEVE REDUÇÃO NO 1º SEMESTRE
A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) informa que, no primeiro semestre deste ano, foram entregues 19,02 milhões de toneladas de fertilizantes ao mercado. Isso significou redução de 5,4% ante as 20,11 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025. No entanto, a demanda do agro nacional foi devidamente atendida. Especificamente em junho, foram 3,55 milhões de toneladas. O volume significa redução de 17,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram entregues 4,29 milhões de toneladas. As quedas no período refletem as enormes adversidades do quadro geopolítico global, relações de troca acima das médias históricas, escassez de crédito, riscos de recuperações judiciais, altos juros e as ameaças climáticas, como o El Niño.
PRODUÇÃO NACIONAL DE FERTILIZANTES CAIU 12%
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou o mês de junho de 2026 com 533 mil toneladas. O volume representa queda de 12,5% ante o mesmo mês de 2025. No acumulado de janeiro a junho de 2026, foram 2,94 milhões de toneladas. Houve queda de 16,3% em relação a igual período do ano passado, quando se produziram 3,51 milhões de toneladas. A queda se deve principalmente ao fato de o Brasil produzir fosfatados e o enxofre, insumo necessário para essa produção, vir registrando altas contínuas no mercado. Cabe esclarecer que, apesar dos reforços da ANDA perante as empresas, em função de mudanças na estrutura societária ou de retomadas de produção em ativos, nem toda a produção nacional foi capturada no período, particularmente a de ureia e de cloreto de potássio.