Cervejas artesanais de Guarapuava ganham indicação geográfica
10/08/2026 às 05:00
Com esse reconhecimento, Guarapuava reforça sua posição como Capital Nacional da Cevada e do Malte

Guarapuava, na região central do Paraná, acaba de alcançar um feito inédito. As cervejas artesanais produzidas no município receberam oficialmente, nesta terça-feira (4), o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência (IP), concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). É a primeira Indicação Geográfica do Brasil dedicada às cervejas artesanais. O registro, identificado pelo número BR402025000006-3, reconhece a reputação da produção cervejeira e sua relação com o território de Guarapuava. O pedido foi protocolado em maio de 2025 pela Associação das Cervejarias de Guarapuava (Guaracerva) e aprovado após análise técnica do INPI.  Com o registro, as cervejarias autorizadas poderão utilizar o selo da IG em seus rótulos, reforçando a procedência dos produtos e agregando valor à produção local. Neste primeiro momento, estão habilitadas a utilizar a identificação Metzgerbier, Jordana, Água do Monge, Hank Bier, Irmandade, Heimdall, Suabia, Donau Bier e Over Beer. Com esse reconhecimento, Guarapuava reforça sua posição como Capital Nacional da Cevada e do Malte e amplia as perspectivas para o turismo gastronômico e para o desenvolvimento da cadeia produtiva regional. Atualmente, o município reúne nove cervejarias artesanais, que geram cerca de 150 empregos diretos e movimentam mais de R$ 2,5 milhões por mês.
PONTA GROSSA RECEBE A MAIOR CÂMARA FRIGORÍFICA DO ESTADO
Uma das maiores empresas do setor logístico do país, a Master Cargas Brasil inicia em agosto as operações de recebimento da maior câmara fria instalada no estado do Paraná. Localizada no hub logístico da companhia em Ponta Grossa (PR), a estrutura recebeu investimento superior a R$ 16 milhões na primeira fase e amplia a capacidade paranaense de atender operações de armazenagem refrigerada de grande volume de toda a Região Sul, pois dada a locação estratégica dos Campos Geras, empresas e operações instaladas em Santa Catarina também poderão se beneficiar da nova infraestrutura, com potencial para otimizar deslocamentos, prazos de distribuição e o acesso à armazenagem refrigerada terceirizada. A inauguração oficial ocorrerá no dia 15 de setembro. Com 62 mil m² de área construída, seis câmaras refrigeradas e operação em temperaturas de até –25°C, o complexo foi desenvolvido para empresas que demandam controle térmico especializado e elevados padrões técnicos e sanitários. A estrutura atenderá, especialmente, operações dos setores de alimentos, bebidas, proteínas e medicamentos. As câmaras refrigeradas foram projetadas para operações com controle térmico em cada módulo, permitindo o atendimento a diferentes perfis de armazenagem frigorificada.
INADIMPLÊNCIA É RECORDE ENTRE EMPRESAS
O avanço da inadimplência das empresas brasileiras voltou a acender um alerta para o mercado. Mais do que afetar os negócios que deixam de pagar suas contas, o aumento do endividamento pode desencadear um efeito cascata sobre fornecedores, indústrias, prestadores de serviços e demais empresas que dependem do recebimento em dia para manter o fluxo de caixa e cumprir suas próprias obrigações. É o que mostram os dados mais recentes da Serasa Experian. Em maio deste ano, o Brasil registrou 9,07 milhões de empresas inadimplentes, que acumulam 31,7 milhões de dívidas, totalizando R$ 229,9 bilhões — o maior volume já registrado pela série histórica do indicador. A pesquisa revela ainda que as micro e pequenas empresas seguem concentrando a maior parte da inadimplência. São 8,5 milhões de CNPJs negativados, responsáveis por 59 milhões de contas em atraso e R$ 198,8 bilhões em dívidas. Em média, cada empresa desse grupo possui 6,9 contas inadimplidas, com dívida média de R$ 23.177,51.
GERAÇÃO Z É A QUE MAIS PERDE DINHEIRO EM GOLPES DIGITAIS
Um estudo recente da TransUnion revela que a Geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, é a faixa etária mais propensa a relatar perdas financeiras causadas por fraudes digitais. De acordo com a pesquisa, 39% dos entrevistados da Geração Z disseram ter perdido dinheiro devido a fraudes por e-mail, online, telefone e mensagens de texto no último ano, significativamente acima dos 26% entre os consumidores pesquisados em 18 países e regiões. No Brasil, o cenário também chama atenção: 33% dos entrevistados da Geração Z afirmaram ter sofrido perdas financeiras com fraudes, o maior percentual entre todas as gerações, enquanto a média nacional foi de 24%. Crescer usando internet, as redes sociais e os aplicativos desde a infância não tornou os consumidores mais jovens menos vulneráveis a golpes digitais. Pelo contrário. O resultado desafia uma ideia bastante comum: a de que quem nasceu em um mundo digital estaria naturalmente mais preparado para identificar fraudes online. Na prática, o que acontece pode ser justamente o contrário. A Geração Z está entre os grupos mais ativos online. Eles fazem compras online, utilizam aplicativos de pagamento, passam tempo significativo nas redes sociais, jogam em plataformas digitais e gerenciam muitos aspectos de suas vidas diárias pelo celular. Quanto maior o número de interações digitais, maior também o número de oportunidades para que fraudadores tentem aplicar golpes.
FRANQUIAS TÊM FORTE EXPANSÃO NO PARANÁ
Considerado como uma potência nacional de inovação e pequenos negócios, o Paraná vem ganhando destaque em um setor com forte resiliência, apelo tecnológico e alta previsibilidade. Com crescimento anual acima de 30% – segundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising) – o estado já é o quarto maior mercado de franquias do país. O segmento se beneficia de mecanismos de desburocratização, como a Lei de Liberdade Econômica estadual e o programa Descomplica Paraná, que dispensa o licenciamento prévio para 975 atividades de baixo risco. Além disso, encontra potencial de expansão em um mercado consumidor descentralizado, com grandes e médias cidades distribuídas por todas as regiões do estado. De acordo com diretor-executivo da Feira da Franquia, Arvid Auras, o movimento de interiorização das franquias em municípios com alto poder de consumo, além do potencial de atração de investidores – especialmente entre empresários do agronegócio – têm atraído grandes redes e marcas emergentes para o Paraná.
EXPORTAÇÃO DE LIVROS BRASILEIROS ALCANÇA US$ 8 MILHÕES NO 1º SEMESTRE
A internacionalização da literatura brasileira segue em ritmo constante de consolidação no mercado global. No primeiro semestre de 2026, as editoras apoiadas pelo Brazilian Publishers — projeto de internacionalização promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e que conta com a parceria importante e estratégica do Ministério das Relações Exteriores (MRE) — movimentaram USD 8 milhões em negócios internacionais nas principais feiras literárias do mundo. Um dos dados mais relevantes do primeiro semestre deste ano é a mudança no perfil das exportações, marcada por um salto significativo na comercialização de direitos autorais. Nos primeiros seis meses de 2026, a venda de direitos de livros representou 44,65% do total negociado, somando USD 4 milhões. Já a venda de livros físicos correspondeu a 55,35%, somando USD 5 milhões. Para efeito de comparação, em 2025 a venda de direitos correspondia a apenas 17,34% do montante global, enquanto a exportação de livros físicos representava 82,66%. Em 2024, a proporção havia sido de 30,66% (USD 4 milhões) em direitos e 69,34% (USD 10 milhões) em livros físicos. O resultado parcial de 2026 demonstra o interesse crescente do mercado internacional na tradução e publicação de autores brasileiros.
EL NIÑO PODE PRESSIONAR PREÇOS NOS SUPERMERCADOS
O El Niño já está estabelecido e deve ganhar intensidade no segundo semestre de 2026, aumentando os riscos para a produção agropecuária, a logística e o abastecimento no Brasil. Para a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), os efeitos podem chegar ao consumidor por meio da redução da oferta de alguns produtos e da alta dos preços nos supermercados. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que altera os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões.
Modelos climáticos indicam probabilidade superior a 90% de permanência do El Niño até pelo menos o início de 2027, com possibilidade de intensidade muito forte entre a primavera e o verão. As previsões também apontam temperaturas acima da média em grande parte do país e aumento do risco de ondas de calor no segundo semestre. Uma consulta realizada pelo Banco Central com quase 100 economistas, divulgada pela Reuters, estimou que o fenômeno pode acrescentar 0,3 ponto percentual à inflação de 2026 e 0,4 ponto em 2027. Os alimentos devem estar entre os primeiros itens afetados. 
INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA ESTÃO ABAIXO DO DESEJADO
O crescimento da economia brasileira passa, necessariamente, pela capacidade de o país tornar sua logística mais eficiente. Em uma economia de dimensões continentais, reduzir custos de transporte, integrar as diferentes modalidades, ampliar a previsibilidade do ambiente de negócios e os investimentos significa aumentar a produtividade das empresas, fortalecer a competitividade dos produtos e serviços oferecidos à sociedade e ao mercado externo e criar um ambiente mais favorável à geração de empregos e renda. Essa é a avaliação da CNT, apresentada no documento O Transporte Move o Brasil – Propostas da CNT ao País, e no Plano CNT de Transporte e Logística 2026. O Plano CNT de Transporte e Logística 2026 aponta a necessidade de R$ 2,03 trilhões em investimentos para viabilizar 2.837 projetos estratégicos voltados para projetos de integração nacional e de mobilidade urbana. Essa necessidade de investimentos equivale a 16% do PIB em 2025. Apesar disso, os investimentos federais em infraestrutura de transporte corresponderam, em média, a apenas 0,15% do PIB ao ano entre 2015 e 2025. No ano passado, os aportes somaram R$ 16,67 bilhões, o equivalente a somente 0,13% do PIB, reforçando a urgência de se recompor o orçamento público federal e dos governos estaduais e municipais, ampliar as fontes de financiamento e a participação da iniciativa privada.
 
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