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© Marcello Casal JrAgência BrasilA alta da energia elétrica residencial pressionou a inflação de Curitiba e Região Metropolitana em junho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) regional registrou alta de 0,42% em junho, acima da média nacional, de 0,16%, conforme análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base nos dados do IBGE.
O principal impacto na inflação local veio do grupo Habitação, que avançou 1,27%, com destaque para a elevação de 4,02% da energia elétrica residencial. Em junho, permaneceu vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também foi incorporado o reajuste de 19,55% em uma das concessionárias de Curitiba, vigente desde 24 de junho.
Em sentido oposto, o grupo alimentação e bebidas apresentou queda de 0,08% em Curitiba e Região Metropolitana, contribuindo para conter o índice regional. O resultado foi justificado principalmente pela redução nos preços das frutas, de 3,63%, e de aves e ovos, de 1,50%.
No Brasil, a inflação oficial desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho. O grupo Habitação registrou a maior variação, de 0,63%, e o maior impacto, de 0,10 ponto percentual. Já alimentação e bebidas tiveram queda de 0,24%, com impacto de -0,05 ponto percentual.
No acumulado de janeiro a junho, o IPCA chegou a 3,36% no Brasil e a 2,83% em Curitiba e Região Metropolitana. Nos últimos 12 meses, a inflação brasileira ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Na região curitibana, o índice acumulado foi de 3,61%.
A análise da Fecomércio PR aponta que a inflação brasileira começou a operar acima do limite superior da meta, fixado em 4,50%, indicando um cenário de atenção. A expectativa é de elevação da inflação oficial acima desse limite nos próximos meses, diante da maior incerteza decorrente do conflito no Oriente Médio.
Feijão-preto e passagem aérea estão entre as maiores altas do mês
Entre os itens que registraram alta no mês de junho, em Curitiba e Região Metropolitana, o pepino liderou o ranking, com 19,14%. Na sequência aparecem feijão-preto (+11,29%), passagem aérea (+9,79%), manga (+7,86%) e alho (+7,86%).
Também tiveram aumentos cinema, teatro e concertos (+5,32%), óleo lubrificante (+5,27%), cebola (+4,91%), vinho (+4,10%) e energia elétrica residencial (+4,02%).
Por outro lado, os consumidores encontraram quedas nos preços do brócolis (-6,84%), maçã (-6,53%), melancia (-6,24%), laranja-pera (-5,86%), milho em grão (-5,10%), emplacamento e licença (-4,83%) e contrafilé (-3,81%).
Pepino acumula alta superior a 155% em 2026
A pressão sobre os preços dos alimentos fica ainda mais evidente quando observada a inflação acumulada entre janeiro e junho. O pepino lidera as altas em Curitiba e Região Metropolitana, com avanço de 155,47%, seguido por cenoura (+115,02%), batata-inglesa (+102,30%), tomate (+100,83%), cebola (+81,44%), leite longa vida (+28,37%) e repolho (+27,35%).
“Seguindo a tendência nacional, alimentação no domicílio em Curitiba e Região Metropolitana está pressionando os preços para cima em virtude do conflito no Oriente Médio e de recomposição de preços”, analisa o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi.
No sentido oposto, os itens que apresentaram as maiores quedas no acumulado do ano foram emplacamento e licença (-25,70%), maçã (-16,40%), açúcar cristal (-12,58%), banana-d’água (-12,05%), mamão (-10,18%), açúcar refinado (-9,31%) e autoescola (-9,21%).
Passagem aérea e alimentos se destacam em 12 meses
Na comparação entre julho de 2025 e junho de 2026, a cenoura liderou os aumentos em Curitiba e Região Metropolitana, com alta de 129,76%. Na sequência aparecem pepino (+91,01%), passagem aérea (+64,04%), melão (+53,94%), cebola (+35,83%), tomate (+33,27%), batata-inglesa (+30,41%) e joia (+25,35%).
“Seguindo a tendência nacional, em Curitiba e Região Metropolitana os subitens do grupo alimentação estão pressionando os preços para cima em virtude da sazonalidade e pressão de custos. Adicionalmente, passagem aérea subiu em virtude do aumento do preço internacional do petróleo”, analisa Dezordi.
Entre os itens que mais recuaram no período estão emplacamento e licença (-24,81%), azeite de oliva (-20,33%), arroz (-18,99%), açúcar cristal (-18,88%), café moído (-18,56%) e frango em pedaços (-11,53%).
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