
O número de dívidas em atraso de pessoas jurídicas cresceu 14,97% na comparação com junho de 2025
Os dados mais recentes do Indicador de Inadimplência do SPC Brasil, com referência a junho de 2026, mostram que a inadimplência empresarial se espalhou por todas as regiões do país. O número de dívidas em atraso de pessoas jurídicas cresceu 14,97% na comparação com junho de 2025, ritmo superior ao avanço de 12,40% no número de empresas negativadas — sinal de que companhias já inadimplentes estão acumulando mais compromissos não quitados, e não apenas de que novas empresas estão entrando em situação de calote. O cenário é desigual pelo território nacional. Entre as pessoas jurídicas, o Centro-Oeste lidera a alta tanto no número de dívidas em atraso (+19,76% no ano) quanto no número de empresas negativadas (+16,37%), seguido de perto pela Região Sul. Entre as pessoas físicas, é a Região Sul que apresenta o maior crescimento da inadimplência, com alta de 17,06% no número de dívidas em atraso e de 10,67% no número de consumidores negativados. O levantamento também aponta que o problema tende a se cronificar: tanto entre empresas quanto entre consumidores, o crescimento anual da inadimplência se concentrou nas dívidas mais antigas — de 4 a 5 anos de atraso —, com alta de 42,95% entre pessoas jurídicas e de 38,32% entre pessoas físicas.
FORTALECIMENTO DO EMPREENDEDORISMO
Curitiba será palco de uma iniciativa inédita voltada ao fortalecimento do empreendedorismo e da economia colaborativa. No dia 8 de agosto, das 9h às 21h, o Curitiba Faz História realizará uma maratona de 12 horas ininterruptas de podcast no Legacy Coffee CWB, localizado na Rua Tibagi, 294, Centro de Curitiba. O evento reunirá dezenas de empresários, profissionais liberais, investidores, comunicadores e lideranças em uma sequência de entrevistas ao vivo. A proposta vai além da produção de conteúdo: criar um ambiente de networking qualificado, incentivar novas parcerias e eternizar histórias que ajudaram a construir o desenvolvimento da capital paranaense. O formato, pouco comum no Brasil, busca dar espaço para conversas aprofundadas e promover a integração entre diferentes setores da sociedade.
30% DO PIB
Segundo dados do Sebrae, os pequenos negócios representam cerca de 99% das empresas brasileiras e respondem por aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, reforçando a importância de iniciativas que estimulem conexões, inovação e compartilhamento de experiências entre empreendedores. Idealizado pelo venezuelano Jhosgli Samuel Gonzalez, formado em Relações Públicas e residente no Brasil desde 2018, o projeto nasceu da percepção de que Curitiba reúne empresários, profissionais e líderes com trajetórias inspiradoras, mas que muitas vezes permanecem desconhecidas do grande público. A partir dessa inquietação, foi estruturada uma plataforma que une comunicação, relacionamento e produção de conteúdo em um único ambiente.
SAFRA DE GRÃOS VAI QUEBRAR NOVO RECORDE
A produção de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada passada, o que representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas de grãos a serem colhidos. O resultado reflete a maior área destinada para o cultivo de grãos no país, projetada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável, prevista em 4.311 quilos por hectare. Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141,7 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29,6 milhões de toneladas. Já na segunda safra do grão, a colheita atinge 38,9% da área destinada para cultura, índice inferior à média dos últimos 5 anos. Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura. Neste cenário, a Conab espera que sejam colhidas 109,43 milhões de toneladas na segunda safra do cereal. Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.
SAFRA DE SOJA CRESCEU 5%
Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis. O arroz também tem colheita encerrada e apresenta uma produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior. Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico. Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.
MERCADO LIVRE BATE RECORDE DE VENDAS
O Mercado Livre, líder em e-commerce na América Latina, registrou o maior dia de vendas da sua história no Brasil durante o 7.7 de 2026 em transações, itens vendidos e compradores únicos superando o desempenho da própria Black Friday de 2025. As datas dobradas vêm ganhando protagonismo à medida que o consumidor brasileiro incorpora esse formato à sua rotina de compras - pesquisa da empresa mostra que a maioria dos brasileiros já aguarda essas datas para aproveitar descontos e promoções. O movimento se repete de forma consistente: o 6.6 de 2025 já havia superado a Black Friday de 2024 e, agora, o 7.7 ultrapassou o pico de vendas de 2025 em transações e itens vendidos. Mais do que substituir as grandes sazonalidades do varejo, essas datas se complementam a elas ao longo do ano, reforçando o engajamento com a plataforma. O resultado histórico foi impulsionado pela chegada de Anitta como nova embaixadora da marca.
INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ALUMÍNIO
Mesmo em um ano marcado pelo agravamento das tensões comerciais, pelo rearranjo das cadeias globais de suprimento e pelo avanço da pressão importadora, a indústria brasileira do alumínio preservou sua capacidade de investir, produzir e gerar empregos. Os resultados do Anuário Estatístico de 2025 da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) revelam uma cadeia resiliente justamente em um momento em que diversas economias buscam reconstruir capacidades industriais consideradas estratégicas para a transição energética. Os indicadores econômicos da cadeia permaneceram em trajetória positiva ao longo de 2025. A produção brasileira de alumínio primário cresceu 8,5%, alcançando 1,18 milhão de toneladas, o maior volume desde 2013. O faturamento atingiu R$ 168 bilhões (+10,6%), os investimentos brutos somaram R$ 6,8 bilhões, acima dos R$ 6,1 bilhões registrados em 2024, e a arrecadação tributária alcançou R$ 34,8 bilhões. O setor manteve aproximadamente 508 mil empregos diretos e indiretos e encerrou o ano com superávit comercial de US$ 3,3 bilhões, o sétimo saldo positivo consecutivo e o segundo melhor resultado dos últimos 17 anos.
MUDANÇA DO LIMITE DE FATURAMENTO DO MEI
A proposta enviada pelo governo federal ao Congresso muda o limite de faturamento anual do MEI e amplia a possibilidade de contratação. O teto, hoje em R$81 mil, subiria para R$110 mil em 2027 e para R$140 mil em 2028. O texto também permite que o microempreendedor individual tenha até dois empregados, em vez de apenas um. O limite atual não é reajustado desde 2018. Com a alta dos custos de operação, insumos e serviços, parte dos microempreendedores se aproxima do teto sem necessariamente ter estrutura para migrar para um regime mais complexo. Nos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil registrou mais de 1,59 milhão de novos MEIs, segundo levantamento do Sebrae com base em dados da Receita Federal. A categoria representa 78% das empresas abertas no país neste ano. A proposta pode suavizar a rotina dos microempreendedores, mas também reacende a discussão sobre a transição de quem deixa de ser MEI e precisa migrar para uma estrutura maior. A preocupação da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE) é que o aumento do teto mantenha mais negócios formalizados, mas não resolva sozinho as dificuldades de quem passa a faturar mais, contratar equipe e lidar com novas obrigações tributárias e trabalhistas.
VENDAS DO COMÉRCIO CRESCEM NO 2º TRIMESTRE
As vendas do comércio brasileiro encerraram o segundo trimestre de 2026 com alta de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Em junho, o comércio avançou 1,1% na comparação mensal e 5,7% no comparativo anual. O estudo, que acompanha mensalmente a movimentação do varejo no país, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado de junho interrompe a sequência de queda observada nos dois meses anteriores, embora o ambiente macroeconômico ainda imponha desafios para uma recuperação mais consistente. "O avanço registrado em junho mostra uma retomada da atividade varejista após dois meses de perda de fôlego, permitindo que o setor encerrasse o segundo trimestre em nível superior ao observado no ano passado. O mercado de trabalho segue resiliente, com renda elevada e desemprego próximo das mínimas históricas, sustentando o consumo das famílias. Por outro lado, o elevado comprometimento da renda com dívidas e o alto custo do crédito ainda limitam uma recuperação mais robusta. O ciclo de redução dos juros deve contribuir para uma melhora gradual desse cenário, embora seus efeitos ocorram com defasagem", afirma.