
Crédito: Start Growth/Divulgação
Mesmo em um cenário econômico marcado por juros elevados e seletividade dos investidores, o ecossistema brasileiro de startups segue em expansão. Dados do
Observatório Sebrae Startups mostram que o número de startups mapeadas no país passou de 18.056 em 2024 para 22.869 em 2025, crescimento de 26,7%. Mantido um ritmo mais moderado ao longo deste ano, a expectativa do mercado é que o Brasil encerre 2026 com mais de 25 mil startups ativas.
O crescimento ocorre em um momento de amadurecimento do setor. Se nos últimos anos o foco esteve na criação de novas empresas, agora investidores e empreendedores priorizam modelos de negócio sustentáveis, geração de receita e capacidade de escala.
Ainda segundo o Sebrae Startups Report Brasil 2025, a Região Sul concentra cerca de 20,3% das startups brasileiras, mantendo-se entre os principais polos de inovação do país. No Paraná, o avanço também chama atenção. Dados do Mapeamento das Startups Paranaenses, da Fundação Araucária em parceria com a Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial, apontam a existência de 2.457 startups mapeadas no estado.
Curitiba permanece como a principal referência paranaense. Segundo o Global Startup Ecosystem Index 2026, produzido pela StartupBlink, a capital manteve a terceira posição nacional entre os melhores ecossistemas de startups do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O levantamento considera indicadores como quantidade de startups, qualidade dos negócios, ambiente de inovação e capacidade de geração de valor.
Para a CEO e cofundadora da
Start Growth, Marilucia Silva Pertile, o mercado vive uma fase mais madura e preparada para um crescimento consistente. “O segundo semestre mostra um ecossistema mais sólido. O capital continua disponível, mas está sendo direcionado para startups que demonstram capacidade de execução, geração de receita e potencial de crescimento sustentável. Isso fortalece o mercado como um todo.”
Com sede em Curitiba, a Start Growth atua justamente nesse segmento, com foco em startups SaaS B2B e negócios de base tecnológica. “O desafio hoje não é apenas criar startups. É transformá-las em empresas preparadas para crescer, gerar valor e competir em mercados cada vez mais exigentes. Esse é o movimento que deve marcar os próximos anos do ecossistema brasileiro.”
Paresi é uma das 10 startups latinas mais promissoras
A
Paresi, empresa de tecnologia especializada em gestão e mensuração de impactos ESG, foi selecionada entre as dez startups mais promissoras da América Latina e Caribe pela
Unicorn Factory Lisboa, uma das principais iniciativas europeias de inovação e empreendedorismo.
O anúncio foi feito durante o evento ALAS + Unicorn Factory Lisboa, realizado no Web Summit Rio 2026. A iniciativa reúne startups da região com potencial de crescimento, capacidade de inovação e interesse em ampliar sua atuação para mercados internacionais.
“Receber essa validação de um dos principais ecossistemas de inovação da Europa mostra que estamos trabalhando em um desafio que é global. Organizações do mundo inteiro precisam transformar dados em informação confiável para tomar decisões melhores. Isso reforça nossa convicção de que é possível unir tecnologia, sustentabilidade e geração de valor em escala”, afirma Geovana Conti, CEO da empresa.
O reconhecimento chega em um momento importante da empresa. Nos últimos meses, a startup lançou sua plataforma própria de gestão ESG, desenvolvida para ajudar empresas, governos e organizações do terceiro setor a organizar dados socioambientais, acompanhar indicadores e medir resultados com mais segurança e eficiência.
Pesquisa: 78% dos médicos e 49% dos pacientes utilizam IA
78% dos médicos brasileiros utilizam inteligência artificial (IA) no dia a dia da profissão. É o que mostra a pesquisa realizada pela Afya em parceria com a Conexa, empresa de tecnologia em saúde. Os dados, coletados entre novembro do ano passado e janeiro deste ano, apontam que a adoção da tecnologia é massiva, mas a supervisão humana continua inegociável.
A pesquisa, que ouviu 551 médicos e 511 pacientes de todo o país, com nível de confiança de 95%, mostra 63% dos profissionais já corrigiram um erro gerado por IA antes de usar informações no atendimento clínico. No entanto, aqueles que possuem maior familiaridade com ferramentas digitais, 73% dos entrevistados, são os que mais conseguem perceber erros da inteligência artificial.
Entre os usos mais comuns observados pela pesquisa, 74% dos médicos dizem recorrer à IA para pesquisar medicamentos, buscar assistência para dúvidas clínicas (66%) e evidências científicas (58%).
Gustavo Silva, nutrólogo e professor de pós-graduação da
Afya Educação Médica Curitiba, utiliza recursos de inteligência artificial no seu dia a dia. Para ele, as ferramentas ajudam a organizar raciocínios que impactam positivamente no atendimento aos pacientes.
A tecnologia também auxilia em tarefas operacionais e administrativas. O preenchimento de relatórios e documentos é citado por 34% dos médicos, seguido pelo uso de prontuário por voz, mencionado por 28% dos entrevistados. Os dados sugerem que a principal expectativa está na redução da burocracia, ampliando o tempo disponível para o atendimento ao paciente
NHS: Energia, inovação e reforma tributária
Em um cenário marcado por rápidas transformações tecnológicas, mudanças regulatórias e novas demandas do mercado, fortalecer o relacionamento com parceiros estratégicos tornou-se uma das principais ferramentas para impulsionar inovação e crescimento sustentável. Com esse objetivo, a
NHS recebeu nesta semana cerca de 60 parceiros de diferentes regiões do país para um
encontro voltado à atualização de mercado, compartilhamento de conhecimento e apresentação de novidades do portfólio da empresa.
Ao longo da programação, os participantes acompanharam painéis sobre panorama de mercado, atualizações do portfólio NHS, marketing em tempos de transformação constante, tendências tecnológicas, política comercial e os impactos da Reforma Tributária nos negócios. O evento também incluiu momentos de networking, visitas técnicas e atividades práticas conduzidas pelas equipes da empresa.
Entre os temas que mais mobilizaram as discussões esteve o avanço das tecnologias aplicadas à indústria e aos negócios. A velocidade das mudanças tem exigido das empresas maior capacidade de adaptação, investimento contínuo em inovação e uma visão estratégica voltada para o futuro. Nesse contexto, especialistas abordaram como a digitalização, a automação e a evolução dos processos produtivos estão redefinindo a competitividade em diversos setores.
Outro assunto de destaque foi a Reforma Tributária, considerada uma das mudanças mais relevantes para o ambiente empresarial brasileiro nas últimas décadas. Durante o encontro, foram debatidos os possíveis impactos da nova legislação sobre cadeias produtivas, modelos de negócio e estratégias de planejamento das empresas, além da importância da preparação antecipada para a transição ao novo sistema.