
O aumento de modelos novos financiados foi de 34,6%, enquanto os usados tiveram redução de 15,8% em maio
O volume de veículos financiados no Paraná cresceu 12,6% em maio de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, de acordo com levantamento da Trillia, nova linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial. No recorte por categoria, o financiamento de autos leves no estado paranaense registrou expansão de 16,3% em maio frente ao mesmo mês do ano anterior. Dentro desse segmento, as vendas financiadas de unidades zero quilômetro apresentaram aumento de 68,9%, e os carros usados tiveram 6,2% a mais de financiamentos na mesma base de comparação. As motos registraram aumento de 10,2% no volume financiado em relação a maio de 2025. O aumento de modelos novos financiados foi de 34,6%, enquanto os usados tiveram redução de 15,8% no período. Entre os veículos pesados, que englobam caminhões e ônibus, o volume de financiamentos no Paraná reduziu em 5,6% em maio de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. As operações com pesados usados aumentaram em 0,6%, enquanto os novos registraram queda de 16,2% no volume de financiamentos.
LINHA DE CRÉDITO PARA COMPRA DE CARROS A MOTORISTAS DE APLICATIVOS
As operações para recebimento dos pedidos de financiamento do BNDES Move Motoristas foram iniciadas na última sexta-feira (19/6). A linha de crédito de até R$ 30 bilhões é voltada à aquisição de carros novos por taxistas e motoristas de aplicativos a juros mais baixos. Do total de recursos, estão reservados, no mínimo, R$ 3 bilhões para mulheres e R$ 3 bilhões para taxistas, assegurando uma destinação exclusiva para esses públicos. Esses valores, no entanto, não representam um limite: tanto mulheres quanto taxistas poderão acessar montantes superiores, de acordo com a demanda. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faz a operação do programa por meio das instituições financeiras credenciadas e aptas a operar suas linhas de crédito. Os motoristas de aplicativo e taxistas que já tiveram o cadastro aprovado pela plataforma do Move Brasil já podem procurar as concessionárias dos automóveis que constam na lista de veículos financiáveis para dar início à análise de crédito. A instituição financeira, a partir do encaminhamento do pedido da concessionária, fará a análise do perfil de crédito de cada motorista ou taxista e, se aprovado, concluirá a contratação com as condições do programa.
SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DO TABACO COMPLETA 79 ANOS
Fundado em 24 de junho de 1947 e sediado em Santa Cruz do Sul (RS), o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) representa suas empresas associadas, promovendo práticas sustentáveis que mantêm o tabaco brasileiro entre os mais requisitados do mundo. São 79 anos de atuação em defesa do setor, sempre priorizando a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva e desempenhando um papel estratégico na representação das indústrias do segmento. A entidade entra na contagem regressiva para seus 80 anos cumprindo sua missão de defender um setor que envolve 533 mil pessoas na produção rural e está presente em 525 municípios da Região Sul do Brasil. Desde sua fundação, o SindiTabaco tem atuado como uma ponte entre indústrias, produtores, órgãos governamentais e lideranças ligadas à produção. Além disso, lidera iniciativas voltadas ao incentivo às boas práticas agrícolas, à preservação ambiental, à promoção da saúde e da segurança dos produtores e à proteção de crianças e adolescentes. Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, a competitividade do tabaco brasileiro está diretamente vinculada à sustentabilidade econômica, social e ambiental de toda a cadeia produtiva. “Por isso, é tão importante o nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco, que garante qualidade, inovação, previsibilidade e assistência técnica no campo”, afirma.
COMÉRCIO EXTERIOR DO PARANÁ TEM SUPERÁVIT EM MAIO
O comércio exterior paranaense encerrou maio com saldo positivo de US$ 91,8 milhões na balança comercial. O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho das exportações de produtos do agronegócio e da indústria de transformação, com destaque para o óleo de soja, que apresentou crescimento de 118% em relação ao mesmo mês do ano passado. Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base nos dados do Comex Stat, mostra que a corrente de comércio do estado alcançou US$ 4 bilhões no mês passado. Entre os produtos que mais ampliaram as exportações em maio, destacaram-se, além do óleo de soja, coxas e sobrecoxas de galinha (+104,4%), outros pedaços e miudezas de galinha (+93,6%), pasta química de madeira (+72,5%) e soja (+64,3%). No acumulado de janeiro a maio de 2026, as exportações paranaenses somaram US$ 9,6 bilhões. Os principais produtos vendidos ao exterior no período foram soja e seus derivados, que movimentaram US$ 2,8 bilhões, seguidos por frango e aves (US$ 1,6 bilhão), carne suína (US$ 284 milhões) e milho em grão (US$ 171 milhões).
BRASIL ULTRAPASSA O NÚMERO DE 25 MILHÕES DE EMPRESAS ATIVAS
Enquanto boa parte do debate econômico se concentra nos obstáculos do país, o comportamento de quem empreende conta uma história diferente. Mesmo diante de desafios conhecidos, milhares de empresários seguem abrindo empresas, ampliando operações, contratando profissionais e planejando crescimento. Quem constrói negócios não toma decisões olhando apenas para o cenário atual, mas para oportunidades que podem gerar valor ao longo do tempo. Os números ajudam a explicar essa confiança. Em 2025, o Brasil registrou mais de 5,1 milhões de novos negócios, um crescimento de 18,6% em relação ao ano anterior, segundo dados da Receita Federal compilados pelo Sebrae. O país também ultrapassou a marca de 25 milhões de empresas ativas, consolidando-se como um dos mercados mais dinâmicos do mundo para a atividade empreendedora. Para Marcos Koenigkan, presidente do Think Tank Mercado & Opinião, a permanência desse movimento revela uma percepção que nem sempre aparece nas análises econômicas tradicionais. "Quem constrói empresas não toma decisões olhando apenas para o momento atual. O empresário observa tendências, comportamento de consumo e oportunidades que muitas vezes ainda não são visíveis para a maioria. É por isso que tantas organizações seguem crescendo no país." A confiança do empresariado também se reflete em setores diretamente ligados à expansão econômica. Em 2025, o franchising brasileiro alcançou o maior faturamento de sua história, somando R$ 301,7 bilhões, avanço nominal de 10,5% em relação ao ano anterior.
VAREJO PERDE LUCRATIVIDADE DEIXANDO SERVIÇOS FINANCEIROS NOS BANCOS
O pequeno varejista brasileiro convive com uma contradição cada vez mais cara. Ele depende de capital de giro para comprar estoque, manter a loja abastecida e atravessar o intervalo entre a venda ao consumidor e o pagamento aos fornecedores, mas encontra no banco uma das fontes mais pesadas de financiamento. Nas operações de capital de giro para pessoa jurídica com prazo de até 365 dias, a taxa chegou a 38% ao ano em 2025. No atacado distribuidor, essa pressão ganha escala. O setor faturou R$ 616,6 bilhões em 2025 e atende a mais de 1,18 milhão de pontos de venda pelo canal indireto. Na prática, a distribuidora já financia parte desse ecossistema quando vende com prazo, assume risco comercial, emite boletos, acompanha inadimplência e mantém relacionamento recorrente com pequenos mercados, padarias, mercearias e lojas de bairro. O problema é que, embora carregue parte relevante do risco, ela nem sempre captura o valor financeiro dessa relação. O lojista paga juros ao banco, a distribuidora preserva o prazo para manter a venda e o spread fica fora da cadeia produtiva. É nesse ponto que o embedded finance (serviços financeiros integrados) começa a mudar a lógica do setor. Em vez de tratar crédito, cobrança, pagamentos e antecipação como serviços externos, empresas da economia real passam a incorporar soluções financeiras dentro da própria operação. Para Letícia Moschioni, sócia da Finscale, o distribuidor já tem um ativo que o banco precisa reconstruir de fora, o histórico real de compra, pagamento, recorrência e comportamento do lojista. “Quando a distribuidora vende com prazo, ela já está concedendo crédito. A diferença é que, sem estrutura, esse crédito fica invisível, mal precificado e muitas vezes capturado por terceiros”, afirma. Em uma simulação simples, se o lojista deixa de recorrer a uma linha bancária, a economia potencial equivale a até 38% do valor tomado em 12 meses, caso substitua esse custo por uma estrutura interna sem juros equivalentes. Mesmo em modelos com taxa menor, a diferença pode representar alívio direto no caixa e maior capacidade de compra junto ao próprio distribuidor. O tamanho da oportunidade ajuda a explicar por que o tema deixou de ser restrito a fintechs. Estudos apontam que o embedded finance pode gerar R$ 24 bilhões em receita adicional até 2026 em setores como varejo, bens de consumo e serviços, enquanto o potencial de oferta de crédito embarcado chega a R$ 83 bilhões. No caso específico da distribuição B2B de alimentos, a base elegível para crédito embarcado foi estimada em R$ 1,1 trilhão, segundo dados reunidos pela Finscale a partir de estudos de mercado. A leitura é direta: onde há venda recorrente, prazo, inadimplência, cobrança e histórico transacional, há também uma operação financeira escondida.
UM TERÇO DOS GOLPES FINANCEIROS ENVOLVE O PIX
O Pix transformou a forma como os brasileiros realizam pagamentos, transferências e compras. Mas a popularidade da ferramenta também chamou a atenção dos criminosos. Um levantamento divulgado pelo Observatório Lupa revelou que um terço dos golpes digitais aplicados no Brasil utiliza o Pix como principal meio para obtenção de dinheiro das vítimas. O estudo analisou mais de uma centena de conteúdos fraudulentos que circularam no país nos últimos dois anos e identificou que 33% dos golpes exigiam pagamentos exclusivamente via Pix. Além disso, 74% exploravam a credibilidade de empresas, marcas ou personalidades conhecidas para dar aparência de legitimidade às fraudes. Para especialistas em segurança digital, o dado reforça uma constatação importante: o problema não está na tecnologia do Pix, mas na forma como os criminosos conseguem manipular o comportamento das vítimas. “Na prática, os criminosos exploram muito mais falhas no comportamento dos usuários do que vulnerabilidades técnicas do Pix. O sistema em si é seguro, com camadas robustas de criptografia e autenticação. O que vemos com mais frequência são golpes de engenharia social, em que a vítima é convencida a autorizar a própria transferência acreditando que está realizando uma operação legítima”, explica Géssica Ribeiro, Analista Sênior de Governança de TI da Trio Grupo Financeiro e especialista em Segurança da Informação.