Comércio trata a Copa do Mundo como segundo Natal
22/06/2026 às 05:00
Para o setor de comércio e serviços, a movimentação da Copa do Mundo faz com que o evento seja tratado como um 'segundo Natal'

Mesmo sem o Brasil como país-sede, a Copa do Mundo de 2026 promete se consolidar como um dos maiores catalisadores econômicos do ano para o comércio nacional. O torneio, sediado conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México entre 11 de junho e 19 de julho, deve levar cerca de 99,2 milhões de brasileiros às compras. De acordo com a pesquisa “Intenção de compras para Copa do Mundo 2026”, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, a projeção indica que 60% dos consumidores do país pretendem abrir as carteiras por causa do evento esportivo, com um gasto médio estimado em R$ 619 por pessoa. Para o presidente da CNDL, José César da Costa, a magnitude e a extensão do campeonato (que pela primeira vez contará com 48 seleções e durará 39 dias) transformam o período em um verdadeiro “segundo Natal” para os setores de comércio e serviços. Nas classes A e B, o otimismo é ainda maior, com o tíquete médio saltando para R$ 784.
COPA DO MUNDO INJETA BILHÕES NO SETOR DE EVENTOS
Com base em relatórios da FIFA, a Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar um dos maiores ciclos de investimento em eventos e ativações da história, favorecido pela expansão para 48 seleções e pela expectativa de mais de US$ 10 bilhões em receitas globais. As projeções indicam que o patrocínio deve superar US$ 2,8 bilhões e os direitos de transmissão, US$ 4,2 bilhões. Já um estudo oficial da entidade aponta cerca de US$ 13,9 bilhões em gastos diretos ligados ao evento, incluindo turismo, hospitalidade e ativações, além de um impacto econômico global estimado em até US$ 80 bilhões (FIFA, estudo de impacto econômico, 2025). Já segundo projeção do Bank of America, a Copa do Mundo de 2026 deve injetar cerca de US$ 41 bilhões (R$ 225 bilhões) na economia global, impulsionando setores como turismo, hotelaria, alimentação e eventos.
570 MIL FAMÍLIAS RECEBEM BOLSA FAMÍLIA NO PARANÁ
Em junho, um total de 570.620 famílias em todos os 399 municípios do Paraná estão contempladas com o Bolsa Família. Para isso, o investimento do Governo do Brasil no estado supera R$ 381,3 milhões. O valor garante um benefício médio de R$ 671,52. O cronograma de pagamentos tem início na última semana, e segue até o dia 30, de acordo com o final do Número de Identificação Social – NIS. Dentro das ações de enfrentamento a desastres previstas no programa de transferência de renda para situações como secas, enchentes, inundações e eventos climáticos extremos, dez municípios do Paraná recebem em junho o pagamento de maneira unificada, no primeiro dia do calendário: Antonina, Manoel Ribas, Nova Tebas, Planalto, Quedas do Iguaçu, Realeza, Rebouças, Marquinho, Pérola d'Oeste e Terra Rica.
EVASÃO NO ENSINO SUPERIOR PODE CHEGAR A 60%
O ensino superior privado no Brasil entrou em uma nova fase de pressão estrutural. Com mais de 10,2 milhões de universitários no país, sendo quase 80% deles em instituições privadas segundo o Semesp, o setor convive hoje com uma combinação de fatores que desafiam seu modelo de crescimento: desaceleração do ensino a distância (EAD), retração nas matrículas presenciais, maior sensibilidade ao preço e, principalmente, o avanço da evasão ao longo dos cursos. Se antes o abandono se concentrava nos primeiros semestres, agora ele se distribui ao longo de toda a jornada acadêmica. Dados do setor indicam que a evasão no ensino superior privado pode se aproximar de 60% ao longo dos cursos, o que compromete não apenas a formação dos alunos, mas também a previsibilidade financeira das instituições. “Na prática, isso altera a lógica econômica do setor. Universidades operam com base em receita recorrente sustentada pela permanência do aluno. Quando a evasão cresce, o tempo de permanência diminui, pressionando indicadores como receita, margem e custo de aquisição”, explica o especialista em investimentos do Grupo Axia Investing, Felipe Sant’Anna. 
JUROS DO ROTATIVO DO CARTÃO PODE CHEGAR A 432% AO ANO
O rotativo do cartão de crédito chegou a 432,1% ao ano em abril de 2026, segundo dados do Banco Central, uma das modalidades mais caras do país. O dado revela um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias: segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 80,9% das famílias brasileiras acumulavam algum tipo de dívida em abril deste ano, o maior percentual da série histórica. O cartão de crédito aparece como a principal modalidade entre os endividados. No varejo, o movimento também exemplifica uma mudança na rota de consumo: levantamento da Top One Financeira aponta crescimento de 11,6% nas operações via crediário nos cinco primeiros meses de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, com ticket médio de R$ 1.543.  A mecânica do rotativo explica o risco. Quando o cliente não consegue pagar o valor integral da fatura em 30 dias e opta pelo pagamento mínimo, o saldo devedor restante é automaticamente financiado pela taxa que supera os 400% ao ano. Na prática, uma fatura não paga pode ter seu valor quadruplicado em apenas 12 meses.
PRODUTOS DA FESTA JUNINA TÊM OSCILAÇÃO DE PREÇOS
O São João chega mais salgado para o bolso do consumidor em 2026. Uma análise dos preços médios das principais categorias de produtos típicos das festas juninas feita com exclusividade pela Neogrid, empresa que conecta indústria, varejo e distribuidores para transformar dados em decisões na cadeia de consumo com dados coletados em supermercados, hipermercados e atacarejos brasileiros - revela um cenário misto: enquanto os doces de amendoim subiram quase 29% em doze meses, itens como vinhos e cachaças chegaram a ficar levemente mais baratos. No balanço geral, quem vai montar a mesa de arraial terá de desembolsar mais do que no ano passado, mas algumas boas notícias ajudam a suavizar o impacto. Os doces típicos das festas juninas apresentaram o quadro mais heterogêneo da análise. O destaque negativo fica com o doce de amendoim, cujo preço médio por kg saltou de R$ 43,56 para R$ 56,11 – uma alta de 28,8%, puxado pela valorização do amendoim in natura. O pé de moça também encareceu significativamente, +13,0%, chegando a R$ 86,29/kg. Já a paçoca (+5,2%) e o pé de moleque (+3,6%) subiram de forma mais comportada, enquanto o pingo de leite se destaca como o maior recuo da categoria, caindo 15,1% e encerrando maio/2026 a R$ 65,61/kg. A cocada em barra (-2,5%), o doce de leite em barra (-1,3%) e a rapadura (praticamente estável, -0,2%) também proporcionam algum alívio, sendo que a rapadura continua sendo um dos itens mais acessíveis da mesa junina a R$ 24,50/kg.
PESQUISA APONTA QUE CENÁRIO ELEITORAL IMPACTA DECISÃO SOBRE COMPRA DE IMÓVEL
Pesquisa realizada pelo Grupo OLX com usuários das plataformas OLX, ZAP e Viva Real que têm interesse na compra de imóveis mostra que o cenário político exerce influência sobre a jornada de aquisição imobiliária para uma parcela relevante dos brasileiros. Segundo o levantamento, 25% dos compradores afirmam que as eleições presidenciais e as incertezas relacionadas às políticas econômicas e habitacionais impactam sua decisão de compra. A percepção é mais forte entre os homens, grupo em que o índice chega a 30%, enquanto entre as mulheres o percentual é de 17%. Entre pessoas que têm filhos e não possuem animais de estimação, a influência do cenário eleitoral alcança 31%. O estudo mostra ainda que o impacto vai além da percepção. Entre os compradores que afirmam considerar as eleições em suas decisões de compra, 42% dizem ter passado a procurar imóveis mais baratos diante das incertezas relacionadas ao cenário político e econômico. Os resultados indicam que, embora as eleições não sejam um fator determinante para a maioria dos consumidores, elas exercem influência sobre uma parcela significativa dos potenciais compradores e podem estimular comportamentos mais cautelosos durante a busca por um imóvel. 
INTERAÇÃO DE APLICATIVO DE TRANSPORTE E OPÇÕES DE LAZER
Curitiba tem mais de 11 mil bares e restaurantes de acordo com o último levantamento divulgado pela prefeitura da capital, o que sempre provoca a clássica dúvida na hora de sair de casa para se divertir: "para onde ir?". Pensando em impulsionar o comércio local e trazer uma facilidade para os usuários do aplicativo de transporte, a startup Hooh conta com a modalidade chamada "Me Leve para", um guia da cidade que ajuda a explorar a capital de uma forma segura, fácil e divertida. Ao escolher o destino, basta clicar nele que um motorista será direcionado para buscar o passageiro e levar até o local. De acordo com o diretor de Inovação do Hooh, Rafael Pacheco, existem diferentes estabelecimentos que participam desta iniciativa. "Há recomendações de lugares incríveis como restaurantes, teatros, bares, cafés, shoppings e casas de shows. Transformamos o passeio em uma experiência mais prática, divertida e cheia de descobertas". O guia também disponibiliza um ícone do Instagram que leva direto para a página do estabelecimento com as principais novidades sobre o local. "Nosso propósito é ir além do transporte. Queremos movimentar Curitiba de forma colaborativa, para fortalecer quem empreende, oferecendo novas experiências para quem se desloca", destaca Roger Duarte, CEO da Startup. Cada estabelecimento parceiro do "Me Leve para" oferece um brinde mensal, uma experiência que desperta o interesse dos clientes e incentiva visitas com amigos e familiares. "Com o projeto, vamos estimular que os curitibanos e turistas vivam Curitiba da melhor maneira possível", completa Duarte.
LONDRINA LIDERA CRESCIMENTO DO VAREJO NO PARANÁ
Após um início de ano mais moderado, o comércio paranaense ganhou força em março, com destaque para o desempenho de algumas regiões do interior. Londrina liderou o crescimento das vendas do varejo na comparação com março de 2025, com alta de 14,18%, impulsionada principalmente pelo desempenho das concessionárias de veículos (+29,25%), material de construção (+17,81%), lojas de departamentos (+15,09%) e calçados (+10,49%). Também apresentaram crescimento em relação ao mesmo período do ano passado as regiões de Maringá (+6,06%), Ponta Grossa (+4,78%), Oeste (+3,18%), Sudoeste (+2,40%) e Curitiba e Região Metropolitana (+1,81%). No resultado consolidado do Paraná, a Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) mostra que as vendas do varejo cresceram 4,38% em março na comparação com o mesmo mês de 2025. Entre os segmentos que mais contribuíram para este desempenho positivo do varejo estadual estão as lojas de departamentos, com crescimento de 14,97%, seguidas pelas concessionárias de veículos (+8,63%), materiais de construção (+8,30%), calçados (+8,02%) e móveis, decorações e utilidades domésticas (+6,74%). Por outro lado, alguns segmentos ainda registraram retração na comparação anual, como óticas, cine-foto-som (-4,75%), livrarias e papelarias (-2,60%) e vestuário e tecidos (-2,44%).
 
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