
A inadimplência dos aluguéis no Paraná teve queda de abril para março
Após duas altas consecutivas, a inadimplência de aluguel no Paraná cedeu, com taxa de 2,90% em abril, após 3,01% em março – recuo de 0,11 ponto percentual. No comparativo com o mesmo período de 2025 (2,24%), o indicador cresceu 0,66 ponto percentual no último mês. A taxa ficou ainda abaixo da média nacional, que foi de 3,18%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, a queda em abril interrompe uma sequência de dois meses de alta, mas precisa ser lida com cautela. "O Paraná manteve uma trajetória de oscilações ao longo do último ano, alternando entre altas e baixas sem firmar tendência clara. Mas, ainda assim, o índice permanece abaixo da média nacional, o que reflete um cenário regional mais controlado. Devemos acompanhar os indicadores econômicos dos próximos meses para entender como a inadimplência locatícia vai se comportar”, afirma.
ALIMENTOS E ENERGIA PRESSIONAM ORÇAMENTO DOS PARANAENSES
A conta de luz mais cara e a disparada nos preços de alimentos
in natura vem pesando no orçamento dos consumidores de Curitiba e Região Metropolitana desde maio. Apesar dessas pressões, a inflação oficial da região desacelerou e ficou em 0,29% no mês, abaixo da média nacional, que registrou alta de 0,58%, conforme análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) com base nos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE. O principal impacto na inflação local veio do grupo Habitação, que avançou 1,37% em maio, puxado principalmente pela alta de 4,54% na energia elétrica residencial. Em contrapartida, o grupo Transportes ajudou a conter o índice, com recuo de 1,40%, reflexo da queda de 2,49% nos preços dos combustíveis para veículos. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação em Curitiba e Região Metropolitana alcançou 3,33%, permanecendo abaixo da média brasileira, de 4,72%.
LIXO ZERO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Influenciada pela “pressão verde” dos consumidores da capital ecológica, que consideram a sustentabilidade na decisão de compra do imóvel, a construção civil tem priorizado a redução do impacto ambiental dos novos empreendimentos de Curitiba (PR). A transformação tem efeito não apenas no produto final, mas também na etapa de construção. Responsável por 60% dos resíduos sólidos urbanos e mais de 30% do consumo energético e emissões globais, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o setor está utilizando a inovação em prol do ideal do “canteiro de obras verde”. A mudança passa pela meta do “lixo zero”, economia de recursos naturais e preocupação com o entorno urbano. Na vanguarda da incorporação que tem a sustentabilidade como preceito dos projetos – mesmo antes da chegada da onda de certificações verdes – a AGL recentemente conseguiu zerar o envio das sobras das obras para aterros. Além de adotar medidas para redução do desperdício e geração de entulhos, a incorporadora apostou em um sistema que combina separação na origem, rastreabilidade e parcerias com operadores especializados.
CONCURSO PARA VAGAS NO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
O Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR) publicou na última segunda-feira (15 de junho) edital de concurso público para o preenchimento de vagas imediatas e formação de cadastro de reserva em cargos de níveis fundamental, médio/técnico e superior. As inscrições abrem às 16h do dia 22 de junho e vão até às 23h59 do dia 23 de julho, e as provas objetivas e discursivas ocorrem no dia 13 de setembro. Mais informações pelo site: www.institutoconsulplan.org.br, organizador do concurso, ou pelo edital: https://www.institutoconsulplan.org.br/Concurso/crapr2026. As oportunidades de nível superior são para os cargos de administrador, advogado, analista de sistemas, analista jurídico e contador. Para nível médio/técnico, há vaga para agente administrativo, e para o nível fundamental as vagas são para auxiliar de serviços gerais e motorista. Os salários variam de R$ 3.107,82 a R$ 8.093,44, conforme o cargo. Além da remuneração, os aprovados terão direito a benefícios como vale-alimentação de R$ 2 mil por mês, plano de saúde, plano odontológico, vale-transporte e outros previstos em edital. Para administrador, analista jurídico, contador e agente administrativo, há uma vaga para cada cargo, além de cadastro de reserva. Os demais cargos contam com cadastro de reserva para futuras contratações durante a validade do concurso. Todas as funções são para atuação no CRA-PR, na sede em Curitiba.
BRDE COMPLETA 65 ANOS DE ATIVIDADES
Principal referência como instituição de fomento de caráter público no apoio a empresas e produtores rurais nos três estados do Sul do país, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) completou 65 anos de atuação na última segunda-feira (15/6). Entre os maiores bancos em tamanho de carteira de crédito do Brasil, com R$ 25,6 bilhões, o BRDE tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social de toda a região de atuação, compromisso cada vez mais alinhado com as agendas da inovação e da sustentabilidade. No último ano, o BRDE fechou com mais de R$ 5,6 bilhões em crédito para investimentos e capital de giro a empreendedores dos três estados acionistas – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – além do Mato Grosso do Sul, onde também atua. “O banco nasceu para apoiar quem produz e segue fiel a esse compromisso”, destaca o diretor-presidente, Renê Garcia Júnior. “O crédito é o meio, mas o resultado esperado é mais amplo: emprego, renda, inovação, competitividade, sustentabilidade e melhoria de vida.” Criado em 1961 com o desafio inicial de propiciar ganhos de produtividade para uma economia regional à época majoritariamente agrícola, o BRDE buscou nasce diante da necessidade de atrair para os estados do Sul melhores fatias das linhas de crédito federal, por muitos anos fonte majoritária de recursos.
CRESCE O NÚMERO DE LEILÕES DE PROPRIEDADES RURAIS
O aumento dos leilões de propriedades rurais no Brasil acendeu um novo alerta para o agronegócio. Em meio à combinação de juros elevados, queda na rentabilidade de algumas culturas, aumento dos custos de produção, instabilidade climática e crédito mais restritivo, produtores rurais têm enfrentado dificuldade crescente para manter compromissos financeiros em dia. Segundo levantamento divulgado pela Reuters e repercutido por veículos nacionais, as dívidas problemáticas no crédito rural mais que quadruplicaram em dois anos, chegando a R$ 171,2 bilhões no início de 2026. O percentual de créditos rurais com problemas passou de 5,5% para 19,6% no período. O volume de propriedades rurais levadas a leilão também cresceu: foram 14.219 imóveis rurais leiloados em 2025, alta de 30% em relação ao ano anterior. Para o advogado tributarista Bruno Medeiros Durão, especialista em agronegócio e presidente do Durão, Almeida & Pontes – Advogados Associados, o avanço dos leilões mostra que a crise de endividamento no campo deixou de ser apenas uma questão financeira e passou a atingir diretamente o patrimônio dos produtores. “Quando uma propriedade rural chega ao leilão, normalmente o problema já passou por várias etapas anteriores: contrato mal renegociado, juros acumulados, garantias executadas e ausência de uma estratégia jurídica preventiva. O produtor rural muitas vezes tenta resistir sozinho até o último momento, mas, no agro, esperar demais pode significar perder o principal ativo da família e da atividade produtiva”, afirma Bruno Durão.
INADIMPLÊNCIA DAS MICROEMPRESAS É PREOCUPANTE
O número de empresas inadimplentes no Brasil segue em trajetória preocupante. Em março de 2026, o país registrou 8,9 milhões de CNPJs negativados, segundo a Serasa Experian. Desse total, 8,4 milhões pertencem a micro e pequenas empresas, responsáveis por R$185,3 bilhões dos R$212,8 bilhões em débitos contabilizados no período. Embora juros elevados, crédito restrito e oscilações econômicas sejam frequentemente apontados como os principais responsáveis pela fragilidade dos pequenos negócios, especialistas defendem que muitas dificuldades começam dentro da própria operação, muito antes de a crise financeira se tornar evidente. Para o administrador e especialista financeiro Renan Frigo, problemas como falta de controle do fluxo de caixa, precificação inadequada, ausência de planejamento e a mistura entre contas pessoais e empresariais continuam entre os erros mais comuns na gestão das pequenas empresas. “Muitos empresários acompanham as vendas, mas não conseguem visualizar com clareza a rentabilidade do negócio, o impacto das despesas ou a real situação do caixa. Quando o mercado se torna mais desafiador, essas fragilidades aparecem com força”, afirma.
31% DOS BRASILEIROS NÃO TÊM NENHUMA RESERVA FINANCEIRA
Dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro de 2026, realizado pela Anbima em parceria com o Datafolha, mostra que 31% da população não possui nenhuma reserva financeira para lidar com situações inesperadas. Entre os que afirmam ter algum dinheiro guardado, 43% consumiram toda a reserva em até seis meses, ou seja, grande parte dos brasileiros ainda não possui proteção suficiente para enfrentar períodos de instabilidade. Empresas também estão no mesmo rumo que muitos brasileiros individuais. O Serasa Experian soltou, na primeira semana de junho, que o Brasil atingiu, em 2026, o recorde histórico de 9 milhões de empresas inadimplentes, que acumulam mais de R$220 bilhões em dívidas. Para a superintendente do Cebrac Cursos, Jéssica Giustino, os dois estudos revelam uma mesma realidade: a dificuldade de planejar o futuro financeiro e criar mecanismos de proteção contra imprevistos.
VENDA DE CONSÓRCIOS DE MOTOS MANTÉM TRAJETÓRIA DE ALTA
A busca por alternativas mais planejadas para a aquisição de veículos tem impulsionado o mercado de consórcios de motocicletas em 2026. Levantamento da Embracon, uma das maiores administradoras independentes de consórcios do país, aponta avanço nas vendas da modalidade entre janeiro e março deste ano, refletindo o interesse dos consumidores por soluções que permitam adquirir um veículo sem recorrer ao financiamento tradicional. O movimento acompanha o desempenho do mercado nacional de consórcios. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostram que as vendas de cotas de motocicletas cresceram 7,2% no primeiro trimestre de 2026. Atualmente, os consórcios respondem por 31,8% das motocicletas comercializadas no país, o equivalente a praticamente uma em cada três unidades vendidas. Para o encerramento do ano, a entidade projeta crescimento entre 7% e 8% para o segmento, impulsionado pela procura por alternativas de compra com maior previsibilidade financeira.