
O resultado representa uma queda de -0,133 ponto percentual em relação a abril, quando o índice havia sido de -0,322%
A desvalorização do carro usado acelerou no mês de maio, indicando sinais de acomodação da demanda observada no início do ano. Segundo o Índice Webmotors, que calcula mensalmente as variações percentuais dos valores dos automóveis anunciados na plataforma, os usados registraram desvalorização de -0,455% no mês passado. O resultado representa uma queda de -0,133 ponto percentual em relação a abril, quando o índice havia sido de -0,322%. Os modelos 0KM também tiveram um recuo nos preços em maio. A categoria fechou o mês com índice de -0,162%, resultado -0,123 ponto percentual inferior ao anotado em abril (-0,039%). Considerando todos os segmentos monitorados, o Índice Geral encerrou maio em -0,435% ante -0,305% assinalados no mês anterior. “O comportamento dos preços em maio mostra uma desvalorização dos carros usados acima da média dos últimos meses, indicando uma demanda mais contida depois do ritmo mais aquecido observado no início deste ano ou uma oferta maior de veículos disponíveis para venda”, afirma Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. Entre os eletrificados, os híbridos usados contabilizaram desvalorização de -0,649% em maio, resultado +0,006 ponto percentual inferior ao de abril (-0,655%). Já os híbridos 0km fecharam o mês com índice de -0,164%, contra -0,075% no mês anterior. Os elétricos usados mantiveram uma trajetória de desvalorização, com índice de -0,227% em maio frente aos -0,140% verificados em abril, enquanto os elétricos 0KM encerraram o período com índice de -0,030% após uma estabilidade (0,000%) constatada no mês anterior.
DIFICULDADE EM PAGAR AS CONTAS
O consumidor brasileiro continua enfrentando dificuldades para fechar as contas. É o que aponta a mais recente pesquisa de Projeção de Inadimplência elaborada pelo IBEVAR (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo) em parceria com a FIA Business School. O estudo prevê que a taxa de inadimplência para Pessoas Físicas no segmento de Recursos Livres (que inclui cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal) registre uma média de 7,15% no mês de junho de 2026. Embora o número médio represente uma redução quase imperceptível de 0,01 ponto percentual em relação ao último dado real divulgado pelo Banco Central (abril de 2026, com 7,16%), os pesquisadores alertam para um cenário menos otimista. De acordo com a análise técnica do estudo, o relativo aumento nos atrasos de pagamento observados recentemente indica que a taxa de inadimplência real deverá flutuar para a parte superior da estimativa. Ou seja, é esperado que o índice se consolide entre a média projetada de 7,15% e o limite superior estimado em 7,48%. "A estabilidade matemática não deve ser confundida com alívio no bolso do consumidor. O fato de a nossa projeção apontar como mais provável o atingimento do limite superior da margem revela que a pressão financeira sobre as famílias brasileiras no crédito livre, que possui as maiores taxas, ainda é intensa", explica o Claudio Felisoni, Presidente do IBEVAR e Professor da FIA Business School.
VAREJO PROJETA ALTA, MAS INADIMPLÊNCIA PREOCUPA
O comércio varejista brasileiro deve registrar números positivos no meio do ano, mas o cenário exige cautela por parte dos varejistas. É o que revela o cruzamento das pesquisas de Projeção de Vendas e Projeção de Inadimplência para o mês de junho de 2026, ambas desenvolvidas pelo IBEVAR (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo) em parceria com a FIA Business School. Pelo lado do consumo, a estimativa aponta um crescimento de 5,73% para o Varejo Ampliado em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O Varejo Restrito, embora projete uma leve queda de 0,20% em relação a maio, mantém uma perspectiva de alta de 2,17% no comparativo anual. No entanto, esse ímpeto de compra contrasta com a deterioração da saúde financeira das famílias. O estudo de inadimplência do Instituto projeta que a taxa média de atrasos no segmento de Pessoas Físicas com Recursos Livres (que inclui as modalidades mais caras de crédito) ficará em 7,15% em junho de 2026. O grande alerta, segundo os pesquisadores, é que o aumento relativo dos atrasos já observados em abril indica uma forte tendência de que a inadimplência encoste no limite superior da projeção, chegando a 7,48%.
BANCOS TRADICIONAIS BUSCAM APRIMORAR AMBIENTE DIGITAL
O futuro do setor bancário corporativo pode ser moldado por uma lição aprendida no mercado financeiro voltado ao consumidor. Na última década, bancos digitais, fintechs e iniciativas de Open Finance transformaram a forma como as pessoas interagem com os serviços financeiros, substituindo processos complexos por interfaces intuitivas, transações em tempo real e experiências personalizadas. O que começou como uma revolução impulsionada pelo consumidor agora está remodelando rapidamente o cenário do banking corporativo. Para as grandes empresas brasileiras, as expectativas em relação aos serviços financeiros mudaram drasticamente. Líderes financeiros e equipes de tesouraria esperam cada vez mais o mesmo nível de simplicidade, agilidade e autonomia que vivenciam como consumidores em sua vida pessoal. Como resultado, o design centrado no usuário, antes visto principalmente como um diferencial do varejo bancário, está se tornando um requisito estratégico no ambiente corporativo. Essa mudança está levando as instituições financeiras tradicionais a repensarem a forma como oferecem serviços às empresas. Acostumados por muito tempo a disponibilizar plataformas robustas, porém frequentemente fragmentadas, os bancos corporativos estão investindo fortemente em jornadas digitais mais intuitivas, ecossistemas integrados e recursos de autoatendimento capazes de reduzir a complexidade operacional e aumentar a produtividade. Para muitas instituições, modernizar a experiência do usuário tornou-se essencial para manter a competitividade em um mercado cada vez mais digital.
GOLPES DIGITAIS CRESCEM COM A COPA DO MUNDO
A Copa do Mundo de 2026 ainda não começou, mas criminosos virtuais já estão em campo. Um levantamento da FortiGuard Labs registrou, entre janeiro e maio deste ano, mais de 13.000 domínios temáticos ligados ao torneio — cerca de 8,8% deles já classificados como maliciosos ou suspeitos. Além disso, mais de 270.000 credenciais de fãs foram encontradas expostas em logs de stealers associados a sites da FIFA, e mais de 1.700 perfis falsos de impersonação foram identificados, 90% concentrados no Facebook e Instagram. O cenário não se resume a um tipo de golpe: pesquisadores mapearam um portfólio estruturado que inclui phishing, venda falsa de ingressos, aplicativos maliciosos de apostas e streaming, lojas falsas de merchandise e até golpes com falsas vagas de emprego ligadas ao evento. A infraestrutura criminosa está montada com meses de antecedência, tornando o risco real tanto para consumidores quanto para empresas que ampliam sua presença digital no período. Grandes eventos esportivos sempre ampliam a superfície de ataque, mas o que chama atenção em 2026 é a escala e a antecipação. O brasileiro é um dos públicos mais engajados digitalmente durante a Copa, e também um dos mais visados, tornando importante entender como esses golpes funcionam, por que o engajamento emocional em torno do futebol facilita a ação dos criminosos e o que fazer antes de virar vítima.
ENTREGA DE FERTILIZANTES CRESCEU QUASE 4% EM UM ANO
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o primeiro trimestre de 2026 com 9,76 milhões de toneladas. Houve crescimento de 3,8% em relação às 9,40 milhões no acumulado de janeiro a março de 2025, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Em março, registraram-se 2,83 milhões de toneladas, um aumento de 18,7% ante as 2,38 milhões referentes ao mesmo mês de 2025. O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas, concentrou o maior volume no período analisado (25,2%), com 2,45 milhões de toneladas. Seguem-se o Goiás (1,10 mil), São Paulo (1,08), Paraná (1,02), Minas Gerais (882 mil) e Mato Grosso do Sul (543 mil) e Bahia (541 mil).
PRODUÇÃO NACIONAL TEVE REDUÇÃO
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou março de 2026 com 483 mil toneladas, representando redução de 9,7%. No trimestre, o total foi de 1,41 milhão de toneladas, com redução de 16,2% na comparação com o volume de 1,68 milhão em relação ao mesmo período de 2025. Cabe esclarecer que, apesar dos reforços junto às empresas, em função de mudanças na estrutura societária e/ou retomada de produção em ativos, nem toda produção nacional foi capturada no primeiro trimestre. As importações de fertilizantes intermediários alcançaram em março de 2026 a quantidade de 2,74 milhões de toneladas, com aumento de 10,1%. No acumulado deste trimestre, o total importado foi de 8,15 milhões de toneladas, significando redução de 4% ante o mesmo período de 2025, quando se registraram 8,49 milhões de toneladas. No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a março, 2,12milhões de toneladas, indicando redução de 13,5% em relação a 2025, quando foram descarregadas 2,45 milhões de toneladas. O terminal representou 26,1% do total importado de todos os portos (fonte: Siacesp/MDIC).
EMPRESÁRIO RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO BENEMÉRITO
A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná realiza nesta quarta-feira, 17 de junho, às 18h, sessão solene para a entrega do título de Cidadão Benemérito do Estado do Paraná para o empresário João Alves Anselmo, fundador da Master Cargas Brasil. A homenagem reconhece sua trajetória empreendedora e sua contribuição para o desenvolvimento econômico, logístico e social do Paraná ao longo dos últimos anos. Natural de Ibaiti, no Paraná, João Alves Anselmo mudou-se para São José dos Pinhais ainda jovem ao lado dos pais. Formado em Administração de Empresas, iniciou sua trajetória empreendedora aos 19 anos, atuando no setor moveleiro em parceria com escritórios de arquitetura. Em 1996, conheceu Tânia Lopes, com quem se casou dois anos depois. No ano seguinte, o casal fundou a Master Cargas Brasil, empresa que iniciou suas atividades com apenas um caminhão e operações voltadas à prestação de serviços e pequenos transportes. Com crescimento gradual e estratégico, a companhia consolidou-se como uma das maiores empresas do setor logístico nacional. Atualmente, a Master Cargas Brasil atua como um hub logístico integrado, reunindo soluções em armazenagem, distribuição, transporte, e-commerce e operações internacionais. São 49 unidades distribuídas pelo Brasil, sendo 23 delas no Paraná, além da presença internacional em oito pontos estratégicos no exterior. Ao todo, a empresa contabiliza mais de 4 milhões de m² de área de armazéns e emprega mais de 1.500 colaboradores.