81% dos brasileiros movimentam suas finanças pelos aplicativos de bancos
16/06/2026 às 05:00
Pesquisa mostra que 81% dos brasileiros usam aplicativos de bancos, mas 48% ainda usam só planilhas para controlar gastos

Os aplicativos bancários já fazem parte da rotina financeira da maior parte dos brasileiros, mas isso ainda não significa uma gestão financeira mais organizada. Segundo a pesquisa “Do PIX ao planejamento financeiro: como a tecnologia está mudando nossa relação com o dinheiro”, realizada pela Lina Open X por meio da plataforma de consumer insights da MindMiners, 81% da população utiliza aplicativos como principal canal de relacionamento com instituições financeiras. Apesar disso, quase metade dos entrevistados (48%) ainda utiliza planilhas, anotações ou outros meios paralelos para controlar as contas do mês. Além disso, 16% afirmam não realizar nenhum tipo de controle financeiro. O levantamento mostra um contraste importante: embora os brasileiros estejam cada vez mais conectados financeiramente, o uso dos aplicativos ainda permanece concentrado principalmente em atividades operacionais, como pagamentos, transferências e consultas de saldo. “O aplicativo hoje concentra praticamente toda a jornada financeira do cliente. Muito além de ser exclusivamente um canal de atendimento, é o ambiente onde a relação com o banco de fato acontece. Isso tende a elevar o nível de exigência do usuário, porque qualquer fricção ali impacta diretamente a percepção dele”, afirma o diretor de Negócios da Lina Open X, Murilo Rabusky.
TRABALHO PARA 60+ AUMENTA, MAS INFORMALIDADE É ALTA
O emprego entre pessoas com 60 anos ou mais cresceu proporcionalmente mais do que em outros grupos da população brasileira. Segundo levantamento da Nexus, nos últimos dez anos, o número de trabalhadores 60+ avançou 53%, enquanto a população nessa faixa etária cresceu 37%. De 2016 a 2025, o contingente de trabalhadores idosos passou de 5,7 milhões para quase 8,8 milhões. Em 2025, uma em cada quatro pessoas com 60 anos ou mais estava ocupada, o maior percentual da década. A permanência de mais brasileiros idosos no mercado de trabalho ocorre junto a um índice elevado de informalidade. O estudo aponta que 53% dos trabalhadores 60+ atuam sem vínculo formal, percentual superior ao da população geral, de 38%.
COPA DO MUNDO DEVE RENDER R$ 4,3 BI AO VAREJO BRASILEIRO
A Copa do Mundo de 2026 deve movimentar cerca de R$ 4,32 bilhões adicionais no varejo brasileiro, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Apesar do potencial de consumo gerado pelo maior evento esportivo do planeta, a maioria dos pequenos negócios ainda não se preparou para aproveitar essa oportunidade. É o que revela um levantamento realizado pela GestãoClick com sua base de clientes.  De acordo com o estudo, apenas 15% dos empreendedores entrevistados afirmam já ter um plano em execução para aumentar as vendas durante a Copa. Ao mesmo tempo, 59% dizem que não pretendem fazer nenhuma ação específica ou não veem sentido em investir esforços voltados ao evento. O cenário chama atenção porque, enquanto o mercado projeta crescimento impulsionado pelo torneio, muitos pequenos negócios permanecem em compasso de espera. “Existe uma oportunidade relevante de consumo concentrada em um período curto e previsível. Quem se organiza com antecedência, ajusta estoque, prepara campanhas e acompanha seus indicadores tende a disputar um mercado que muitos concorrentes estão deixando passar", afirma Nena Matos, da GestãoClick.
GUARAPUAVA SEDIA JORNADA SOBRE USO DA IA NA SAÚDE
Guarapuava, no centro-sul do Estado, sediará a 1ª Jornada de Bioinformática e Inteligência Artificial na Saúde, evento promovido pelo Hub Cilla Tech Park e IPEC Guarapuava, apoiado pela Associação das Empresas e Startups Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR). O evento ocorre no dia 26 de junho, no  Cilla Tech Park. “Pesquisadores, estudantes, empresas, profissionais e instituições estarão reunidos para debater os impactos da inteligência artificial, análise de dados biológicos, medicina personalizada e transformação digital da saúde. A escolha da cidade faz todo sentido: Guarapuava é um dos principais ambientes de inovação em saúde do país”, comenta o presidente da Assespro-PR, Adriano Krzyuy.
FESTAS JUNINAS DEVEM MOVIMENTAR R$ 7 BI
Ao longo do mês de junho, as festas de Santo Antônio, São Pedro e São João podem movimentar mais de R$ 7 bilhões neste ano e esse dinheiro não fica apenas nas festas. A festividade impacta positivamente a agricultura, indústria, transporte, supermercados, turismo, hotéis, restaurantes e eventos. É uma das maiores sazonalidades econômicas do país. Em algumas cidades do Nordeste, junho chega a ser mais importante economicamente do que muitos meses do período natalino. Para o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fabrício Tonegutti, o varejo considera o mês de junho uma das épocas mais importantes do ano para alimentos. "As vendas de produtos típicos disparam. Mas o mais interessante é que a Festa Junina não vende apenas canjica e paçoca. Ela aumenta a venda de refrigerantes, carnes, doces, descartáveis, bebidas e itens para receber visitas. O consumidor entra pensando em uma receita e acaba montando uma experiência completa", pontua o diretor da Mix Fiscal, empresa com 20 anos de experiência em inteligência tributária para o varejo.
PROGRAMA QUALIFICA PEQUENAS EMPRESAS PARA A EXPORTAÇÃO
Micro e pequenas empresas paranaenses que desejam exportar e acessar mercados internacionais encontram no Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) uma oportunidade para se preparar de forma estruturada para a exportação e internacionalização de negócios. Iniciativa da ApexBrasil em parceria com Sebrae/PR, o programa oferece atendimento gratuito, diagnóstico empresarial, capacitações e acompanhamento técnico especializado para negócios dos setores da indústria, tecnologia da informação, agroindústria e startups. O principal objetivo do PEIEX é transformar o interesse em exportar em uma estratégia concreta de inserção internacional. Para isso, participantes passam inicialmente por um diagnóstico exportador individualizado, que avalia aspectos como capacidade produtiva, potencial de mercado, viabilidade da operação e nível de maturidade para atuar no comércio exterior. O coordenador de Mercado Empresarial do Sebrae/PR, Luiz Antonio Rolim de Moura, detalha que a iniciativa apoia empreendimentos para serem mais competitivos, solucionando dificuldades relacionadas ao desconhecimento dos processos de exportação, acesso a mercados internacionais e insegurança diante da primeira operação no exterior, com suporte técnico durante toda a jornada de preparação.
CURITIBA SEDIARÁ FESTIVAL NACIONAL DE ASSADOS
Muito antes de o Paraná se tornar um dos principais polos do agronegócio brasileiro, os tropeiros já cruzavam os caminhos do Sul do país transportando mercadorias, conectando regiões e ajudando a construir a identidade cultural paranaense. É justamente essa história que inspira a segunda edição do Assafest – Festival Nacional do Assado, que acontece no dia 15 de novembro, em Curitiba. Com expectativa de reunir cerca de 45 mil pessoas, o evento promete entrar para a história ao promover o maior churrasco do mundo em número de participantes, além de realizar uma tentativa de recorde mundial com o preparo simultâneo de mais de mil costelas assadas no tradicional sistema de fogo de chão. Ao todo, serão 26 toneladas de carne preparadas ao longo do festival.
O CONFLITO DO ORIENTE MÉDIO E A INFLUÊNCIA NO PREÇO DO DIESEL
Os impactos econômicos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio, chegaram ao caixa dos frotistas brasileiros. Um levantamento da Gestran, sistema de gestão de frotas, mostra que, em um intervalo de praticamente três meses (89 dias), o preço do diesel adquirido nos postos de combustível chegou a ter alta de 28,99%. Depois desse pico, o aumento desacelerou – mesmo assim, o primeiro quadrimestre do ano encerrou com o diesel custando 17,68% mais caro. O estudo foi feito a partir do consumo de combustível dos clientes atendidos pela plataforma da Gestran. Leva em conta o diesel S10, que se diferencia do comum ao proporcionar melhor desempenho do veículo. Tem como base o preço médio de R$ 5,80 o litro, apurado em 12 de fevereiro, portanto, duas semanas antes do início dos ataques dos Estados Unidos e Israel sobre o Irã, em 28 de fevereiro. Menos de uma semana depois, a partir de 4 de março, tem-se início o período denominado pelo estudo como o de “escalada” no valor do combustível. “Em 17 dias, o preço médio saltou de R$ 5,92 para R$ 7,30 – um aumento de R$ 1,38 por litro. Apenas em 7 de março, o preço subiu 3,13% em um único dia”, descreve o levantamento da Gestran.
PRODUÇÃO DE VEÍCULOS NO BRASIL CRESCEU 7% EM UM ANO
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou os dados de produção e vendas para o mês de maio. Foram fabricados 253,5 mil veículos e emplacados 274,7 mil. O único segmento que não apresentou alta foi o de caminhões e ônibus. Segundo a entidade, o índice representa alta de 15,2% quando comparado com o mês de maio de 2025 e foi o melhor resultado para um mês desde 2019. Com 1,1 milhão de unidades produzidas, se registrou também uma alta de 7,1% sobre os cinco primeiros meses de 2025.  "A força desse ritmo produtivo vem da alta nas vendas de automóveis (+21,5%), o que inclui o bom desempenho dos carros de entrada com o programa Carro Sustentável. Comerciais leves, como picapes, vans e furgões, também vêm crescendo (+7,7%), enquanto os caminhões (-15,1%) e os ônibus (-16,3%) ainda estão em queda", indicou a análise do setor. O aumento dos preços globais de combustíveis tem se apresentado como um fator econômico preocupante, pois aumentam os custos de produção e acumulam na ponta da cadeia, nos consumidores, pressionando a inflação e o ritmo da queda de juros por parte do Banco Central, avaliou a Anfavea.
 
 
 
 
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