Deputado Beto Preto discute os trilhos de trem dentro das cidades
15/06/2026 às 05:00
O deputado federal Beto Preto (PSD/PR) propôs a realização de uma audiência pública para discutir a presença dos trilhos nos perímetros urbanos do Paraná

O encerramento da concessão da Malha Ferroviária Sul, em fevereiro de 2027, acende o debate sobre o futuro dos trilhos que cortam o perímetro urbano de municípios paranaenses. Sem um plano definitivo do governo federal, parlamentares e gestores municipais começam a se movimentar para garantir que a transição inclua soluções para os problemas históricos impostos pela ferrovia às cidades. O deputado federal Beto Preto (PSD/PR) propôs, em discurso na Câmara dos Deputados, a realização de uma audiência pública para discutir a presença dos trilhos nos perímetros urbanos do Paraná. A iniciativa é desdobramento do REQ 57/2026, aprovado na Comissão de Viação e Transportes, que criou uma Subcomissão Especial
para acompanhar o encerramento da concessão e cobrar transparência do processo. A Malha Sul reúne 7.223 quilômetros de ferrovia que atravessam Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. O contrato com a Rumo Logística, firmado em 1997, se encerra em fevereiro de 2027, e o governo federal ainda não apresentou um plano definitivo para a transição.
SEGURANÇA JURÍDICA PARA USO DA IA
A presidente da comissão especial que analisa o Projeto de Lei nº 2.338/2023, deputada Luísa Canziani (União-PR), defendeu a ampliação do diálogo entre Câmara dos Deputados e Senado Federal para avançar a regulamentação da inteligência artificial no Brasil. Segundo a parlamentar, que também coordena a Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ), o relatório da proposta segue em elaboração e o alinhamento entre as duas Casas é considerado essencial para a construção de uma legislação moderna,
equilibrada e capaz de acompanhar os desafios impostos pela rápida evolução tecnológica. A discussão ganhou novos contornos, quando o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), descartou a votação do projeto na última semana. A sinalização
reforça a estratégia adotada pela comissão especial de aprofundar o diálogo institucional antes da apresentação do parecer final. "O tema da inteligência artificial exige responsabilidade e diálogo. Estamos construindo um texto que seja capaz de promover a inovação, proteger direitos e oferecer segurança jurídica para todos os envolvidos. Por isso, o alinhamento com o Senado é fundamental para que possamos avançar com uma legislação moderna e adequada aos desafios do país", afirmou Luísa Canziani.
INQUÉRITO DO MP QUER APURAR IRREGULARIDADES NA DESESTATIZAÇÃO DA CELEPAR
A abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) reforça os questionamentos levantados pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT) sobre a venda da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), promovida pelo Poder Executivo. O Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) afirma que a nova investigação confirma preocupações que vinham sendo ignoradas pelo governo desde o início do processo. "Nós alertamos desde o começo que a venda da Celepar colocava em risco dados estratégicos do Paraná. O Governo Ratinho Jr. disse que havia resolvido o problema, mas agora o Ministério Público está cobrando provas e explicações que até hoje não apareceram", afirmou o deputado Arilson. O inquérito foi instaurado na última terça-feira (9), pela 4ª Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, e tem como objetivo apurar possíveis irregularidades relacionadas ao processo de desestatização da Celepar no âmbito da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP). A investigação foi aberta após a análise de uma série de informações e documentos pelo MP-PR sobre os impactos da privatização nos sistemas e bases de dados utilizados pela área de segurança pública.
PROTOCOLO SOBRE ABUSO SEXUAL INFANTIL
A implantação do Alerta Laranja em Curitiba deve ocorrer até agosto. Sancionada em 29 de maio, a lei que cria o protocolo de comunicação imediata aos órgãos de proteção e atendimento especializado a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual concede ao município um prazo de 90 dias para se adequar à regulamentação. Aprovada pela Câmara de Vereadores no mês passado, a norma tem o objetivo de padronizar ações imediatas de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, fortalecendo a articulação entre os órgãos da rede de proteção e evitando a ocultação de provas e a reincidência de abusos.  “O Alerta Laranja não é só um nome, é um instrumento de mobilização institucional, um chamado permanente à ação do Estado para que nenhuma suspeita de violência sexual contra crianças e adolescentes passe sem respostas rápidas”, afirmou Fernando Klinger, em plenário, quando a norma foi debatida. O vereador destacou, ainda, que a proposta levou em conta a chamada “janela crítica” de até 72 horas após episódios de violência sexual, intervalo visto como essencial para a preservação de provas e o atendimento especializado das vítimas. Segundo ele, a medida também pretende impedir que familiares suspeitos de envolvimento no crime ocultem evidências ao buscar atendimento em outras unidades de saúde, fortalecendo a comunicação entre os órgãos da rede de proteção. 
AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A TILÁPIA
A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) realiza nesta segunda-feira (15) a audiência pública “Aquicultura e Tilápia do Paraná: Liderança, Eficiência Produtiva e Soberania Alimentar”. O evento começa às 17h, no Plenarinho. O encontro foi proposto pelo deputado estadual Pedro Paulo Bazana (PSD) e vai reunir representantes do setor produtivo, entidades técnicas, órgãos públicos e lideranças políticas para debater os avanços e desafios da aquicultura paranaense. A audiência pública integra a discussão do Projeto de Lei nº 328/2026, de autoria do deputado Bazana, que institui o Dia Estadual da Tilápia e da Aquicultura no Paraná, a ser celebrado em 13 de junho. Conforme o deputado, a proposta tem como objetivo valorizar um setor estratégico para a economia paranaense, com impacto direto na geração de renda, no desenvolvimento regional, na segurança alimentar e no fortalecimento da produção sustentável.
PARANÁ É LÍDER NA PRODUÇÃO DE TILÁPIA
Líder nacional na produção de tilápia, o Paraná alcançou em 2025 um novo recorde histórico, com 273 mil toneladas produzidas, o equivalente a 27% da piscicultura nacional. No Estado, a tilápia representa 96% do pescado cultivado, com Valor Bruto da Produção aquícola de R$ 1,99 bilhão. A atividade está presente em cerca de 360 municípios produtores e tem forte impacto social e econômico no interior do Estado, envolvendo milhares de famílias, especialmente por meio do cooperativismo, da agricultura familiar e de cadeias produtivas organizadas. Entre os temas que serão debatidos na audiência estão a liderança nacional do Paraná na tilapicultura, a defesa sanitária, a proteção do mercado interno, os desafios das exportações, o licenciamento ambiental, a segurança jurídica, a inovação tecnológica, a sustentabilidade produtiva, o consumo de pescado, a segurança alimentar, o cooperativismo e a formação profissional para o setor.
FISCALIZAÇÃO DE CLÍNICAS POR PATRULHA
Por entender que a fiscalização de clínicas irregulares não pode ser estendida à Guarda Municipal por decreto, Vanda de Assis (PT) propôs à Câmara Municipal de Curitiba (CMC) a sustação do ato que criou a Patrulha da Vida e da Saúde. Segundo a autora, “o ato impugnado extrapola o poder regulamentar do Executivo” e deveria ter sido submetido ao processo legislativo. A proposta suspende integralmente o decreto 443/2026, que organizou uma atuação conjunta da Guarda Municipal e da Secretaria da Saúde, incluindo apoio à fiscalização de clínicas e estabelecimentos de saúde irregulares, proteção dos profissionais e reforço da segurança nas unidades municipais. Caso seja aprovada, a medida não extinguirá as competências gerais da Guarda Municipal, da Vigilância Sanitária ou das secretarias envolvidas, mas impedirá a continuidade da estrutura com fundamento no Decreto 443/2026. Neste cenário, o Executivo ainda poderia apresentar nova regulamentação ou encaminhar projeto de lei à Câmara de Curitiba.
BAIXA ADESÃO À VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE
A deputada Secretária Márcia Huçulak (PSD) alerta para a baixa adesão à vacinação contra influenza (gripe) no estado. Com menos pessoas vacinadas, aumenta a sobrecarga de consultas e internações no sistema de saúde. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), até o final de maio, a cobertura vacinal dos grupos prioritários está em 41,6%, enquanto a meta é de 90%. A campanha atual começou em março. "A imunização diminui as ocorrências de casos graves de gripe, mortes e a necessidade de internações", resume a deputada. "Não acredite no que dizem os negacionistas; a vacina é segura e significa vida e proteção." O grupo prioritário é formado por pessoas idosas, gestantes e crianças entre seis meses e seis anos de idade. Com a mudança climática sazonal provocada pela aproximação do inverno, aumenta a circulação de vírus respiratórios e os casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). "É um período crítico", afirma Márcia, ex-secretária de Saúde de Curitiba. As campanhas de vacinação precisam atingir as metas para que a sociedade como um todo alcance o que se chama de "imunidade de rebanho". Sem ela, o vírus encontra um número maior de pessoas suscetíveis à doença, aumentando a transmissão e o risco de surtos maiores. "[A baixa cobertura] É um prejuízo coletivo que poderia ser evitado com informação de qualidade e responsabilidade", afirma Márcia.
PUNIÇÕES MAIS SEVERAS PARA ZOOFILIA
A vereadora Andressa Bianchessi (União) protocolou, na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), um projeto de lei que propõe o endurecimento das penalidades aplicadas a pessoas condenadas por zoofilia, com base na legislação federal nº 9.605/1998. Ela prevê aplicação de multa, custeio do tratamento dos animais violados, proibição de posse de animais, o impedimento de ocupar cargos públicos e a submissão à ressocialização. A proposta da parlamentar caracteriza como zoofilia os atos de natureza libidinosa ou sexual envolvendo animais de qualquer espécie não humana, cuja comprovação deve ocorrer por meio de laudo técnico emitido por médico-veterinário devidamente inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR). Outras provas previstas na legislação também podem subsidiar a denúncia e a condenação. A proposta prevê multa de R$ 25 mil por animal ferido, podendo chegar ao dobro em caso de reincidência. Quando houver morte do animal, a penalidade é fixada em R$ 50 mil por ser vivo.

 
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