
Sentimentos do filme: empatia, humanidade, convivência, reflexão, tolerância, a paz vem das estrelas.
Sinopse: Ficção científica envolta em suspense conta o esforço de um pequeno grupo, mas bem informado, decidido a revelar a oito bilhões de pessoas que os alienígenas estão entre nós. Essas pessoas contam com a moça do tempo de uma TV do interior dos EUA e um gênio da cibernética.

Dia D (Disclosure Day) é surpreendente em seus melhores momentos. Justamente devido às surpresas é difícil resenhar o longa- metragem de Steven Spielberg,estreante no Brasil nesta quinta dia 11, sem tirar o prazer do espectador que gosta de ir ao cinema e ser surpreendido. Como em tempo de internet tudo é ágil e tudo se sabe, o filme já dever ter sido esmiuçado pelos fãs do diretor.
Dia D tem um pouco de Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) e outro tanto de E.T. O Extraterrestre (1982), o que significa que a história de Spielberg co-roteirizada por David Koepp (Jurassic Park e Guerra dos Mundos) tem o encanto da inocência das crianças, mas desta vez emoldurado por um nervoso noticiário de um mundo à beira da terceira guerra mundial.

Por duas horas e 25 minutos, a trama enfatiza o esforço de uma agência associada ao governo dos EUA, dedicada a esconder a verdade sobre a existência de aliens, contra uma dúzia de pessoas desejosas justamente do contrário.
No papel da moça do tempo está uma convincente Emily Blunt, ajudada pelo nerd vivido por Josh O'Connor, o chefe da agência é o simpático Colin Firth aqui no papel de vilão confrontando-se com Colman Domingo, o amigão de E.Ts.
É uma fábula, não faltando animais falantes e João e Maria perdidos na floresta. Ao fim, despertando a fé de uma terceira guerra não deflagrada. E, enfim, olhe pra cima e ame o próximo.
Dois reparos: 1-Dia da Revelação, título original, é melhor que o surrado Dia D. 2- O estado de graça na saída do Imax logo se desvanece ao buscar as notícias do dia.