Venda de flores deve crescer 8% no Dia dos Namorados
11/06/2026 às 05:00
A previsão dos vendedores de flores é de um incremento de 8% nas vendas para o Dia dos Namorados, em 12 de junho, na comparação com 2025

Mais do que um presente tradicional, as flores ganham novos significados a partir da criatividade aplicada aos arranjos e buquês personalizados. A combinação de espécies, cores e texturas, aliada às técnicas da arte floral, tem transformado as flores de corte em experiências afetivas exclusivas, ampliando o valor agregado dos produtos e atraindo consumidores em busca de presentes mais personalizados. Esse é um dos motivos que faz com que o Ibraflor - Instituto Brasileiro de Floricultura, preveja um incremento de 8% nas vendas para o Dia dos Namorados, em 12 de junho, na comparação com 2025. Segunda melhor data para a floricultura nacional, a data representa 10% do volume de vendas anual. Segundo Renato Opitz, diretor do Ibraflor, as flores de corte ainda seguem como protagonistas da data justamente pela possibilidade de inovação e personalização, embora as flores de vaso tenham conquistado importante espaço no mercado, principalmente aquelas que primam pela delicadeza, cores vibrantes e formatos significativos, como o antúrio, que naturalmente tem a forma de coração. “As flores possuem forte apelo emocional e permitem inúmeras composições criativas. O consumidor busca cada vez mais exclusividade e identidade nos presentes, e isso impulsiona o mercado de buquês personalizados e arranjos diferenciados”, explica.
85% DOS CONSUMIDORES JÁ DECIDIRAM O PRESENTE DO DIA DOS NAMORADOS
Pesquisa da Alqia para o Dia dos Namorados mostra que 60% já decidiram como presentear neste ano e cerca de 85% pretendem celebrar a data também com uma experiência a dois. Enquanto vestuário lidera as intenções de compra, a maioria dos consumidores ouvidos aponta um jantar ou almoço especial como programa favorito. De acordo com o estudo da administradora de shopping centers com atuação nacional, mais de 50% pretendem investir até R$ 100 no presente deste ano e o preço e as condições de pagamento são os critérios mais importantes na hora de decidir o presente. “A experiência a dois se destaca nas tendências de consumo deste Dia dos Namorados. A pesquisa reflete uma data de valor mais simbólico do que material, com os consumidores relatando terem um programa em casal definido e o fator preço pautando a compra do presente”, afirma Claudio Ximenes, diretor de Operações da Alqia.  O clássico jantarzinho ou almoço especial são a celebração preferida dos casais, com mais de 55% das escolhas. Cinema também se destacou na pesquisa, com quase 14% das respostas, enquanto 9% devem aproveitar que o dia 12 abre o fim de semana para comemorar a data com uma viagem a dois e pouco mais de 7% preferem curtir o dia mais romântico do ano em casa.
PRODUTOS PARA O DIA DOS NAMORADOS FICARAM 6% MAIS CAROS EM UM ANO
Flores, chocolates, perfumes, joias e o tradicional jantar a dois continuam entre as formas preferidas de celebrar o Dia dos Namorados. O desafio neste ano é que boa parte desses itens ficou mais cara. Análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), baseada nos dados do IPCA-15 do IBGE, revela que a cesta de consumo da data acumula inflação de 5,84% nos últimos 12 meses em Curitiba e Região Metropolitana, percentual superior à inflação geral da região, de 3,37%. Ainda assim, os apaixonados não pretendem deixar a comemoração de lado. Sondagem da Fecomércio PR e do Sebrae/PR mostra que 43% dos paranaenses planejam presentear no próximo 12 de junho, movimentando o comércio no fim deste primeiro semestre. Apesar da pressão sobre os preços, a inflação da cesta de consumo do Dia do Namorados desacelerou em relação ao ano passado. No acumulado de junho de 2024 a maio de 2025, quando acumulava alta de 6,57% entre junho de 2024 e maio de 2025. Para o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o cenário mostra uma desaceleração em relação ao ano passado, mas ainda exige atenção dos consumidores. “A inflação da cesta do Dia dos Namorados de 2026 é ligeiramente menor do que a observada em 2025, mas continua elevada, em torno de 5,84%, tanto no Brasil quanto em Curitiba e Região Metropolitana. Isso significa que os consumidores encontrarão presentes mais caros neste ano, especialmente em algumas categorias bastante tradicionais da data”, analisa.
FEIRÃO DE EMPREGOS
Nesta quinta-feira (11), a Associação Evangelizar é Preciso vai realizar mais um Feirão de Empregos e Cursos, ação social feita em parceria com empresas, Prefeitura de Curitiba, CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola e Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, para encaminhar candidatos a vagas de trabalho, estágio e cursos gratuitos. Para a edição de junho, estão disponíveis 2.599 vagas de emprego, incluindo oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência (PcD). As vagas são ofertadas pelo SINE – Sistema Nacional de Emprego, Ambipar Environment Circular Economy (Indústria Plástica), de São José dos Pinhais, supermercados Condor e Ítalo, e as agências de Recursos Humanos Imediatta, Grupo Mariah e Agilidade Gestão de Pessoas e Soluções em RH. A edição do feirão tem confirmadas também as participações de: Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), com oportunidades de aprendizagem e estágio; Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), com oferta de cursos gratuitos de qualificação profissional em diversas áreas; Centro de Aprendizagem Profissionalizante da Prefeitura de Curitiba, com o Vale-qualificação, que disponibiliza cursos de qualificação profissional. Estarão no Feirão, ainda, o Sine Móvel, unidade itinerante de serviços da Prefeitura de Curitiba para quem está procurando emprego e uma equipe do Armazém da Família, que irá fazer novos cadastros.
PARANÁ EXPANDE EXPORTAÇÃO DE CARNE DE PERU
O Paraná voltou a figurar entre os protagonistas nacionais na produção e exportação de carne de peru. Depois de anos de retração e do fechamento de frigoríficos, que praticamente desmontaram a cadeia produtiva estadual, a retomada da atividade pode ser constatada nos números dos últimos anos, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual de Agricultura (Seab). No primeiro quadrimestre deste ano, o Paraná exportou 4,7 mil toneladas de carne de peru, um crescimento de 6,9% em comparação com o mesmo período de 2025. No ranking nacional, o Paraná aparece na terceira posição, atrás de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ainda assim, proporcionalmente, o Estado foi o que apresentou maior crescimento entre os principais produtores brasileiros. O avanço mais expressivo, porém, ocorreu no faturamento. A receita cambial saltou 113,1% em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado, alcançando US$ 22,6 milhões. Os principais destinos da carne de peru paranaense foram o México, responsável pela compra de 2,4 mil toneladas, seguido pelo Chile, com mil toneladas, e o Peru, com 415 toneladas.
FAEP PEDE AGILIDADE AO GOVERNO SOBRE EMBARGO DE CARNE BRASILEIRA
O Sistema FAEP cobra celeridade máxima do governo federal no encaminhamento de informações à União Europeia (UE) que comprovem os rigorosos padrões sanitários da pecuária brasileira. O bloco econômico anunciou a suspensão das importações de determinados produtos de origem animal do Brasil — incluindo carnes bovina e de aves, mel, equinos, tripas e itens de aquicultura — devido à falta de envio, por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de evidências que atestem o cumprimento das exigências europeias, especialmente no controle do uso de antimicrobianos na produção animal. O Sistema FAEP encaminhou ofício ao Mapa solicitando medidas para evitar a suspensão das importações a partir de 3 de setembro deste ano. A entidade considera que o embargo decorre da morosidade por parte do governo federal na prestação de informações. "É inadmissível que nossos mercados sejam ameaçados por falta de agilidade e articulação diplomática. O agro brasileiro precisa de uma ação imediata do governo federal para evitar a suspensão dos negócios e, consequentemente, problemas para os pecuaristas”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
PROTAGONISMO DO BRASIL NO SISTEMA FINANCEIRO DIGITAL
A recente repercussão internacional em torno do Pix, após questionamentos do governo dos Estados Unidos sobre possíveis vantagens competitivas geradas pelo sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, colocou novamente o Brasil no centro das discussões sobre inovação financeira. Para especialistas do setor, o episódio evidencia a relevância alcançada pelo modelo desenvolvido pelo Banco Central e seu impacto na transformação dos meios de pagamento. Criado em 2020, o Pix se consolidou como uma das principais modalidades financeiras do país ao permitir transferências e pagamentos em tempo real, 24 horas por dia, com ampla adesão de consumidores, empresas, bancos e fintechs. Além de simplificar transações, a ferramenta impulsionou a inclusão financeira e abriu espaço para o desenvolvimento de novos serviços digitais. Para Lenon Rodrigues, diretor executivo da Pagar, fintech mineira especializada em infraestrutura financeira para setores regulados e grandes operações corporativas, o debate internacional demonstra o reconhecimento da capacidade de inovação do sistema financeiro brasileiro. "O Brasil desenvolveu um dos mecanismos de pagamentos mais avançados do mundo. A evolução contínua do ecossistema, com iniciativas como Pix Automático, Pix por biometria e Pix parcelado, mostra a capacidade do país de inovar com escala, segurança e eficiência", afirma. Segundo o executivo, quando uma solução aberta e eficiente passa a desafiar modelos tradicionais de pagamento, é natural que desperte atenção em outros mercados.
FESTAS JUNINAS DEVEM MOVIMENTAR R$ 7 BI
Ao longo do mês de junho, as festas de Santo Antônio, São Pedro e São João podem movimentar mais de R$ 7 bilhões neste ano e esse dinheiro não fica apenas nas festas. A festividade impacta positivamente a agricultura, indústria, transporte, supermercados, turismo, hotéis, restaurantes e eventos. É uma das maiores sazonalidades econômicas do país. Em algumas cidades do Nordeste, junho chega a ser mais importante economicamente do que muitos meses do período natalino. Para o especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fabrício Tonegutti, o varejo considera o mês de junho uma das épocas mais importantes do ano para alimentos. "As vendas de produtos típicos disparam. Mas o mais interessante é que a Festa Junina não vende apenas canjica e paçoca. Ela aumenta a venda de refrigerantes, carnes, doces, descartáveis, bebidas e itens para receber visitas. O consumidor entra pensando em uma receita e acaba montando uma experiência completa", pontua o diretor da Mix Fiscal, empresa com 20 anos de experiência em inteligência tributária para o varejo.
 
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