
O Paraná ficou entre os cinco maiores mercados nacionais de veículos eletrificados em 2025, com mais de 9,4 mil unidades vendidas até agosto de 2025
Com uma frota de veículos elétricos em rápida expansão, o Paraná tem se consolidado como um dos principais mercados brasileiros de eletromobilidade. Estudo recente do IPARDES, divulgado em fevereiro deste ano, mostrou que o estado ficou entre os cinco maiores mercados nacionais de veículos eletrificados em 2025, com mais de 9,4 mil unidades vendidas até agosto de 2025 e mais de 1,2 mil eletropostos instalados. Em Curitiba, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), compilados pela NeoCharge, a frota de veículos elétricos passou de 4.294 unidades em abril de 2023 para 12.477 em abril de 2025, crescimento de 191%. A capital paranaense também inaugurou recentemente o primeiro eletroposto público do estado, reforçando os investimentos em infraestrutura para acompanhar o aumento da demanda por modelos eletrificados. “A expectativa é de que esse número aumente exponencialmente nos próximos anos. A preferência por veículos elétricos tem crescido consideravelmente, passando de cerca de 800 veículos no mercado em Curitiba, em 2023, para mais de 11 mil atualmente. Projetamos que a capital alcance a marca de 50 mil unidades até 2028”, explica o gerente de marca GAC do Grupo Servopa, Fábio Borges.
INADIMPLÊNCIA EMPRESARIAL CRESCE EM 2026
A inadimplência empresarial voltou a crescer em 2026 e já atinge 8,8 milhões de empresas brasileiras, segundo levantamento divulgado pela Serasa Experian. O avanço do número de negócios negativados reforça a pressão sobre o fluxo de caixa das empresas e amplia a preocupação com gestão tributária, planejamento financeiro e controle de custos, fatores considerados decisivos para a sustentabilidade financeira das organizações. Para Alexandre Campos, advogado tributarista, sócio e diretor jurídico da Tributo Certo, o aumento da inadimplência empresarial evidencia problemas que muitas vezes começam dentro da própria operação. “Grande parte das empresas concentra esforços em aumentar o faturamento, mas nem sempre dedica a mesma atenção ao controle financeiro e tributário. Quando faltam acompanhamento de indicadores, revisão fiscal e planejamento de caixa, a capacidade de reação diante de períodos de maior pressão financeira se torna muito menor”, afirma. Segundo a Serasa Experian, as empresas inadimplentes acumulam aproximadamente R$170 bilhões em dívidas. O levantamento aponta ainda que micro e pequenas empresas concentram a maior parcela dos registros, enquanto os setores de Serviços e Comércio lideram os índices de inadimplência no país.
CURITIBANOS E OS GASTOS COM O DIA DOS NAMORADOS
O clima de romance já chegou às vitrines e inspira os curitibanos. Embora a intenção de compra para o Dia dos Namorados esteja ligeiramente abaixo da média estadual e do percentual do ano passado, os consumidores da capital são os que pretendem investir mais na celebração. Levantamento da Fecomércio PR e do Sebrae/PR aponta que 40,7% dos curitibanos devem comprar presentes para a data, com um tíquete médio de R$ 195,69, o maior entre todas as regiões pesquisadas e acima da média paranaense de R$ 176,43. Os números indicam que, mesmo com uma decisão de compra mais seletiva, quem pretende presentear está disposto a dedicar mais recursos à escolha. O valor médio previsto supera o registrado em diversas regiões do estado e reforça a relevância econômica da data para o comércio. A capital também concentra os tíquetes médios mais elevados entre os gêneros, que chega a R$ 211,84 entre os homens e a R$ 165 entre as mulheres. Os consumidores da região concentram suas compras em faixas intermediárias e superiores de valor. A maior parcela, 31%, pretende gastar entre R$ 151 e R$ 200. Outros 29,3% devem desembolsar entre R$ 101 e R$ 150. Chama atenção ainda o grupo que pretende investir mais de R$ 300, que representa 20,7% dos entrevistados.
ACP FAZ ACORDO COM ZONA FRANCA DO PARAGUAI
A presença da Associação Comercial do Paraná (ACP) na FEPY (Feira Empresarial do Paraguai), na última semana, marcou um importante avanço no fortalecimento das relações empresariais entre Brasil e Paraguai. Durante a programação da feira, representantes da entidade acompanharam empresários paranaenses e delegações de diferentes regiões do Brasil em uma intensa agenda voltada à geração de oportunidades, investimentos e conexões estratégicas. Como parte desta agenda institucional, o presidente da ACP, Paulo Mourão, ao lado do vice-presidente Cleber Amorim — responsável pela articulação institucional e comunicação dos acordos internacionais da entidade — oficializou mais um importante acordo de cooperação com a Zona Franca Global del Paraguay S.A.C.I.S., representada pelo presidente Pedro Céspedes e pela vice-presidente Ruth Arias. A atuação internacional da ACP vem se consolidando nos últimos anos através da construção de importantes alianças com instituições estratégicas paraguaias. Entre elas destacam-se a União Industrial Paraguaia (UIP) e a Câmara de Comércio Brasil-Paraguai de Assunção, ampliando o intercâmbio econômico e institucional entre os dois países.
RECURSOS PARA IMPULSIONAR PEQUENOS NEGÓCIOS
Tirar uma ideia inovadora do papel e transformá-la em um produto ou serviço competitivo nem sempre é uma tarefa simples para micro e pequenas empresas. Além dos desafios do mercado, muitos empreendedores enfrentam dificuldades para acessar recursos destinados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. No Paraná, uma parceria entre o Sebrae/PR e a Embrapii tem ajudado a transformar esse cenário, reduzindo riscos e apoiando o desenvolvimento de novas tecnologias com potencial de mercado. O objetivo é reduzir riscos para as micro e pequenas empresas (MPE) com negócios inovadores, ampliar o acesso à pesquisa aplicada e incentivar o desenvolvimento de tecnologias com potencial de mercado. De acordo com o líder de Fomento para MPE e Startups da Embrapii, Rafael Wandrey, o que se buscou ao longo dos últimos anos foi ampliar a chegada desses recursos para quem está disposto a realmente contribuir com o desenvolvimento econômico através da inovação, pesquisa e tecnologia. “Desde o início da parceria, em 2017, já foram contabilizados aproximadamente R$ 60,7 milhões em projetos contratados por micro e pequenas empresas paranaenses, envolvendo iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação em diferentes setores estratégicos da economia. Desse montante, cerca de R$ 11,4 milhões correspondem ao aporte do Sebrae”, conta Rafael.
ENTREGA DE FERTILIZANTES TEM CRESCIMENTO DE QUASE 4% NO 1º TRIMESTRE
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro encerraram o primeiro trimestre de 2026 com 9,76 milhões de toneladas. Houve crescimento de 3,8% em relação às 9,40 milhões no acumulado de janeiro a março de 2025, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Em março, registraram-se 2,83 milhões de toneladas, um aumento de 18,7% ante as 2,38 milhões referentes ao mesmo mês de 2025. O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas, concentrou o maior volume no período analisado (25,2%), com 2,45 milhões de toneladas. Seguem-se o Goiás (1,10 mil), São Paulo (1,08), Paraná (1,02), Minas Gerais (882 mil) e Mato Grosso do Sul (543 mil) e Bahia (541 mil). A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou março de 2026 com 483 mil toneladas, representando redução de 9,7%. No trimestre, o total foi de 1,41 milhão de toneladas, com redução de 16,2% na comparação com o volume de 1,68 milhão em relação ao mesmo período de 2025. Cabe esclarecer que, apesar dos reforços junto às empresas, em função de mudanças na estrutura societária e/ou retomada de produção em ativos, nem toda produção nacional foi capturada no primeiro trimestre.
IMPORTAÇÕES DE FERTILIZANTES CRESCERAM 10%
As importações de fertilizantes intermediários alcançaram em março de 2026 a quantidade de 2,74 milhões de toneladas, com aumento de 10,1%. No acumulado deste trimestre, o total importado foi de 8,15 milhões de toneladas, significando redução de 4% ante o mesmo período de 2025, quando se registraram 8,49 milhões de toneladas. No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a março, 2,12milhões de toneladas, indicando redução de 13,5% em relação a 2025, quando foram descarregadas 2,45 milhões de toneladas. O terminal representou 26,1% do total importado de todos os portos (fonte: Siacesp/MDIC).
BRASILEIRO OPTA POR COMPRAR CELULARES SEMINOVOS
O mercado brasileiro de smartphones está passando por uma mudança relevante de comportamento: consumidores estão deixando de comprar aparelhos novos e migrando para o mercado de seminovos, especialmente para acessar modelos premium com melhor custo-benefício. Segundo o Intelligence Report 2025-2026, da Mercado Phone, a participação de celulares seminovos saltou de 60% em 2025 para 78% em 2026, enquanto os aparelhos novos recuaram de 40% para 22% no mesmo período. A variação foi de 18 pontos percentuais em cada categoria. O levantamento, feito a partir da base da Mercado Phone, plataforma que conecta mais de 3.500 lojas em todo o país, indica que o crescimento dos seminovos não está ligado apenas à busca por preços mais baixos, mas também a uma mudança na forma como o consumidor avalia a compra de tecnologia. Em vez de priorizar lançamentos, parte dos brasileiros passa a adotar uma lógica de upgrade mais estratégico, comparando gerações, desempenho, durabilidade e valor de revenda. A movimentação aparece também no ranking de modelos mais vendidos. O iPhone 13 manteve a liderança entre 2025 e 2026, enquanto modelos como iPhone 14, iPhone 15 e iPhone 15 Pro Max ganharam espaço no top 5, indicando uma renovação do mercado de seminovos com aparelhos mais recentes. Já o iPhone 16 Pro Max saiu da lista dos cinco mais vendidos, e o iPhone 17 Pro Max caiu da segunda para a terceira posição, sinalizando uma perda de força relativa dos lançamentos mais caros diante de modelos premium seminovos já consolidados.
SETORES DE SAÚDE E BELEZA SÃO OS QUE MAIS AVANÇAM NO FRANCHISING
O franchising brasileiro mantém seu ritmo de expansão e segue como um dos principais motores da economia nacional. Segundo dados da Pesquisa Trimestral de Desempenho da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor faturou R$ 72,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita alcançou R$ 308,4 bilhões, crescimento de 10,7%. O sistema reúne atualmente mais de 204,9 mil operações em atividade e responde por cerca de 1,788 milhão de empregos diretos no país. Entre os segmentos monitorados pela entidade, Saúde, Beleza e Bem-Estar foi o segundo que mais cresceu no primeiro trimestre de 2026, registrando avanço de 18%. Nos últimos 12 meses, o setor movimentou R$ 77,2 bilhões, consolidando sua posição entre os maiores e mais relevantes do franchising nacional.