
Entre os meses de janeiro e março, o total de unidades comercializadas via crédito somou 1,89 milhão, o que representa um avanço de 12,8 % na comparação com o mesmo período do ano anterior
O mercado brasileiro de financiamento de veículos consolidou um crescimento robusto no primeiro trimestre de 2026. Entre os meses de janeiro e março, o total de unidades comercializadas via crédito somou 1,89 milhão, o que representa um avanço de 12,8 por cento na comparação com o mesmo período do ano anterior. O levantamento, que engloba automóveis leves, motocicletas e veículos pesados, indica o melhor desempenho para este período específico desde o ano de 2008. O acumulado do trimestre revela que a maior parte das transações continua concentrada no mercado de usados, que contabilizou 1,21 milhão de unidades e cresceu 12,2 por cento. No entanto, a maior aceleração percentual ocorreu no segmento de veículos novos, que somou 675 mil unidades e registrou uma alta de 14,1 por cento em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse aumento na procura por modelos zero quilômetro reflete a chegada de lançamentos importantes, como o Novo Volkswagen Taos, que ajuda a movimentar as concessionárias e as linhas de crédito bancário. No recorte por categorias, os automóveis leves lideram o volume total com 1,31 milhão de financiamentos. As motocicletas, por sua vez, apresentaram a expansão mais expressiva entre os tipos de veículos, com uma alta de 18,1 por cento e um total de 510,6 mil unidades.
IA IMPULSIONA CIBERATAQUES NO BRASIL
O avanço acelerado da Inteligência Artificial (IA) transformou o crime organizado na internet em um sistema altamente industrializado e colocou o Brasil no epicentro de uma ofensiva digital sem precedentes. Ao longo de 2025, o país registrou a impressionante marca de 753,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, um volume avassalador que equivale a quase 1,4 milhão de investidas criminosas a cada minuto. O diagnóstico alarmante consta no relatório Cenário Global de Ameaças 2026, desenvolvido pela empresa de cibersegurança Fortinet, que aponta um crescimento de 535% na atividade de distribuição de malwares em solo nacional na comparação com o ano anterior. Os dados, obtidos por meio da telemetria avançada do FortiGuard Labs, expõem uma mudança estrutural na dinâmica do cibercrime. Longe de operarem por meio de campanhas isoladas ou amadoras, os hackers estruturaram uma verdadeira engrenagem corporativa ilegal. Sob essa nova lógica, as redes criminosas gerenciam todo o ciclo de vida do ataque, desde o reconhecimento sutil de brechas em sistemas institucionais e domésticos até a execução final por meio de agentes digitais ocultos.
WHATSAPP GERA MAIS INTERATIVIDADE COM O VAREJO
Em uma data marcada por compras de última hora e decisões rápidas, o WhatsApp vem ampliando sua vantagem sobre canais tradicionais de marketing no varejo. Segundo o Chat Commerce Report 2026, levantamento da OmniChat, plataforma líder em chat commerce e WhatsApp Business Solution Provider (BSP Oficial da Meta), campanhas realizadas pelo aplicativo geram até cinco vezes mais interações do que ações por e-mail, considerando respostas e cliques dos consumidores. Essa diferença tende a ganhar ainda mais relevância no Dia dos Namorados, uma das principais datas do calendário comercial brasileiro. De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil, cerca de 93 milhões de consumidores planejam comprar presentes neste ano. No e-commerce, o período movimentou R$9,23 bilhões no ano passado, alta de 15,1% em relação ao ano anterior. De acordo com o estudo da OmniChat, que analisou mais de 1 bilhão de mensagens trocadas entre quase 600 marcas do varejo brasileiro em 2025, a taxa média de leitura no WhatsApp chega a 56%, enquanto no e-mail varia entre 20% e 25%. Já a taxa de ação, que considera respostas ou cliques, alcança 10% no aplicativo de mensagens, contra 2% a 5% em campanhas por e-mail. Na prática, a cada 1.000 consumidores impactados, o WhatsApp gera cerca de 100 interações, enquanto o e-mail alcança entre 20 e 50 ações.
CRESCIMENTO DE INVESTIDORES GERA NECESSIDADE DE MAIS CONHECIMENTO
O avanço do mercado de capitais no Paraná, que já reúne mais de 406 mil investidores pessoa física com R$ 34,85 bilhões aplicados em renda variável, segundo dados da B3 atualizados em 02 de junho, vem aumentando a demanda por conhecimento mais aprofundado sobre investimentos e pelo entendimento do cenário econômico global. Nesse contexto, grandes encontros do setor ganham relevância ao conectar investidores a lideranças e especialistas de renome internacional. É o caso da Expert XP 2026, considerada o maior festival de investimentos do mundo, que acontece entre os dias 23 e 25 de julho, no São Paulo Expo, reunindo alguns dos principais nomes da economia, da política internacional e do mercado financeiro. Entre os palestrantes confirmados estão a ex-secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, e o ex-secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo, que participaram diretamente de decisões que influenciaram a economia global e as relações internacionais nos últimos anos.
LEVANTAMENTO APONTA QUE 84% DOS INADIMPLENTES QUEREM PAGAR CONTAS ATRASADAS
O mercado de cobrança passa por uma ruptura impulsionada pela inteligência artificial, com uma mudança no comportamento do consumidor e o avanço da análise de dados. Um levantamento inédito da Monest, fintech especializada em recuperação de crédito, mostra que 84% dos consumidores inadimplentes demonstram intenção de pagar suas dívidas, enquanto apenas 0,3% negam o débito. O principal obstáculo, segundo a empresa, está em fatores como valor da entrada, juros, parcelamento e timing financeiro. Os dados fazem parte de um estudo realizado pela empresa a partir da análise de milhões de interações entre consumidores e a agente virtual de cobrança da Monest, a
Mia. Só nos últimos seis meses, a empresa realizou mais de 62,7 milhões de disparos digitais, o que gerou 4,2 milhões de respostas e fechou 474 mil acordos. A operação da fintech já ultrapassou os R$ 800 milhões recuperados em negociações e hoje movimenta mais de 1 milhão de mensagens por dia.
DIA DOS NAMORADOS DEVE MOVIMENTAR R$ 22 BILHÕES
O Dia dos Namorados deve reforçar em 2026 sua posição entre as datas mais relevantes para o varejo brasileiro. A expectativa do setor é que cerca de 93 milhões de consumidores realizem compras ao longo do período, movimentando mais de R$22 bilhões em diferentes segmentos da economia, do comércio eletrônico às lojas físicas. O desempenho esperado mantém a data entre as principais sazonalidades do calendário nacional e amplia a pressão sobre empresas que disputam atenção em um ambiente digital cada vez mais competitivo. Nos últimos anos, a relevância do período cresceu junto com a expansão das compras online e da participação de pequenos e médios negócios no comércio eletrônico. Em 2025, o e-commerce brasileiro faturou R$9,23 bilhões durante o Dia dos Namorados, resultado 15,1% superior ao registrado no ano anterior e que consolidou a data como uma das mais importantes para o varejo digital brasileiro.
INADIMPLÊNCIA DO ALUGUEL NO PARANÁ TEM QUEDA EM ABRIL
Após duas altas consecutivas, a inadimplência de aluguel no Paraná cedeu, com taxa de 2,90% em abril, após 3,01% em março – recuo de 0,11 ponto percentual. No comparativo com o mesmo período de 2025 (2,24%), o indicador cresceu 0,66 ponto percentual no último mês. A taxa ficou ainda abaixo da média nacional, que foi de 3,18%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, a queda em abril interrompe uma sequência de dois meses de alta, mas precisa ser lida com cautela. "O Paraná manteve uma trajetória de oscilações ao longo do último ano, alternando entre altas e baixas sem firmar tendência clara. Mas, ainda assim, o índice permanece abaixo da média nacional, o que reflete um cenário regional mais controlado. Devemos acompanhar os indicadores econômicos dos próximos meses para entender como a inadimplência locatícia vai se comportar”, afirma.
INFLAÇÃO DE AUTOMÓVEIS USADOS CRESCE 0,43% EM MAIO
No mês de maio, o IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação de preços de automóveis leves usados em todo o país, avançou 0,43%, registrando uma aceleração em relação ao observado no mês passado (+0,27%), mas ainda abaixo da média do trimestre, quando a variação foi de 0,72% No acumulado em 12 meses, a alta é de 6,94%. O resultado de maio indica, na visão do economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, uma oscilação dentro do esperado. “O número mostra que o mercado não perdeu o ritmo. Esse comportamento é compatível com um ambiente no qual o consumo segue resiliente, mas começa a responder de forma mais sensível às condições financeiras, alternando meses de maior e menor demanda”, explica. A variação nos preços foi influenciada pelo desempenho de modelos como o Renault Kwid (4,58%), Honda HR-V (1,85%) e Volkswagen Gol (1,60%), que contribuíram para a aceleração do índice em maio. Na outra ponta, GM Onix, que puxou a alta por três meses consecutivos, registrou queda de 0,36% em maio. Sua versão sedan, Onix Plus, teve a retração mais significativa do período, com queda de 1,39%, seguido por Fiat Mobi (-1,14%) e Fiat Uno (-1,12%).
SETOR DE SERVIÇOS FECHA POSTOS DE TRABALHO NO PR
A geração de empregos formais perdeu força de maneira expressiva no Paraná em abril de 2026. Dados do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e analisados pela Fecomércio PR no Boletim do Emprego, mostram que o estado criou apenas 2.335 vagas no mês, resultado 85,9% inferior ao registrado em abril de 2025, quando foram abertas 16.566 vagas. O desempenho reforça a trajetória de desaceleração do mercado de trabalho observada desde o início do ano, mas em intensidade superior à esperada diante do atual cenário econômico. No Brasil, o movimento foi semelhante. O saldo de empregos caiu de 238.216 vagas em abril de 2025 para 85.888 em abril deste ano, retração de 63,9%. “O resultado reflete um ambiente de maior cautela por parte das empresas, pressionadas por juros elevados, crédito mais restrito e aumento dos custos operacionais. A combinação desses fatores tem reduzido o ritmo de investimentos e adiado decisões de contratação, especialmente nos segmentos mais dependentes do consumo das famílias”, avalia o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi.