Churrasco e bebidas subiram 11% desde a última Copa do Mundo
05/06/2026 às 05:00
Levantamento mostra que o gasto médio por pessoa com carnes e bebidas, para assistir aos jogos da Copa do Mundo, subiram 11,5% desde a última Copa, realizada no final de 2022

A cada Copa do Mundo, o brasileiro repete um ritual quase obrigatório: reunir os amigos em volta da TV com churrasco e cerveja. Em 2026, porém, essa tradição vai pesar mais no bolso. Um levantamento da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo, mostra que o gasto médio por pessoa com esses produtos subiu 11,5% desde a última Copa, realizada no final de 2022. Segundo o estudo, o desembolso individual passou, em média, de R$ 50,91, em dezembro de 2022, para R$ 56,78, em maio de 2026. A análise considera uma composição estimada para 10 pessoas, com itens tradicionalmente associados ao consumo durante os jogos de futebol, como carnes bovinas e de frango, linguiça, pão de alho, carvão, cervejas e refrigerantes. A alta acumulada foi impulsionada principalmente pelo avanço da alcatra bovina, que registrou aumento de 22,6% no período - de R$ 46,21 por quilo para R$ 56,67. O refrigerante sabor fruta teve incremento de 21,2%, enquanto o preço do refrigerante de cola escalou 20,6%. No portfólio alcoólico, a cerveja clara apresentou uma elevação mais moderada, de 10,3%, saindo de R$ 12,47 por litro para R$ 14,46. A cerveja sem álcool evoluiu 13,5% no mesmo intervalo.
CONDOMÍNIO LOGÍSTICO EM SÃO JOSÉ DOS PINHAIS
A Fulwood, uma das principais incorporadoras de condomínios logístico-industriais do Brasil, avança em sua estratégia de crescimento na região Sul do país com o SJP Business Park, em São José dos Pinhais (PR). Com aporte inicial de R$100 milhões, o projeto marca a chegada da companhia ao estado e acompanha o movimento do mercado, impulsionado pela alta demanda por ativos logísticos de alto padrão. O SJP Business Park ainda deve gerar impactos positivos para a economia local, com estimativa inicial de cerca de 400 empregos diretos e indiretos na primeira fase, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva e de serviços da região. A primeira fase contará com 33,5 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) e tem previsão de entrega para o primeiro trimestre de 2027. Concebido com potencial de expansão, o projeto poderá atingir cerca de 146 mil m² de ABL ao longo das próximas etapas, acompanhando a evolução da demanda e o plano de crescimento da Fulwood na região. Localizado às margens da BR-376, o SJP Business Park reúne acesso a importantes corredores rodoviários, proximidade ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e conexão com o Porto de Paranaguá, formando um eixo relevante para operações de distribuição e escoamento de mercadorias entre o Sul, o Sudeste e o litoral.
O AVANÇO DOS VEÍCULOS ELETRIFICADOS
O Brasil vive um momento de aceleração na adoção de veículos eletrificados. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), cerca de 100 mil unidades foram emplacadas apenas no primeiro trimestre de 2026, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior. A busca por veículos eletrificados zero quilômetro também avançou 48,1% na comparação anual, de acordo com levantamento da Webmotors. Nesse cenário de crescimento, o consórcio de veículos eletrificados ganha espaço como uma alternativa acessível e financeiramente mais equilibrada para consumidores que desejam aderir à nova mobilidade sem recorrer ao financiamento tradicional. Regulamentado pelo Banco Central, o consórcio é uma modalidade de compra coletiva que não envolve cobrança de juros. O consumidor paga parcelas mensais compostas pelo valor da carta de crédito e taxas administrativas, podendo ser contemplado por sorteio ou lance ao longo do período contratado. “À medida que a mobilidade evolui, vemos um consumidor cada vez mais interessado em alternativas que combinem inovação com responsabilidade financeira. O consórcio surge como uma solução estratégica justamente por permitir o planejamento da compra de um veículo eletrificado sem o impacto dos juros, ampliando o acesso a essa tecnologia”, afirma Agustin Celeiro, Diretor do Consórcio Chevrolet.
AS FORMAS DE PRESSÃO DE DONALD TRUMP
O governo dos Estados Unidos propôs hoje a aplicação de uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, alegando que práticas do país são "irrazoáveis" e restringem o comércio norte-americano. A medida tem como base uma investigação aberta em julho de 2025 pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e mira setores como comércio digital e desmatamento ilegal. O especialista em comércio exterior Jackson Campos explicou que a novidade vai além de mais uma rodada de pressão tarifária.  "O anúncio de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros mostra uma mudança importante na estratégia dos Estados Unidos. Diferentemente das medidas anteriores, que tinham um componente mais político, a nova proposta está sendo construída com base em uma investigação comercial e mira temas como barreiras comerciais, propriedade intelectual, serviços digitais e acesso a mercado. O ponto mais relevante para o Brasil é que vários produtos estratégicos ficaram de fora da proposta, incluindo carne bovina, café, minerais críticos e componentes aeronáuticos, o que reduz o impacto imediato sobre alguns dos principais itens da pauta exportadora brasileira. Ainda assim, a medida aumenta a incerteza para empresas que exportam aos Estados Unidos. Dependendo da versão final da tarifa, setores industriais podem enfrentar perda de competitividade e custos adicionais para acessar o mercado americano. O cenário ainda está em discussão e haverá um período de consulta antes da decisão definitiva, mas o movimento reforça que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos continua passando por uma fase de negociação e ajustes."
ENCONTRO PARA DISCUTOR AUMENTO DE PRODUTIVIDADE DA SOJA
O agronegócio brasileiro vive um momento de profundas decisões estratégicas e pressões financeiras. Recentemente, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pleiteou junto ao Governo Federal a liberação de um montante recorde de R$ 623 bilhões para o Plano Safra 2026/27, incluindo uma demanda urgente de R$ 4 bilhões destinados exclusivamente ao seguro rural. Embora a última safra de soja tenha registrado marcas expressivas em área plantada no país, a produtividade média nacional permanece estagnada, oscilando historicamente na faixa de 56 a 64 sacos por hectare, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).  É nesse cenário de busca por autonomia e eficiência que acontece, entre os dias 18, 19 e 20 de junho de 2026, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), o EXP26 - ARDS Experience. O encontro, considerado o maior evento educacional focado na cultura da soja na América Latina, reunirá cerca de 1.300 agricultores, consultores, gerentes de fazendas e engenheiros agrônomos de todos os estados do Brasil e do exterior para debater metodologias independentes aplicadas ao campo.
CONFIANÇA DO COMÉRCIO PARANAENSE CAI PARA GRAU DE INSATISFAÇÃO
A confiança dos empresários do comércio paranaense voltou a ficar abaixo da linha dos 100 pontos em maio. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Fecomércio PR, registrou 96,1 pontos no mês, com queda de 5% em relação a abril. É a primeira vez desde outubro do ano passado que o indicador retorna à zona de insatisfação. Apesar da retração mensal, o índice ainda se encontra 2% acima do registrado em maio de 2025, indicando que a percepção empresarial segue melhor do que a observada há um ano. O resultado reflete uma piora generalizada na avaliação dos empresários sobre o ambiente de negócios. Todos os componentes do indicador apresentaram queda em maio, com destaque para as Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que registraram a menor pontuação entre os subindicadores, com 68,9 pontos. O indicador recuou 8,7% em relação a abril, demonstrando maior cautela dos empresários em relação ao cenário econômico e ao desempenho atual de seus negócios.
TENDÊNCIA DE INSATISFAÇÃO É NACIONAL
O movimento observado no Paraná acompanha a tendência nacional, embora de forma mais intensa. No Brasil, o ICEC registrou queda de 2,4% na comparação mensal e atingiu 102,6 pontos, permanecendo acima da linha de satisfação. Os números revelam que as micro e pequenas empresas estão sentindo mais os efeitos do cenário. Entre os estabelecimentos com até 50 funcionários, o indicador caiu 5,3% em maio e atingiu 95,6 pontos, permanecendo na zona de insatisfação. O principal fator de preocupação está relacionado às condições atuais do comércio, cujo indicador ficou em apenas 68,2 pontos, com retração mensal de 9,2%. Entre as médias e grandes empresas, o cenário foi mais favorável. O ICAEC alcançou 123,5 pontos, permanecendo em patamar elevado de satisfação. O grupo registrou crescimento de 10,4% na comparação com abril, impulsionado principalmente pela melhora na avaliação das condições atuais dos negócios, que avançou 17,5%, e pelo aumento de 22,6% no indicador de investimentos em infraestrutura empresarial.
INADIMPLÊNCIA E RENEGOCIAÇÕES DE DÍVIDAS
O Brasil registrou em março de 2026 o maior índice de endividamento familiar de sua história: 80% das famílias têm alguma dívida, contra 77% no mesmo período do ano anterior, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O dado reflete um avanço contínuo e preocupante, impulsionado pela combinação de juros elevados, instabilidade econômica e acesso facilitado ao crédito, fatores que, juntos, criaram um ambiente propício ao desequilíbrio das finanças pessoais em todas as faixas de renda. Nesse contexto de pressão sobre consumidores e instituições financeiras, programas de renegociação ganharam ainda mais relevância. O governo lançou uma nova versão do Desenrola, voltada à regularização de dívidas de até R$ 15 mil com descontos de até 90%, enquanto plataformas privadas seguem movimentando grandes volumes de acordos digitais. Mas ampliar o acesso à negociação, por si só, não garante que o problema seja resolvido de verdade. O avanço do endividamento familiar para níveis históricos e o crescimento expressivo das provisões bancárias revelam que o Brasil não tem um problema de acesso à renegociação, mas de qualidade na recuperação.
 
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