
As fraudes no Pix causaram R$ 4,941 bilhões em prejuízos em 2024, alta de 70% em relação a 2023
A entrada em vigor do MED 2.0, nova fase do Mecanismo Especial de Devolução do Pix, amplia a capacidade de rastreamento e bloqueio de valores ligados a fraudes financeiras e coloca bancos, fintechs e instituições de pagamento diante de um novo desafio: fortalecer governança antifraude, monitoramento e resposta rápida a incidentes. A principal mudança do modelo está na possibilidade de rastrear o fluxo do dinheiro entre diferentes contas e bloquear automaticamente valores suspeitos por até 11 dias durante a análise. Até então, a recuperação ficava mais limitada à conta que recebeu inicialmente o valor da fraude. Segundo o Banco Central, antes do MED 2.0, o mecanismo recuperava em média apenas 9,3% do valor contestado em 2025, principalmente porque os recursos eram rapidamente pulverizados entre contas intermediárias.
PREJUÍZOS CRESCERAM 70% EM UM ANO
Dados obtidos pelo Broadcast e publicados pelo InfoMoney apontam que as fraudes no Pix causaram R$ 4,941 bilhões em prejuízos em 2024, alta de 70% em relação a 2023. No mesmo período, 3,452 milhões de solicitações de devolução foram rejeitadas, muitas vezes por falta de saldo na conta recebedora. “O MED 2.0 melhora a chance de recuperar valores porque amplia a rastreabilidade do dinheiro e reduz a dependência da primeira conta recebedora. Mas ele não elimina o problema na origem. Os golpes continuam explorando engenharia social, contas de passagem, credenciais comprometidas e falhas de monitoramento”, afirma Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC. Entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas de golpes envolvendo Pix ou boletos, com prejuízo estimado em quase R$ 29 bilhões, segundo dados citados pelo Senado.
TARIFA AMERICANA E O AGRO DO PARANÁ
Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira (1º), uma proposta de implementação de tarifa adicional de 25% aos produtos brasileiros. Caso entre em vigor, a medida deve afetar itens como alguns dos produtos florestais, pescados e mel. No entanto, outros itens, considerados estratégicos pelos EUA, estarão isentos da sobretaxa, incluindo carnes, frutas e café. Esses são produtos considerando relevantes da pauta da exportação do Paraná para os Estados Unidos. “Embora a nova tarifa americana represente um sinal de alerta e deva afetar alguns dos setores, o impacto na agropecuária do Paraná tende a ser limitado. Isso porque parte expressiva da exportação agropecuária paranaense aos Estados Unidos segue isenta dessa sobretaxa”, avalia o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
NÚMEROS DO COMÉRCIO COM OS EUA
Entre janeiro e maio de 2026, o Paraná exportou para os EUA cerca de US$ 24,5 milhões em café, US$ 11 milhões em carnes e US$ 165 mil em frutas. Entre as categorias que sofrerão o acréscimo de 25%, estão alguns tipos de produtos florestais. Ao todo, somando o que será taxado e o que ficou de fora, o segmento florestal representou US$ 90 milhões nas exportações do Paraná para os Estados Unidos neste ano. “Ainda que a taxação não atinja todo o setor, não podemos ignorar o peso dessa medida, que deve atingir produtores que movimentam um segmento considerável das exportações paranaenses”, avalia Meneguette. O prazo para o início da aplicação da taxa adicional de 25% vai até 15 de julho — período em que é possível haver negociações entre os dois países.
JOGOS DA COPA FAZEM SUPERMERCADO FATURAR MAIS 16%
O Carrefour, rede varejista do Grupo Carrefour Brasil, espera crescimento de 16% nas vendas durante os jogos do mundial. A alta deve ser impulsionada pelas categorias ligadas às confraternizações em casa, como carnes, bebidas alcoólicas, refrigerantes, energéticos, snacks e eletrônicos. O movimento reflete a mudança na rotina dos consumidores durante grandes competições esportivas, período em que muitos brasileiros se organizam para assistir aos jogos com amigos e familiares. Atento a esse comportamento, o Carrefour prepara uma operação especial para atender à demanda, com reforço no abastecimento, ofertas exclusivas para o período, com foco em ampliar o poder de compra do consumidor e aumentar o sortimento de produtos nos canais físicos e digitais. Entre os destaques estão produtos de tecnologia e eletrônicos, como televisores, celulares, tablets, notebooks e caixas de som, categorias que costumam ganhar relevância em períodos de grandes eventos esportivos.
ESTIMATIVA DA SELIC NO FIM DO ANO É DE 13,25%
A projeção do mercado para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano pela segunda semana seguida, segundo o Boletim Focus. Há um mês, a estimativa era de 13%. O dado indica que o mercado ainda espera queda dos juros ao longo do ano, mas em ritmo limitado para aliviar rapidamente o custo do crédito. O Banco Central já reduziu a taxa básica nas duas primeiras reuniões de 2026, levando a Selic a 14,50% ao ano. Ainda assim, para micro e pequenos negócios, o crédito segue caro no curto prazo, especialmente para quem depende de capital de giro, precisa renegociar dívidas ou avalia novos investimentos. Segundo a Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE), o cenário exige cautela no dia a dia do pequeno negócio. Mesmo com expectativa de redução gradual da Selic, o custo do crédito ainda limita investimentos, reduz a margem de manobra e aumenta a necessidade de planejamento financeiro.
PARANÁ ACELERA ELETRIFICAÇÃO DA FROTA DE VEÍCULOS
A balança comercial do Paraná fechou abril de 2026 com saldo positivo de US$ 172,1 milhões, resultado impulsionado pelo avanço das exportações do agronegócio e da indústria. A corrente de comércio do estado, que soma exportações e importações, alcançou US$ 4,3 bilhões no período. O Boletim do Comércio Exterior, elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), também revela um movimento cada vez mais evidente na economia global: a aceleração da eletrificação da frota automotiva. No Brasil, os veículos eletrificados já corresponderam a 14% dos emplacamentos realizados em 2025, conforme dados da Fenabrave. Somente em abril deste ano, o volume de emplacamentos de modelos elétricos e híbridos alcançou 43.235 unidades, crescimento de 120,63% em relação ao mesmo mês de 2025. Esse movimento também se reflete de forma clara na balança comercial paranaense. Enquanto as exportações de automóveis com motores a combustão saltaram 31.277,5% em relação a abril de 2025, as importações foram puxadas pelos veículos eletrificados. Os modelos híbridos registraram crescimento de impressionantes 270.862%, enquanto os automóveis totalmente elétricos avançaram 29.367,1%. Juntos, esses veículos movimentaram US$ 118,1 milhões no mês. O desempenho exportador do estado também foi sustentado pelo agronegócio e pela indústria de transformação. Entre os produtos com maior crescimento nas exportações aparecem óleo de soja (+94,8%), coxas e sobrecoxas de galinha (+54,9%), pás carregadoras (+53,3%) e farinhas e pellets (+88,9%).
BRASILEIRO TROCA JUROS ALTOS DOS CARTÕES PELO CREDIÁRIO
Com juros elevados, limites de cartão cada vez mais comprometidos e maior rigor dos bancos na concessão de crédito, cresce no Brasil a busca por alternativas de financiamento fora do sistema bancário tradicional. A Top One Financeira, empresa especializada na concessão de empréstimos por meio de crediário (CDC) e empréstimo pessoal (EP), projeta crescimento de 25% em 2026, após ter analisado mais de R$3,0 bilhões em solicitações de crédito desde a sua criação. Os dados refletem a retomada do crediário como opção para compras de maior valor e sinalizam uma mudança no comportamento do consumidor, que passou a priorizar previsibilidade, prazos definidos e maior controle do orçamento fora do cartão de crédito. De acordo com a última pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 68,7 milhões de consumidores mantinham contas parceladas no país. “O crédito continua existindo, mas passou a ser usado com mais critério. Com juros elevados e renda pressionada, o consumidor avalia com mais cuidado o impacto das parcelas no médio e no longo prazo. Enquanto isso, modalidades como o crediário e o empréstimo pessoal no ponto de venda ganham espaço por oferecer previsibilidade, prazos claros e maior controle financeiro, especialmente em compras de bens duráveis”, afirma Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira.
CRESCE A PUBLICIDADE NO WHATSAPP
Os anúncios Click-to-WhatsApp, recurso da Meta Platforms que leva o usuário diretamente para uma conversa no WhatsApp, já representam cerca de 40% das campanhas nas plataformas como Facebook e Instagram, segundo o último Relatório de Publicidade Digital da empresa. Dados da Meta indicam que soluções de business messaging (estratégia e o uso de plataformas de mensagens instantâneas) geram, em média, 62% mais leads do que canais tradicionais. Isso ajuda a explicar por que empresas passaram a olhar para o WhatsApp como parte do processo comercial, e não apenas como canal de atendimento.
194 MIL FAMÍLAIS DEIXARAM O BOLSA FAMÍLIA DESDE 2023
Com aumento da renda, no Paraná, mais de 194 mil famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023, quando o programa foi retomado pelo Governo do Brasil, e maio de 2026. São famílias que saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram a renda acima do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade. Somente em maio de 2026, mais de 7,9 mil famílias paranaenses deixaram o programa social. Curitiba foi o município do Paraná com maior número de desligamentos no período, com 842 famílias, seguido por Londrina (415), Foz do Iguaçu (313), Cascavel (223) e Ponta Grossa (221). São José dos Pinhais (202), Colombo (162), Maringá (148), Paranaguá (127) e Fazenda Rio Grande (114) completam a lista dos dez municípios com mais famílias que superaram a pobreza no Paraná e deixaram o Bolsa Família. Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).