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Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias)A Petrobras anunciou na quinta-feira (28) que o preço da gasolina vendida às distribuidoras de combustíveis terá aumento de R$ 0,04 por litro a partir desta sexta (29). O valor efetivo do reajuste será de R$ 0,48 por litro, mas haverá o desconto de R$ 0,44 previsto pelas medidas anunciadas pelo governo federal. Em nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF) afirmou que acompanha as medidas anunciadas pela Petrobras.
Para o presidente do sindicato, Paulo Tavares, a adesão da Petrobras ao programa federal é uma medida importante para reduzir os impactos da volatilidade internacional sobre o consumidor brasileiro e demonstra o esforço da companhia em colaborar com a estabilidade do mercado interno.
“Entretanto, é importante esclarecer à sociedade que os postos de combustíveis não compram diretamente da Petrobras, mas sim das companhias distribuidoras, responsáveis pelo fornecimento ao mercado revendedor”, comentou Tavares.
Ele explicou que nos últimos dias, grande parte das distribuidoras têm promovido reajustes de custos justificados pelo aumento do preço da gasolina importada por conta da alta internacional do petróleo e dos derivados provocada pelas tensões envolvendo o Irã e o Oriente Médio.
“Segundo informações repassadas ao setor, houve aumento médio próximo de R$ 0,10 por litro nos custos praticados pelas distribuidoras nos últimos dez dias, sob a justificativa de maior participação de gasolina importada na composição dos estoques e operações de abastecimento”, pontuou.
Para Tavares, o ponto central neste momento é que, embora a Petrobras tenha confirmado adesão à subvenção econômica criada pelo governo federal, as distribuidoras ainda não esclareceram de forma objetiva ao mercado se também irão aderir integralmente ao mecanismo de compensação nos volumes de combustível importado. Essa falta de transparência, segundo ele, gera insegurança no setor revendedor e dificulta a compreensão da sociedade sobre os reais impactos dos reajustes.
do Jornal de Brasília