IA promove escalada de desinformação no Brasil
Uso de IA em fake news cresce 308% em um ano e acende o alerta para a disseminação de informações manipuladas nas Eleições 2026
20/05/2026 às 11:55
A desinformação no Brasil entrou em uma nova era: mais sofisticada, ágil e difícil de detectar. É isso o que mostra a primeira edição do Panorama da Desinformação no Brasil. Entre 2024 e 2025, a produção e a disseminação de conteúdos falsos com uso de inteligência artificial cresceram 308%. A escalada não é apenas quantitativa. Estudo inédito feito pelo Observatório Lupa mostra que a tecnologia deixou de ser experimental para se tornar ferramenta recorrente de manipulação informacional: 81,2% das fake news com o uso de IA surgiram nos últimos dois anos.

Os conteúdos falsos vão desde notícias inteiramente fabricadas por geradores de imagem até deepfakes (vídeos hiper-realistas que simulam falas e expressões de figuras públicas). Em 2025, 45% dessas divulgações tinham viés ideológico, contra 33% em 2024.

Para especialistas em Direito Eleitoral, o fenômeno representa uma mudança estrutural no ambiente democrático e acrescenta uma camada extra de preocupação em ano de eleições. “A inteligência artificial não só ampliou o volume de desinformação como elevou o grau de credibilidade desse tipo de conteúdo. O eleitor não está mais lidando com boatos grosseiros, mas com materiais que imitam perfeitamente a realidade”, analisa Roosevelt Arraes, advogado com mais de 20 anos de experiência em Direito Eleitoral e diretor da Escola Paranaense de Direito.

Nos últimos anos, o Brasil fortaleceu a capacidade de resposta à disseminação de fake news e informações manipuladas. A Justiça Eleitoral ampliou sua atuação na remoção de conteúdos, firmou acordos com plataformas digitais e consolidou entendimentos importantes, como o de que não apenas conteúdos falsos, mas também informações verdadeiras fora de contexto podem ser consideradas irregulares. Ainda assim, há muito a se fazer, já que o uso de automação e a inteligência artificial trouxeram mais agilidade à produção e ao compartilhamento de conteúdo manipulado.

Inovação e sustentabilidade impulsionam o mercado no Paraná

O mercado de lubrificantes automotivos atravessa um ciclo de transformação no Brasil, impulsionado pela busca por eficiência energética, maior desempenho dos motores e soluções sustentáveis. Em 2024, o setor registrou crescimento de 2,3%, refletindo a demanda crescente por produtos de alta performance e modelos logísticos mais inteligentes.

Apesar dos avanços tecnológicos, o segmento ainda enfrenta um desafio cultural importante: a manutenção preventiva. Segundo Wilson José Simas, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos do Paraná, a falta de revisões periódicas nos veículos impacta diretamente na segurança e nos custos para os motoristas. “A cultura brasileira ainda não é assídua na manutenção preventiva. Estamos tentando mostrar que ela é vital para evitar acidentes e reduzir custos. Quando a preventiva não é feita, a corretiva acaba gerando danos maiores e despesas muito superior ao esperado no ticket médio anual”, alerta.

O especialista destaca que o uso do lubrificante correto é determinante, especialmente nos motores de nova geração. “Existem veículos com correias banhadas a óleo; se o lubrificante não possuir os aditivos específicos, a correia pode se degradar rapidamente, levando até à quebra total do motor”, explica. Além da proteção mecânica, a lubrificação adequada permite que o motor opere de forma mais limpa e eficiente, reduzindo o consumo de combustível.

No ambiente corporativo, a adoção de lubrificantes de alto desempenho tem sido uma das estratégias para reduzir impactos da volatilidade dos preços do petróleo e aumentar a eficiência operacional. Embora o investimento inicial seja maior, o custo total de propriedade (TCO) tende a ser reduzido devido à maior durabilidade dos componentes e aos intervalos ampliados de troca.

Shadow AI avança nas empresas e expõe riscos de segurança e governança

Você já ouviu falar em Shadow AI? Shadow AI é o uso de ferramentas de inteligência artificial por colaboradores fora da governança formal da empresa. Na prática, ocorre quando profissionais passam a utilizar IA para resolver demandas do dia a dia sem diretrizes, políticas ou controle institucional. De acordo com Fabio Tiepolo, CEO da StaryaAI, o crescimento desse movimento reflete um descompasso: a tecnologia já está integrada à rotina, enquanto muitas empresas ainda não definiram como utilizá-la de forma estruturada.

Os exemplos mais comuns aparecem em áreas com alta pressão por produtividade e volume de tarefas repetitivas, como atendimento, vendas e operações. Entre os usos estão a redação de mensagens, organização de informações, automação de respostas, análise de dados e suporte administrativo. O padrão é consistente: onde há repetição e necessidade de agilidade, a adoção espontânea tende a surgir primeiro.  “O Shadow AI nasce quando a dor operacional chega antes da política corporativa. Sem direção clara, o uso não desaparece — ele apenas migra para a informalidade”, afirma Tiepolo.

Apesar dos ganhos imediatos de produtividade, o uso não controlado de IA traz riscos relevantes para as organizações. Entre eles estão a exposição de dados sensíveis, falhas de compliance, respostas inadequadas e decisões sem rastreabilidade. Sem governança, a empresa perde controle sobre informações e processos, o que pode gerar impactos diretos na reputação e na conformidade regulatória.

Simpress investe 750 milhões de reais em sua operação

Simpress, empresa pioneira e líder no país em outsourcing (venda, locação e gestão) de equipamentos de TI (PCs, notebooks, tablets, smartphones, coletores de dados e impressoras), anuncia o investimento de 750 milhões de reais em sua operação em 2026. O objetivo é utilizar o recurso financeiro para otimizar serviços e atualizar o parque tecnológico oferecido aos clientes. Cerca de 96% do valor será destinado à compra de novos dispositivos, enquanto 4% devem ser distribuídos internamente para ativos em TI (softwares) e atualização dos processos logísticos operados em todo o território nacional.

A empresa também investe continuamente na modernização de seus processos logísticos, um dos pilares estratégicos da companhia. Com operação distribuída em todo o território nacional, a Simpress opera uma estrutura robusta (7 hubs logísticos e cerca de 50 mini-hubs) estrategicamente distribuída pelo país, alto nível de automação e SLAs agressivos para operações críticas, garantindo eficiência, previsibilidade e cumprimento rigoroso dos prazos acordados com os clientes. O avanço tecnológico aplicado à logística é fundamental para sustentar a escala da operação, apoiar o crescimento do outsourcing e manter níveis elevados de qualidade e experiência do cliente.

Para 2026, as perspectivas da companhia são positivas e o espaço ainda existente para a expansão do outsourcing no mercado brasileiro segue relevante. Hoje, apenas 15% do segmento de PCs B2B, entre notebooks e desktops, é atendido por esse modelo, o que reforça o potencial de crescimento da categoria nos próximos anos. O movimento reflete a consolidação do PC as a Service, que ganhou tração nos setores público e privado ao longo de 2025 ao combinar previsibilidade financeira, atualização tecnológica, eficiência operacional e sustentabilidade. Segundo estudo recente da IDC, a Simpress detém a maior base instalada de PCs no modelo de outsourcing no país, com mais de 300 mil notebooks e desktops sob gestão.

Nesse contexto, a companhia também vem avançando em inteligência artificial, com a implementação de uma plataforma omnichannel com atendimento automatizado, que integra diferentes canais de relacionamento, padroniza fluxos de atendimento e utiliza automação para direcionar demandas de forma mais rápida e eficiente, elevando a qualidade da experiência do cliente.
 
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