
O destaque ficou com os modelos zero quilômetro, que tiveram alta de 21,9% nos financiamentos. Já os usados também cresceram e atingiram 10,9%
O financiamento de veículos no Brasil registrou alta de 11,8% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2025, ao somar 634.587 mil unidades entre novos e usados, incluindo automóveis leves, motocicletas e pesados, que foram compradas com crédito.


Segundo o levantamento da Trillia, entre os automóveis leves, o crescimento foi 13,3% na comparação anual. O destaque ficou com os modelos zero quilômetro, que tiveram alta de 21,9% nos financiamentos. Já os usados também cresceram e atingiram 10,9%. De acordo com o levantamento, o financiamento de motocicletas teve alta 9,8% em abril, com os modelos novos puxando o resultado, com aumento de 12% nas vendas financiadas. As motos usadas avançaram 9,1%. No segmento de veículos pesados, o crescimento foi 3,9%. O desempenho foi sustentado pelos modelos novos, que avançaram 10,9%. Já os usados recuaram 4,6%. A Região Sudeste concentrou 42,2% das operações. Em seguida aparecem a Sul, com 20,8%, a Nordeste, com 19,7%, o Centro-Oeste, com 10,7% e a Norte, com 7,3%.
FEIRA DE EMPREGOS NO CIC
Curitiba recebe no próximo dia 21 de maio a Mega Feira Nacional de Empregos GERAR, com a oferta de mais de 300 oportunidades para aprendiz e estágio voltadas a jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho. O evento é gratuito e será realizado das 9h às 15h, na Rua Senador Accioly Filho, 511, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Atenção: o candidato deve realizar uma inscrição, por meio do formulário disponível no link: https://forms.gle/5yYXqDpa2chZFygU7. A ação acontece em todos os polos da GERAR nos estados do Paraná e Santa Catarina. Vale destacar que serão ofertadas oportunidades para aprendiz (220 vagas) e estágio (110 vagas), nas áreas de Administração, Telemarketing, Alimentação, Produção, Comércio e Varejo – ampliando as chances de inserção profissional para jovens com diversos perfis. Promovida pelo GERAR (Geração de Emprego, Renda e Apoio ao Desenvolvimento Regional), por meio dos programas Aprendiz GERAR e GERAR Estágios, a iniciativa é destinada a candidatos a partir de 17 anos. Durante o feirão, os participantes terão acesso a oportunidades reais de trabalho, além de orientações, encaminhamentos e palestras, fortalecendo a conexão entre empresas e futuros profissionais.
CRESCE INADIMPLÊNCIA EM CONDOMÍNIOS
A alta da inadimplência e as mudanças previstas na reforma tributária devem ampliar a pressão financeira sobre os condomínios em 2026, em um cenário em que síndicos e administradoras também seguem lidando com dúvidas recorrentes sobre obrigações relacionadas ao Imposto de Renda, cujo prazo de entrega em 2026 vai até o dia 29 de maio, com novo limite de obrigatoriedade para rendimentos tributáveis fixado em R$ 35.584,00. Embora condomínios não tenham finalidade lucrativa, especialistas avaliam que o setor deve sentir, de forma indireta, os efeitos do novo ambiente tributário, sobretudo por meio do encarecimento de serviços essenciais e do aumento da complexidade na gestão fiscal. Esse redesenho acontece em um momento de maior fragilidade financeira da população brasileira. Dados da uCondo, empresa referência em tecnologia para condomínios, mostram que a inadimplência condominial alcançou 11,66% no segundo semestre de 2025, acima dos 9,83% registrados no mesmo período de 2024, e a projeção é de que o índice permaneça ao redor de 11% em 2026. Em paralelo, o valor médio da taxa condominial no país avançou para R$ 522, em um ambiente em que o endividamento das famílias segue pressionado. A uCondo já atende mais de 700 mil pessoas em sua plataforma. Na prática, a combinação entre arrecadação mais apertada e custos crescentes reduz a previsibilidade de caixa dos condomínios e eleva a sensibilidade do setor a qualquer mudança regulatória e tributária.
ACP NOS BAIRROS
A Associação Comercial do Paraná (ACP), por meio do Conselho do Comércio Vivo, promove no próximo dia 27 de maio (quarta-feira) a primeira edição do projeto "ACP nos Bairros", iniciativa criada para aproximar ainda mais a entidade dos empreendedores e comerciantes das diferentes regiões de Curitiba. "A proposta é levar a ACP para os bairros da cidade, fortalecendo o relacionamento com empresários locais, ampliando conexões e incentivando novas oportunidades de negócios", explica o Presidente da entidade, Paulo Mourão. A estreia do projeto acontece no bairro Boqueirão, em formato de Happy Hour de Negócios, reunindo empreendedores interessados em ampliar sua rede de contatos, apresentar produtos e serviços e gerar networking.
Serviço: ACP nos Bairros – Edição Boqueirão. Data: 27 de maio (quarta-feira). Horário: 19h. Local: Boteco de Sampa - Rua Maestro Carlos Frank, 2050. Realização: ACP – Associação Comercial do Paraná | Comércio Vivo.
ECONOMIA CRIATIVA AUMENTA VAGAS DE EMPREGOS
A economia criativa do Paraná encerrou 2025 com 77.383 empregos formais, consolidando-se como um dos segmentos mais dinâmicos da economia estadual. O estoque de trabalhadores vinculados às atividades criativas cresceu 5,8% desde 2022, quando o setor reunia 73.412 postos de trabalho, com remuneração acima da média geral do mercado paranaense, segundo levantamento elaborado com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego. O crescimento da economia criativa ocorreu em um contexto de forte expansão do mercado formal paranaense como um todo. Entre 2022 e 2025, o número total de empregos com carteira assinada no Estado passou de 3,46 milhões para 3,81 milhões. Atualmente, a economia criativa representa cerca de 2% de todo o estoque de empregos com carteira assinada do Paraná. O principal motor da economia criativa paranaense é o segmento de tecnologia da informação. Apenas as atividades dos serviços de tecnologia da informação somaram 37.283 empregos formais em 2025, praticamente metade de todo o estoque do setor criativo estadual. Na sequência aparecem publicidade e pesquisa de mercado, com 11.340 empregos, atividades de prestação de serviços de informação, com 8.128 postos, e impressão e reprodução de gravações, com 7.964.
REMUNERAÇÃO MAIS ALTA
Além do impacto direto na geração de empregos, a economia criativa se destaca pela qualidade dos postos de trabalho que cria. Por concentrar atividades intensivas em conhecimento e inovação, o setor gera empregos com maior qualificação técnica e valor agregado. Os trabalhadores ligados à prestação de serviços de TI, por exemplo, registraram remuneração média de R$ 6.382,24 – cerca de 48% a mais do que a média estadual, que foi de R$ 4.301,03 em 2025. Já aqueles dedicados à prestação de serviços de informação tiveram remuneração média de R$ 6.308,73, aproximadamente 46% acima da média estadual geral. Mesmo segmentos com menor volume de empregos, como atividades artísticas, criativas e de espetáculos (R$ 4.551,14) e patrimônio cultural e ambiental (R$ 4.631,81), superaram a média geral do mercado de trabalho paranaense.
ESTIMATIVA DE INFLAÇÃO DO MERCADO TEM PEQUENO AUMENTO
A expectativa do mercado financeiro para inflação e juros subiu na comparação com a semana passada. As projeções relacionadas a câmbio e economia se mantiveram estáveis, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC)


. De acordo com o levantamento, a previsão do mercado é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do país, feche 2026 em 4,92%. É a décima semana consecutiva com previsão de alta inflacionária. Na semana passada, o mercado projetava um índice ligeiramente menor (4,91%). Há quatro semanas, a inflação projetada para 2026 estava em 4,8%. Para os anos subsequentes, as projeções de inflação são de 4% em 2027 e de 3,65% em 2028. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no Brasil desacelerou em abril, fechando o mês em 0,67%, pressionada pelos preços de alimentos e bebidas (1,34%). Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para o Brasil é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
FAZENDA ELEVA ESTIMATIVA OFICIAL DE INFLAÇÃO
O Ministério da Fazenda elevou de 3,7% para 4,5% a projeção de inflação para este ano, levando a estimativa oficial ao limite máximo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A revisão consta no Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), e reflete os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3% neste ano e em 2,6% para 2027.


O documento traz previsões para a economia que orientam a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. Previsto para ser enviado ao Congresso na sexta-feira (22), o relatório orienta a execução do Orçamento federal, com indicações de bloqueios (cortes para cumprir os limites de gastos) e contingenciamentos (congelamento de recursos para cumprir a meta de superávit primário.
INFLUÊNCIA DO PREÇO DO PETRÓLEO
Segundo a equipe econômica, a principal pressão veio da disparada do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou os US$ 110 por barril em meio às tensões no Golfo Pérsico. “A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados”, informa a Secretaria de Política Econômica no relatório. O governo afirmou, porém, que parte desse impacto deverá ser amenizada pela valorização do real e por medidas adotadas para reduzir o repasse dos combustíveis ao consumidor. “Parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal”, destacou o documento. Com a revisão, a projeção oficial ficou exatamente no teto do sistema de metas contínuas de inflação, que estabelece centro de 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.