
O uso do Pix cresceu 34%, entre 2024 e 2025, atingindo R$ 35,3 trilhões, após os R$ 26,4 trilhões observados em 2024
O PIX se consolidou como o principal meio de pagamento nas liquidações imediatas, especialmente em operações à vista, de menor valor e maior frequência. Estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra que, em termos nominais, o volume movimentado nessa modalidade cresceu 34%, entre 2024 e 2025, atingindo R$ 35,3 trilhões, após os R$ 26,4 trilhões observados em 2024. O levantamento, feito com base nos dados do Banco Central (BC), aponta um crescimento ainda mais expressivo entre o quarto trimestre de 2023 e o mesmo período de 2025, com alta de 93%. O crescimento da modalidade, ao permitir liquidação mais rápida e redução na dependência dos prazos do cartão, melhora o fluxo de caixa das empresas, principalmente entre pequenos negócios e prestadores de serviços. Apesar do avanço do PIX, o cartão de crédito segue relevante, impulsionado pela necessidade das famílias de sustentar o consumo e pelo parcelamento. Além da flexibilidade, o cartão amplia o poder de compra no curto prazo.
INADIMPLÊNCIA DA PESSOA FÍSICA CRESCE EM CURITIBA E NO PR
O Serviço de Inteligência de Mercado da Associação Comercial do Paraná (ACP), com dados da Equifax, divulgou os números atualizados de inadimplência de pessoa física no Estado e na capital paranaense. Os dados mostram que o volume de consumidores com registro restritivo manteve trajetória de crescimento ao longo do mês de abril. No Paraná, o total de CPFs com algum tipo de restrição passou de 3.139.651 no dia 1º de abril para 3.153.092 na metade do mês, avanço de 0,43%. Já no início de maio, o indicador atingiu 3.185.227 inadimplentes, representando aumento de 1,02% em relação ao dado anterior. Em Curitiba, o movimento também foi de alta. O número de pessoas físicas inadimplentes passou de 571.308 no dia 1º de abril para 573.181 em 15 de abril, crescimento de 0,33%. No início de maio, o total chegou a 578.606 inadimplentes, avanço de 0,95% em relação à quinzena anterior.
INDÚSTRIA PARANAENSE CRESCE 1,2% EM MARÇO
O desempenho da indústria paranaense entre fevereiro e março foi doze vezes superior à média nacional, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto a produção industrial estadual cresceu 1,2%, em todo o Brasil a variação foi de 0,1% no mesmo período. O resultado também é o melhor da região Sul do Brasil: Santa Catarina avançou 0,8% e o Rio Grande do Sul, 1,0%. O Paraná também se posicionou como o segundo melhor do Sudeste, atrás apenas do Rio de Janeiro (2,5%). Neste intervalo, o setor industrial de São Paulo recuou 0,2% e Minas Gerais, 1,4%. Mais do que o número em si, o que qualifica o crescimento paranaense é a sua composição. O desempenho do Rio de Janeiro, embora superior na variação mensal, é fortemente sustentado pela indústria extrativista, sobretudo pelo petróleo. Já o setor industrial paranaense está basicamente concentrado na indústria de transformação, segmento que converte matérias-primas em produtos manufaturados, o que gera empregos com maior remuneração e produz o maior efeito multiplicador ao longo da cadeia produtiva.
MUTIRÃO DE EMPREGO NO PINHEIRINHO
Nesta quinta-feira (14/5) acontece mais um Mutirão do Emprego da Prefeitura de Curitiba em parceria com o Governo do Estado. A ação acontece na Rua da Cidadania do Pinheirinho, das 9h às 15h, e vai reunir 59 empresas que farão entrevistas no local com possibilidade de contratação imediata. Além disso, cinco unidades de ensino, parceiras da Prefeitura, passarão informações sobre cursos de qualificação profissional. Mais de 7 mil vagas serão ofertadas, 4 mil vagas das empresas participantes e 3.397 vagas que estão no sistema do Sine Curitibano e que podem ser acessadas durante o mutirão.
COMÉRCIO CRESCE EM MARÇO, COM DÓLAR MAIS BAIXO
O dólar mais baixo impulsionou as vendas de produtos importados e contribuiu para o comércio brasileiro crescer 0,5% na passagem de fevereiro para março. Esse desempenho – terceira alta seguida – fez o setor alcançar seu maior patamar.

Na comparação com março do ano passado, o comércio avançou 4%. Já no acumulado de 12 meses, há expansão de 1,8%. As informações fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veja a variação do comércio nos últimos meses: Outubro: 0,5%; Novembro: 1%; Dezembro: -0,3%; Janeiro: 0,5% Fevereiro: 0,7%; Março: 0,5%. O analista da pesquisa, Cristiano Santos, ressalta que desde outubro de 2025 o setor apresenta tendência de alta, não apagada pelo desempenho de dezembro.
CONTROLADOR DA TOK STOK PEDE RECUPERAÇÃO JUDICIAL
O grupo Toky, dono das redes de lojas de móveis Tok&Stok e Mobly, entrou hoje com pedido de recuperação judicial, com uma dívida reportada de R$ 1,1 bilhão. A empresa afirma que a situação piorou por causa dos juros altos e do endividamento das famílias. Em comunicado ao mercado, a empresa disse que "o ambiente macroeconômico desafiador, especialmente para o setor de varejo de móveis e decoração, caracterizado por taxas de juros ainda elevadas, maior nível de endividamento das famílias, condições de crédito mais restritivas têm resultado em menor confiança do consumidor e postergação de decisões de compra". "Além das condições macroeconômicas, as restrições temporárias nos níveis de estoque vêm causando um impacto significativo na liquidez de curto prazo", diz a empresa.
UE VAI ENVIAR LISTA DE EXIGÊNCIA PARA LIBERAR CARNE BRASILEIRA
A União Europeia vai encaminhar ao governo brasileiro uma lista com apontamentos de melhorias necessárias nas garantias adicionais de cumprimento do regulamento de uso de antibióticos na cadeia animal nos próximos dias, informa o Globo Rural. A ideia é que as respostas, separadas por tipo de proteína, sejam enviadas em até duas semanas para avaliação e validação do bloco para possível reinclusão do Brasil na lista de países autorizados a exportar animais e derivados para alimentação para lá. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, esse é um primeiro avanço que permitirá ao Brasil refinar as sugestões de mecanismos de controle do uso desses insumos. Em outra frente, o país tem cobrado um tratamento melhor na parceria comercial com os europeus.
PORTOS DO PARANÁ TÊM MELHOR MÊS DE ABRIL DA HISTÓRIA
Com mais de 6 milhões de toneladas movimentadas, a Portos do Paraná registrou o melhor mês de abril da história, com crescimento de 11% em relação a abril de 2025 – que movimentou 5,405 milhões de toneladas. O crescimento foi puxado pelas exportações de soja, carnes e derivados de petróleo. Os dados constam em relatório elaborado pela equipe de estatísticas da Diretoria de Operações Portuárias da empresa pública. Somente em abril, o volume das exportações cresceu 16,06% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O embarque de soja em grão aumentou 43%, os óleos vegetais 35% e os derivados de petróleo 33%. As exportações de carne de frango congelada cresceram 10,5% em relação a abril de 2025. Considerando todas as proteínas animais, o crescimento foi de 8,7%, com mais de 1,1 milhão de toneladas embarcadas, principalmente para China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos. No acumulado entre janeiro e abril, a soja segue em alta, com crescimento de 19%. Os óleos vegetais avançaram 33%, seguidos pelas exportações de cargas conteinerizadas, com aumento de 9%, e pelos derivados de petróleo, com alta de 2% na comparação com os quatro primeiros meses de 2025. Os embarques de carne de frango realizados em Paranaguá representam 47,5% de todas as exportações brasileiras do produto. Isso corresponde a mais de 834 mil toneladas enviadas para outros países.
BRASIL FECHA 2025 COM AUMENTO DE 5% NO ESTOQUE DE EMPREGOS
O Brasil fechou o ano de 2025 com um aumento de 5% no estoque de empregos formais, na comparação com 2024. O país fechou o ano passado com 59,971 milhões de trabalhadores com emprego formal. Desse total, 46,128 milhões são celetistas; 12,657 milhões estatutários e trabalhadores em organizações sem fins lucrativos, sindicatos, pessoa física rural, entre outros, somaram 1,186 milhão. As informações constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
“Apresentamos recentemente o menor índice de desemprego da história. Estamos num momento bom, apesar dos juros altos. Estamos no rumo certo. Poderíamos estar em uma situação melhor se não fossem os juros praticados”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ao divulgar os números. O principal setor responsável pelo estoque de empregos foi o de Serviços, com 35,695 milhões, uma alta de 7,2% em relação a 2024. Na sequência, vem o Comércio, com crescimento de 1,7% e 10,487 milhões de empregos, e a Indústria com 9,017 milhões e um crescimento também de 1,7%. A construção somou 2,57 milhões de empregos, registrando uma alta de 2,5%, e a agropecuária, com 1,812 milhões de empregos e um crescimento de 1,6%. No setor de serviços, a administração pública mostrou crescimento de 15,2% no número de empregos, com 1.483.555 vínculos. A maior parte desse crescimento ficou concentrada nos municípios, com 18,2% (1,182 milhões vínculos) e nos governos estaduais, de 10,3% (408.018 vínculos).
AUMENTOS EXPRESSIVOS NA EDUCAÇÃO
Houve aumentos expressivos na educação, com alta de 6,2% ou 212.611 vínculos, e de menor intensidade na saúde humana, com 4,2% ou 142.598 vínculos. Apesar do aumento no estoque de empregos, a Rais mostrou que houve uma ligeira queda na remuneração média, de 0,5% na mesma base de comparação, chegando a R$ 4.434,38 em 2025. A Rais é divulgada anualmente e apresenta informações sobre todos os estabelecimentos formais e vínculos celetistas e estatutários no Brasil. Segundo os dados, o número de estabelecimentos com empregados passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões, um crescimento de 2,1%. Os números mostram ainda que entre as regiões, o crescimento relativo foi mais intenso nas regiões Nordeste, de 10,1%, com 1.076.603 vínculos criados; depois vem a Norte com crescimento de 10,1% e 354.753 vínculos; a Centro-Oeste, com alta de 5,7% e 322.513 vínculos. A Região Sudeste, com o crescimento de 2,9% e 807.240 vínculos, e a Sul, com alta de 2,9% e 285.514 vínculos, também tiveram aumentos absolutos expressivos. A distribuição do emprego formal permaneceu concentrada na Região Sudeste (47,4%), seguida pela Região Nordeste (19,5%) e pela Região Sul (16,8%). Entre as Unidades da Federação, o maior crescimento relativo do estoque de empregos em comparação a 2024 foi registrado no Amapá, com um crescimento de 20,5% e 31.396 vínculos; no Piauí, com alta de 13,2% e 74.244 vínculos; em Alagoas, cujo crescimento foi de 13%, gerando 81.633 vínculos; e na Paraíba, com 12,9% e 103.278 vínculos.
Em variação absoluta, os maiores crescimentos foram em São Paulo de 2,3% (357.493 vínculos), na Bahia, com 9,7% (266.035 vínculos), em Minas Gerais, crescimento de 3,7% (224.876) e no Ceará, com aumento de 10,6% (195.462 vínculos).