
Impulsionado por uma nova geração de compradores, o mercado imobiliário de médio e alto padrão segue em expansão no Brasil. Em 2025, o segmento registrou crescimento de 20%, alcançando R$ 30 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), mesmo diante de juros elevados e aumento nos custos de construção. O desempenho ocorre mesmo com juros elevados e aumento nos custos de construção, reforçando a atratividade desse nicho para investidores e compradores finais.
No recorte regional, Curitiba aparece na 8ª posição entre as cidades com maior demanda por imóveis de alto padrão, de acordo com o Índice de Demanda Imobiliária (IDI). O levantamento considera famílias com renda mensal entre R$ 24 mil e R$ 811 mil, além de indicadores como potencial de novos lançamentos e desempenho recente do setor. Nesse cenário, chama atenção o avanço de um perfil mais jovem de comprador, especialmente na faixa dos 29 a 35 anos, que tem ganhado protagonismo nas decisões de compra.
O movimento reflete uma mudança no perfil do consumidor. Mais jovem e criterioso, o comprador de alto padrão tem priorizado fatores como qualidade de vida, localização estratégica e potencial de valorização do imóvel. Atualmente, projetos mais compactos, bem planejados e com proposta de lifestyle integrada ganham espaço como porta de entrada para esse público.
Empreendimentos que equilibram funcionalidade e experiência de moradia têm se destacado, especialmente em regiões valorizadas da capital paranaense. No bairro Ecoville, por exemplo, o residencial Trebbiano, da Construtora Equilíbrio, ilustra essa tendência ao reunir unidades com metragens entre 74 m² e 87 m², além de coberturas duplex de até 194 m², em um projeto que combina arquitetura contemporânea e integração com a natureza.
Com mais de 50% do terreno preservado como bosque nativo, o empreendimento aposta na conexão entre áreas verdes e espaços de convivência, além de oferecer soluções que ampliam a funcionalidade das unidades, como sacadas com churrasqueira, possibilidade de personalização e infraestrutura para SPA nas coberturas.
Segundo Anna Paula Araujo, diretora de incorporação da Construtora Equilíbrio, o comportamento do consumidor tem exigido projetos mais assertivos e alinhados às novas demandas. “Mesmo com o custo do crédito mais elevado, o mercado de alto padrão continua aquecido, impulsionado por um público que busca mais do que um imóvel - procura qualidade de vida e segurança patrimonial. Isso exige empreendimentos bem localizados, com plantas inteligentes e que façam sentido no dia a dia”, afirma.
A executiva também destaca o papel de Curitiba. “A cidade vem ganhando relevância nacional pela combinação de infraestrutura urbana, qualidade ambiental e potencial de valorização. Isso atrai um perfil de comprador mais jovem, que enxerga o imóvel como parte de um estilo de vida e não apenas como um ativo financeiro”, completa.
A tendência, segundo especialistas do setor, é que o segmento de médio e alto padrão continue em expansão nos próximos anos, sustentado por uma demanda qualificada e por projetos que consigam equilibrar sofisticação, funcionalidade e conexão com o entorno urbano.