Por que fazer a gastroplastia?
Gastroplastia endoscópica ganha espaço ao combinar eficácia, menor invasividade e mudança estrutural no emagrecimento
13/05/2026 às 17:53
Dr. Hans Vieira, endoscopista bariátrico, mais de 10 anos dedicados exclusivamente ao manejo endoscópico da obesidade e sobrepeso utilizando o balão gástrico e a moderna gastroplastia endoscópica, também conhecida como redução de estômago por endoscopia.

A gastroplastia endoscópica vem se consolidando como uma alternativa moderna no tratamento da obesidade, especialmente entre pacientes que não desejam recorrer à cirurgia bariátrica tradicional ou ao uso contínuo de medicamentos.
O procedimento reduz o volume do estômago por via endoscópica, sem cortes, promovendo saciedade precoce e facilitando o controle alimentar. A média de perda de peso gira em torno de 20% do peso corporal, com recuperação rápida, muitos pacientes retomam atividades leves entre dois e três dias após o procedimento.
Segundo o endoscopista bariátrico Dr. Hans Vieira, o diferencial da técnica está na combinação entre intervenção e mudança de hábito.
“A gastroplastia é segura, pouco invasiva e permite uma recuperação muito mais rápida. O paciente sai no mesmo dia e, em poucos dias, já está retomando a rotina. Mas não basta só reduzir o estômago. É um tratamento que precisa de suporte”, afirma.
O especialista reforça que o sucesso do procedimento depende de uma estratégia integrada. A ingestão adequada de proteínas é um dos pilares.
“Se o paciente não consumir proteína suficiente, ele perde massa muscular junto com gordura. A recomendação é, em média, entre 1,5 e 2 gramas de proteína por quilo de peso por dia, distribuídas ao longo do dia”, explica.
Além da alimentação, o exercício físico tem papel determinante. A recomendação inclui musculação (resistência) associada a atividades aeróbicas, para evitar flacidez e preservar a estrutura muscular.
Outro ponto central é o sono, um fator frequentemente negligenciado no tratamento da obesidade.
“Quem não dorme bem não perde peso da mesma forma. O ideal é dormir entre sete e oito horas por noite. Isso regula o ciclo hormonal, inclusive o cortisol, que impacta diretamente o metabolismo”, diz o médico.
Nesse contexto, a gastroplastia deixa de ser um procedimento isolado e passa a integrar um modelo mais completo de tratamento, com foco em resultados sustentáveis e menor agressividade ao organismo.
 
 
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