Metade da população brasileira adulta está inadimplente
13/05/2026 às 05:00
Dentre a população brasileira, 50,81% não conseguem pagar suas contas em dia

O volume de brasileiros inadimplentes segue crescendo e atingiu a marca histórica de 83,3 milhões de pessoas em abril, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa. Com alta de 0,67% em relação ao mês anterior, são mais de 555 mil novos consumidores negativados, o que corresponde a 50,81% da população adulta do país. Ao todo, os brasileiros acumulam 342 milhões de dívidas negativadas, somando mais de R$ 568 bilhões em débitos. O valor médio devido por pessoa chegou a R$ 6.814,39 — mais de quatro vezes o salário-mínimo. Só no estado do Paraná, são mais de 4 milhões de pessoas com o nome negativado, que somam mais de 18 milhões de dívidas. Os dados reforçam a pressão do endividamento sobre o orçamento das famílias brasileiras, especialmente em um cenário em que o setor financeiro segue como principal origem das pendências no país. Entre os segmentos das dívidas, bancos e cartões de crédito representam 27,5% do total de débitos, seguidos por contas básicas (21%) e financeiras (19,8%), empresas que concedem crédito, mas não se enquadram como bancos.
PESQUISA MOSTRA QUE CESTA BÁSICA SEGUE EM ALTA
A edição de maio da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos já está disponível. Divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o levantamento indica que o custo da cesta ficou maior no mês passado em relação a março deste ano nas 27 capitais brasileiras. De acordo com análise da Superintendência de Gestão da Oferta da Companhia, as variações de preços dos combustíveis, consequência da guerra entre Irã e Estados Unidos, também trazem impactos nos preços dos produtos no varejo. “No entanto, essa influência varia de acordo com a cadeia produtiva a ser analisada. Cada setor tem suas particularidades e a influência que os combustíveis exercem na composição dos preços pode variar. Ainda assim, foi verificado aumento no custo nas operações de remoção dos produtos”, explica o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Companhia, Gabriel Rabello.
ANÁLISE DO ÚLTIMO ANO
A pesquisa também mostra que entre abril de 2025 e abril de 2026, o custo da cesta ficou maior em 18 capitais e menor em outras nove. As altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%). Já as quedas variaram entre -4,84%, em São Luís, e -0,34%, em São Paulo. Dentre os produtos analisados, os preços do arroz e do açúcar caíram em todas as praças pesquisadas nos últimos 12 meses. No caso do café e da manteiga, a queda foi registrada em 24 das 27 capitais. 
PREÇO DO LEITE SUBIU EM TODAS AS CIDADES PESQUISADAS
Dentre os produtos analisados, o leite integral registrou variação positiva em todas as 27 cidades. De acordo com a pesquisa, a redução da oferta no campo, devido à entressafra, elevou os preços dos derivados lácteos. O preço da batata também aumentou em todas as cidades do Centro-Sul, onde as cotações do alimento são pesquisadas, e a restrição de oferta do tubérculo pelo final da safra explica a elevação verificada no varejo. O valor médio de comercialização do feijão no varejo ficou mais elevado em 26 cidades, registrando queda apenas em Belo Horizonte (-1,07%). A demanda sustentou o preço do feijão carioca e impactou também o valor comercializado do grão preto. No caso do tomate, o aumento foi verificado em 25 cidades, com taxas entre 1,75%, em Recife, e 25,58%, em Fortaleza. Assim como para a batata, a menor quantidade de tomate no mercado, influenciada pelo período de entressafra, reflete em cotações mais elevadas.
FORMATURA DE EMPREENDEDORAS EM SJP
No último sábado (09), a Horse Powertrain realizou a formatura oficial da segunda turma do curso de empreendedorismo promovido em parceria com a Paresi. Empreendedoras da comunidade do Rio Pequeno concluíram o ciclo de capacitação voltado ao apoio na criação e no desenvolvimento de seus próprios negócios. O projeto integra as iniciativas sociais da companhia para o fortalecimento das comunidades do entorno da fábrica da empresa, localizada em São José dos Pinhais (PR). Neste ano, o projeto foi exclusivo para mulheres, motivado pelo interesse em empreender demonstrado pelas moradoras nas oficinas de empoderamento feminino promovidas pela Horse na região em 2025. Na primeira edição, realizada na comunidade da Roseira de São Sebastião, os participantes registraram crescimento médio de aproximadamente 31,52% no faturamento e aumento de 120% na base de clientes, além de avanços em autoconfiança e competências empreendedoras.
CICLO DE PALESTRAS DA BIENAL DA MODA
Depois de inaugurar seu primeiro ciclo de encontros com uma reflexão sobre identidade de marca e direção de arte, a Bienal da Moda avança agora para um dos temas mais urgentes da contemporaneidade: os impactos da inteligência artificial nos processos criativos, no mercado de trabalho e na formação profissional. Promovido pela Associação Comercial do Paraná, o 1º Ciclo de Palestras da Bienal recebe, no próximo dia 14 de maio, às 10 horas, o diretor de admissões da Domus Academy, Davide Forloni, para a palestra "Projetando o Futuro: Como a IA está Remodelando o Trabalho, as Habilidades e a Educação Criativa". O encontro será no auditório da Livraria da Vila, no Pátio Batel. A proposta desta vez é discutir como a inteligência artificial vem acelerando transformações profundas em diferentes setores da economia criativa e por que a educação precisa responder a esse novo cenário de forma mais interdisciplinar, estratégica e conectada ao mundo real. Dados recentes do Fórum Econômico Mundial apontam que a IA e as tecnologias de processamento de informação devem impactar 86% das empresas até 2030, criando milhões de novas funções ao mesmo tempo em que tornam outras obsoletas - um movimento que exige reinvenção profissional em larga escala.
SELO DE EXCELÊNCIA EM FRANCHISING
O franchising do Sul do País avança em ritmo consistente e ganha ainda mais relevância no cenário nacional. A ABF anuncia as marcas que conquistaram o Selo de Excelência em Franchising (SEF) 2026, a mais importante chancela do setor no Brasil. Em 2026, 67 marcas da Região Sul conquistaram o Selo, nove a mais do que no ano passado, quando 58 redes haviam sido reconhecidas. O crescimento reforça a maturidade das operações locais e a capacidade dessas marcas de expandir com qualidade para diferentes regiões do Brasil.  Ao todo, 289 redes foram certificadas neste ano, sendo 27 do Paraná, 23 de Santa Catarina e 17 do Rio Grande do Sul. Entre elas, sete estreantes, um indicativo de renovação e fortalecimento contínuo do ecossistema de franquias no Sul, que se consolida como um dos principais polos de geração de redes estruturadas no País. Segundo critérios, as marcas estão divididas nas categorias Mega, Máster, Sênior e Pleno.
VENDAS NO VAREJO DO PARANÁ CRESCERAM 1,8% EM ABRIL
O Índice do Varejo Stone (IVS) apontou aumento de 1,8% nas vendas do Paraná em abril, na comparação anual. O estado apresentou resultados positivos pelo segundo mês consecutivo. O estudo, que acompanha mensalmente as movimentações do setor varejista, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. Na análise por regiões, 24 estados também apresentaram crescimento em abril, em relação ao ano passado. O maior avanço foi registrado no Acre (11,5%), seguido por Rio de Janeiro (9,6%), Roraima (8,2%), Amazonas (7,5%), Tocantins (7,3%), Sergipe (7,0%), Amapá (6,7%), São Paulo (6,0%), Pernambuco (5,6%), Espírito Santo (5,5%), Pará e Minas Gerais (5,2%), Mato Grosso (4,8%), Rondônia (4,5%), Mato Grosso do Sul (3,8%), Santa Catarina (3,7%), Rio Grande do Norte (3,4%), Piauí e Paraíba (3,3%), Maranhão (2,4%), Bahia (2,0%), Goiás (1,6%), Distrito Federal (0,8%) e Ceará (0,6%). As quedas foram registradas em Alagoas (3,7%) e no Rio Grande do Sul (0,1%). "Os dados regionais de abril mostram que o crescimento se distribui de forma desigual entre os estados. Há um desempenho mais forte em regiões como Norte e Sudeste, enquanto outras apresentam avanços mais moderados e, em alguns casos, retração. Essas diferenças refletem dinâmicas locais de renda, mercado de trabalho e acesso ao crédito. De forma geral, o varejo segue em expansão, mas ainda sem uma aceleração suficiente para caracterizar uma recuperação mais consistente e homogênea no país", avalia Guilherme Freitas, pesquisador e economista da Stone.
MERCADO DE TRABALHO PARA PROFISSIONAIS 50+
O mercado de trabalho brasileiro ainda encontra dificuldades para incluir profissionais mais experientes, mesmo com o avanço do envelhecimento da população. Ao mesmo tempo, iniciativas voltadas ao público 50+ começam a ganhar espaço, com empresas adotando modelos mais flexíveis de contratação para facilitar a entrada desses profissionais. Dados recentes do IBGE mostram que pessoas com 60 anos ou mais já representam cerca de 15,8% da população brasileira, um crescimento relevante em relação à última década, o que começa a redesenhar o perfil da força de trabalho no país. Em alguns casos, o movimento ainda avança de forma gradual, mas cresce a percepção de que esse público traz repertório, visão de longo prazo e maior capacidade de lidar com diferentes situações do dia a dia. Uma das respostas tem sido a adoção de cadastros contínuos de currículos, que permitem manter uma base ativa de candidatos e agilizar contratações à medida que novas posições são abertas. O Banco Mercantil, instituição financeira especializada no público 50+, trabalha nesse formato. Essa modalidade mantém oportunidades abertas de forma contínua para essa faixa etária e utilizando um cadastro de currículos que é consultado conforme surgem novas demandas. Na prática, isso aparece no dia a dia das equipes. Diferentes trajetórias entram nas discussões e acabam influenciando a forma como os problemas são analisados e resolvidos.
 
 
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