SOJA E MILHO IMPULSIONAM PARANÁ COM ESTIMATIVA DE 39,1 MILHÕES DE TONELADAS
12/05/2026 às 15:10
Foto: Jonathan Campos/AEN
 A soja permanece como o grande destaque da safra paranaense, caminhando para a finalização de uma colheita robusta estimada em 21,7 milhões de toneladas, aponta a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada recentemente pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento. Embora o volume seja ligeiramente inferior ao do mês passado, ele ainda supera o colhido no ciclo anterior. A área plantada consolidou-se em 5,75 milhões de hectares.
 
MILHO: EXPECTATIVA DE UMA GRANDE SAFRA
O milho também vem em um bom cenário. Embora a falta de chuvas das últimas semanas tenha mantido os produtores em alerta, o retorno das precipitações em todo Estado, nos últimos dias, mantém a expectativa de uma grande safra. Segundo o Deral, A primeira safra de milho foi finalizada com 3,9 milhões de toneladas. Já a segunda safra, que é a maior delas, já tem previsão de colheita de cerca de 17,4 milhões de toneladas, para uma área de plantio que tende a ser a mais extensa dos últimos anos, com 2,9 milhões de hectares. (Fonte: AEN).

UREIA EM BAIXA
Após dois meses de forte valorização, o mercado global de ureia começa a dar sinais claros de perda de fôlego, à medida que os preços atingiram níveis cada vez menos sustentáveis do ponto de vista da demanda. De acordo com a StoneX, empresa global de serviços financeiros, embora as restrições logísticas no Oriente Médio sigam como um fator estrutural de limitação da oferta, o enfraquecimento do consumo passou a exercer maior influência sobre a dinâmica de preços.
 
QUEDA GLOBAL
No Brasil, esse movimento já se reflete de forma concreta. Segundo o relatório semanal de fertilizantes, os preços da ureia registram a segunda semana consecutiva de queda, com negócios sendo fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada, cerca de 4% inferiores em relação às referências de duas semanas atrás. Nesse cenário, recuos também foram observados nos Estados Unidos, na China, no Oriente Médio e no Egito, indicando um movimento mais amplo de enfraquecimento das cotações, alinhado a uma demanda global mais fraca. (via assessoria).
 
GINSENG DE QUERÊNCIA DO NORTE CONQUISTA IG
O ginseng de Querência do Norte tem o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A conquista, divulgada na semana passada, é fruto de um trabalho coletivo entre a Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag), Sebrae/PR, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Prefeitura de Querência do Norte e Sicredi. Com o ginseng, o Paraná chega a 25ª IG e lidera no Brasil.
 
PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL
De acordo com o produtor e sócio-presidente da Aspag, Misael Nobre, o ginseng de Querência do Norte é produzido de forma sustentável, em condições naturais ideais de solo e clima que conferem ao produto um terroir único. “Com a IG, a expectativa é de que nosso ginseng tenha maior notoriedade nacional e mundial, atraindo novos compradores e mercados”, projeta.
Atualmente, Querência do Norte tem aproximadamente 30 hectares plantados pelos associados da Aspag e outros produtores. Conforme a Aspag, os produtores têm conseguido realizar a colheita e a venda da parte aérea do ginseng, que são os talos, folhas e flores, o que só foi possível após estudos científicos comprovarem que a parte aérea tem princípios ativos tanto quanto as raízes. (via assessoria).
 
DÉFICIT DE ARMAZENAGEM
O Brasil precisaria investir cerca de R$ 148 bilhões para zerar nesta safra o déficit de armazenagem de grãos. A estimativa foi divulgada pela Kepler Weber (KEPL3), empresa líder na América Latina em soluções de pós-colheita e termometria digital. 
Na temporada 2025/26, o Brasil estima produzir 357 milhões de toneladas de grãos, segundo a consultoria Cogo Inteligência de Mercado. A capacidade estática para armazenagem no país é de 223 milhões de toneladas, o que gera um desafio logístico de 135 milhões de toneladas de grãos. "Este déficit gigantesco e histórico é quase o tamanho da produção de grãos da Argentina. Ao longo dos últimos anos, o agro brasileiro comprovou sua eficiência da porteira para dentro, mas este gargalo logístico no pós-colheita compromete o resultado final e custa muito caro ao Brasil", comenta Bernardo Nogueira, CEO da Kepler Weber.
 
ARMAZENAR DENTRO DAS FAZENDAS  
O avanço anual da capacidade estática, 2,4%, tem se mostrado abaixo do necessário para suprir a demanda, já que a produção avança 4,4% ao ano. O estado do Mato Grosso, líder na produção de grãos no Brasil, concentra a maior quantidade de unidades armazenadoras.  
Outro desafio apontado pela empresa é impulsionar a capacidade de armazenar nas fazendas. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento mostram que cerca de 16% das unidades armazenadoras estão nas propriedades. Os Estados Unidos possuem 65% da sua capacidade de armazenar dentro das fazendas. "É um cenário que torna o caminhão parte da armazenagem, pressionando o frete rodoviário, os portos e gerando mais custos à cadeia como um todo", finaliza Bernardo Nogueira. (via assessoria).
 
CAQUI PARANAENSE EM ALTA
A safra de caqui no Paraná entrou em seu período de maior oferta, concentrada entre os meses de março e junho. Além de ser uma excelente opção nutricional para a época, a fruta apresenta cotações competitivas nas Centrais de Abastecimento (Ceasa/PR), tornando-se uma oportunidade tanto para o agricultor, que vê a valorização do produto no atacado, quanto para o consumidor final.
A produção de caqui no Paraná mantém sua relevância regional com núcleos produtores consolidados. Atualmente, o Estado é o 5º maior produtor nacional em volume e Valor Bruto de Produção (VBP). Em 2023, a área cultivada no Paraná foi de 470 hectares, gerando uma produção de 6,2 mil toneladas e um VBP de R$ 18,2 milhões.
Segundo dados do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento, o Núcleo Regional de Curitiba lidera a produção com 29,1% do total estadual, seguido de perto por Ponta Grossa (21,3%), Cornélio Procópio (11,8%) e Apucarana (11,4%). (Fonte: AEN). 
 
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