Tendências em espaços corporativos: menor pegada ambiental e maior vida útil dos produtos marcam o futuro do trabalho
Novo relatório Better World Report evidencia como escritórios refletem compromissos ambientais
11/05/2026 às 22:32
Pilares do Better World Report 2025. Foto: divulgação/Millerknoll
A transformação dos espaços corporativos está entrando em uma nova etapa: já não se trata apenas de design ou funcionalidade, mas de impacto ambiental mensurável. De acordo com o mais recente Better World Report da MillerKnoll, relatório anual da empresa que reúne e apresenta suas iniciativas, metas e resultados nas áreas ambiental, social e de governança (ESG),  as organizações estão acelerando a adoção de estratégias que reduzem emissões, prolongam o ciclo de vida do mobiliário e redefinem a maneira como os escritórios são concebidos.
Em um contexto em que a sustentabilidade se torna um critério-chave de negócio, o design surge como um facilitador estratégico para reduzir a pegada de carbono e avançar para modelos mais circulares.
A prioridade agora é o crescimento de iniciativas que priorizam a reutilização e a longevidade dos produtos. Apenas no último ano fiscal, a MillerKnoll evitou que mais de 1,9 milhão de quilos de mobiliário fossem descartados em aterros, o que reflete uma tendência clara em direção a modelos nos quais os ativos corporativos permanecem em uso por mais tempo.
Essa abordagem responde a uma pressão crescente de empresas que buscam não apenas reduzir resíduos, mas também otimizar investimentos de longo prazo por meio de produtos duráveis, reparáveis e reutilizáveis.
Outra tendência-chave é a transição energética na cadeia de valor do design. O uso de energia renovável nas operações de manufatura reflete uma mudança estrutural na indústria: os clientes corporativos já não avaliam apenas o produto final, mas também o impacto ambiental de seu processo de fabricação.
Mais do que eficiência operacional, trata-se de posicionar o design como um agente ativo diante dos desafios climáticos. A integração de critérios ambientais desde a concepção dos produtos permite reduzir emissões ao longo de todo o seu ciclo de vida: desde os materiais até a logística e o uso.
“Integrar a sustentabilidade na forma como desenhamos e operamos não se trata apenas de reduzir o impacto; trata-se de construir um futuro melhor por meio do bom design e da gestão responsável”, afirma Gabe Wing, Vice-presidente de Sustentabilidade da MillerKnoll.

Espaços corporativos que refletem valores
A mudança também é cultural. As empresas estão utilizando seus espaços físicos como uma extensão de seus compromissos ESG, alinhando design, sustentabilidade e experiência do colaborador.
Isso se traduz em escritórios que:
  • incorporam mobiliário com menor impacto ambiental
  • priorizam materiais responsáveis
  • promovem o bem-estar e o senso de pertencimento entre os colaboradores
  • comunicam de forma tangível os valores da organização
À medida que as organizações redefinem o futuro do trabalho, o design sustentável deixa de ser uma tendência aspiracional para se tornar um padrão esperado e parte da nova agenda do ambiente corporativo.
O Better World Report da MillerKnoll confirma que as decisões sobre espaços corporativos estarão cada vez mais ligadas a métricas de impacto, nas quais reduzir emissões, prolongar a vida útil dos produtos e adotar modelos circulares não é apenas uma responsabilidade ambiental, mas também uma vantagem competitiva.

Sobre a MillerKnoll, visite: millerknoll.com.
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