
A previsão do mercado para o IPCA passou de 4,89% para 4,91%, com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.
INCORPORADORA FAZ CONEPNSAÇÃO DE CARBONO PARA A CASA COR
A GT Building anuncia iniciativa pioneira no Sul do Brasil: a compensação das emissões de carbono geradas durante a montagem, a operação e a desmontagem da CASACOR Paraná 2026, em Curitiba. Em parceria com a Forte Desenvolvimento Sustentável, a incorporadora realizará a compensação total das emissões de CO₂, reforçando seu compromisso com práticas ambientais responsáveis e consolidando a sustentabilidade como um dos pilares estratégicos da empresa. A ação, já aplicada em edições anteriores da mostra em São Paulo, chega pela primeira vez à região Sul com metodologia robusta e alto nível de precisão. O trabalho envolve um inventário das principais emissões de carbono associadas à obra e operação, considerando desde o consumo de energia e o uso de geradores até a gestão de resíduos e toda a logística envolvida no processo. A compensação será realizada por meio de projetos conduzidos pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), organização referência na preservação ambiental, direcionando esforços para que o impacto gerado pela mostra seja neutralizado.
PROJETO ORGULHO PARANÁ
No mês de maio, o Projeto Orgulho Paraná tem como destaque a produção de grãos. Feijão, milho, soja e trigo passam a ocupar o espaço expositivo no gabinete da presidência do Sistema FAEP, reunindo produtos que sustentam a base econômica do setor agropecuário paranaense. Os grãos estão sendo apresentados em potes de mantimento, organizados em prateleiras, além de em sacos de juta. A ambientação busca aproximar os visitantes da matéria-prima em seu formato natural, ao mesmo tempo em que evidencia a relevância no cotidiano. A exposição também inclui alguns de seus principais derivados. Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, a iniciativa reforça o papel estratégico dos produtores rurais e a necessidade de ampliar a visibilidade do setor.
DETALHES DO PROJETO
Lançado em dezembro do ano passado, o projeto Orgulho Paraná fomenta às diferentes cadeias produtivas do Estado, destacando regiões, produtores e produtos que representam a diversidade da agropecuária paranaense. A cada mês, uma nova temática orienta a exposição, instalada em um dos pontos de maior circulação de visitantes dentro da entidade. Já passaram por ali o café, geleias em conserva, erva-mate e vinhos. O programa é aberto a produtores associados aos sindicatos rurais vinculados ao Sistema FAEP. A participação pode ocorrer por indicação das equipes regionais da entidade ou por iniciativa do próprio produtor, que pode manifestar interesse junto ao sindicato de sua base. A partir desse contato, a instituição passa a conhecer a trajetória do produtor e as características do produto, construindo a narrativa que será apresentada na vitrine institucional.
PRODUÇÃO DE GRÃOS NO PARANÁ
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná ocupa a segunda posição no ranking nacional de produção de grãos, com 13,6% de participação, e lidera com folga no Sul, concentrando mais da metade da colheita da região, que responde por 25,4% da produção brasileira. Esse protagonismo se reflete nos números das principais culturas agrícolas do Estado. Conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Paraná lidera a produção nacional de feijão, com estimativa de 597,8 mil toneladas na safra 2025/26, e ocupa a primeira posição na cevada, com 483,3 mil toneladas – cerca de 80% de toda a produção brasileira em 2025. No trigo, responde por 35% do volume nacional, com 2,7 milhões de toneladas colhidas no ano passado. Já na soja e no milho da segunda safra, o Estado aparece na segunda colocação, com produções estimadas em 20,6 milhões e 18 milhões de toneladas, respectivamente, também na safra 2025/26.
LEI DEFINE PORCENTAGEM MÍNINA DE CACAU NO CHOCOLATE
Chocolates comercializados no Brasil terão de seguir percentuais mínimos de cacau na composição, previstos por lei. Além disso, os fabricantes precisarão informar, de forma clara, a quantidade do ingrediente nos rótulos dos produtos vendidos no país, sejam eles nacionais ou importados.


A Lei nº 15.404/2026, que define critérios para a produção, classificação e rotulagem de produtos derivados de cacau no Brasil, está publicada na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial da União. A norma entra passa a vigorar em 360 dias, período em que a indústria deverá se adaptar às novas exigências. Um dos principais avanços previstos é a obrigatoriedade de informar nos rótulos o percentual total de cacau do produto. De acordo com a lei, a indicação deverá aparecer na parte frontal da embalagem, ocupando pelo menos 15% da área e com destaque suficiente para facilitar a leitura.
PLANOS DE SAÚDE COLETIVOS TIVERAM QUASE 10% DE REAJUSTE
Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026. Essa variação é a menor em cinco anos, mas representa mais que o dobro da inflação oficial medida.


Os dados se referem aos reajustes anuais praticados pelas operadoras nos dois primeiros meses do ano e foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão regulador do setor. A última vez em que os planos coletivos – aqueles contratados por empresas, empresários individuais e associações de classe – tiveram reajuste médio menor que o do início de 2026 foi em 2021, quando subiram 6,43%.
REGRAS DO REAJUSTE
Diferentemente dos planos de saúde individuais ou familiares ─ celebrados diretamente com as operadoras para a própria pessoa e dependentes ─ os reajustes dos planos de saúde coletivos são decididos por meio de livre negociação entre a pessoa jurídica contratante e a operadora ou administradora do plano. Nesses planos coletivos, os que têm menos de 30 beneficiados têm o mesmo percentual de reajuste por operadora. Dessa forma, a ANS consegue observar o reajuste médio, separando os planos por porte. Nos dois primeiros meses de 2026, os planos com 30 ou mais vidas, como classifica o jargão do setor, subiram 8,71% em média. Já os com até 29 clientes, 13,48%. De acordo com a ANS, 77% dos clientes são de planos com 30 ou mais vidas.
PRODUTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR NA MERENDA ESCOLAR
Cerca de 8 mil escolas do Paraná que recebem recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e concentram mais de 2 milhões de matrículas, poderão adquirir alimentos da agricultura familiar para a produção de merenda escolar utilizando o Contrata+Brasil, plataforma do governo federal que simplifica as contratações públicas. A integração do PNAE ao Contrata+Brasil torna o processo de compra de alimentos pela rede de ensino mais simples e ágil, facilitando o cumprimento do percentual mínimo de 45% de aquisição da agricultura familiar, já previsto no Programa. Assim, a iniciativa vai conectar, em um único ambiente digital, quem produz e quem compra, ampliando o acesso de pequenos produtores ao mercado público e contribuindo para a oferta de alimentos frescos e saudáveis aos estudantes.
O QUE É O CONTRATA + BRASIL
O Contrata+Brasil é uma solução do governo federal que simplifica as contratações públicas e amplia o acesso de pequenos fornecedores a esse mercado. Com um modelo mais ágil e menos burocrático, órgãos públicos podem publicar suas demandas por serviços de reparos e manutenção e para compra de alimentos na plataforma digital e receber propostas diretamente de fornecedores cadastrados, reduzindo prazos e facilitando a contratação. Voltado principalmente a microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos produtores de alimentos, o Contrata+Brasil contribui para a inclusão produtiva e o fortalecimento das economias locais. Nos últimos meses, a plataforma ampliou seu escopo de atuação com a incorporação de novas modalidades, a exemplo do módulo para aquisição de alimentos, lançado em novembro último.