Agência Brasil completa 36 anos ampliando acesso com credibilidade
11/05/2026 às 10:23
© AGÊNCIA BRASIL

Celular, nem pensar. Computador, então, era um sonho em 1990. As novas tecnologias tornaram, com o passar do tempo, tudo cada vez mais veloz e com equipamentos menores. A Agência Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), nascida há exatos 36 anos, viu a responsabilidade se tornar maior a cada dia, conforme ressaltam pesquisadores em comunicação e entidades ligadas ao jornalismo profissional.

O antigo difusor de notícias de governo transformou-se em veículo público divulgador de materiais jornalísticos profissionais de utilização gratuita. Dos maiores aos menores órgãos de comunicação do Brasil, notícias e reportagens publicadas pela agência são replicadas diariamente em todo o país.

Isso colabora, no entender dos estudiosos, para pluralização das pautas, combate à desinformação e promoção do desenvolvimento e da cidadania. “A gratuidade da distribuição da Agência Brasil democratiza o acesso a essa informação de necessidade e de demanda social”, afirmou o professor de jornalismo Pedro Aguiar, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Democratização

O veículo público teve um crescimento de 40% no percentual de acesso nos últimos dois anos, com ampliação da capilaridade e do alcance. O pesquisador destaca que a Agência Brasil presta informações relevantes de serviços públicos, como campanhas de vacinação, de educação, de inscrições para programas sociais, e também dos deveres do cidadão. O veículo tornou-se referência também na cobertura de economia ao tratar de temas do dia a dia da população.

Pedro Aguiar, que é pesquisador do tema das agências de notícias, entende que esse tipo de veículo é um investimento no desenvolvimento e não puramente na comunicação como um bem simbólico, que pode render frutos a curto prazo. Uma vacina, por exemplo, contra a desinformação.
“Tudo isso já é muito positivo, mas pode melhorar se a capilaridade dessa rede de apuração for aumentada. Qualquer agência de notícias é um investimento estratégico que um país pode fazer”, explicou.


Parte da equipe da Agência Brasil na redação de Brasília comemorando os 36 anos da Agência. Foto: Rafael Neddermeyer/Agência Brasil 
 

Jornalismo regional

Entidades representativas no país também defendem a força do papel da agência de notícias pública. Segundo o diretor de jornalismo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Moacyr de Oliveira Filho, em um país de dimensões continentais requer uma agência pública de notícias em um papel estratégico. “Leva informação confiável para todas as regiões, fortalece o jornalismo regional e contribui para o combate à desinformação”, aponta.

Para o diretor da ABI, as pautas de interesse público abrem espaço, pluralidade e compromisso com a verdade. “Ao longo dessas décadas, a Agência Brasil construiu uma trajetória marcada pelo serviço público, pela credibilidade e pela valorização do jornalismo”, considera.

Ele destaca ainda que, em um país ainda marcado por desigualdades, como o Brasil, a agência ajuda a democratizar a informação e fortalecer o direito da sociedade de ser bem informada.

“O país deve defender a Agência Brasil porque presta um serviço público essencial. Seu conteúdo abastece veículos de comunicação em todo o país, especialmente os regionais e pequenos”, afirmou Oliveira Filho.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, acrescenta que o fortalecimento do veículo público proporciona transparência pública e pluralidade de vozes. “Em um cenário marcado pela desinformação e pela concentração dos grandes meios de comunicação, uma agência pública forte garante acesso a informações de interesse público e compromisso com a sociedade brasileira”, destacou.

com ag Brasil


 


 

Comentários    Quero comentar
* Os comentários não refletem a opinião do Diário Indústria & Comércio