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Enquanto o mercado de streaming global foca em guerras de conteúdo, a brasileira Watch Brasil está direcionando seus esforços em ajustes de infraestrutura. Com foco no maior evento de futebol do mundo, a plataforma investiu para atacar o principal gargalo das transmissões via streaming: a redução da latência em 50%.
Para atingir esse objetivo, a empresa continua investindo pesado em infraestrutura e ajustes finos nos aplicativos. O movimento antecipa uma demanda sem precedentes revelada pela Kantar IBOPE Media: com 31% da audiência migrando para o streaming e 45% dos usuários mantendo o smartphone como "segunda tela" ativa, a estabilidade de rede e a velocidade de resposta tornaram-se os novos diferenciais competitivos.
A estratégia técnica da Watch Brasil baseia-se no ajuste fino de protocolo, player e aplicativos. "O mundial vai tornar o streaming uma plataforma de experiência. Em um mercado de atenção disputada, a latência é o maior motor de
churn tecnológico", explica Maurício Almeida, presidente da Watch Brasil e líder do Conselho Antipirataria da Associação Brasileira de OTTs e Streamings – ABOTTS.
Para suportar o pico de audiência projetado durante as partidas da Seleção Brasileira, a Watch Brasil investiu em uma infraestrutura escalável, capaz de suportar números elevados de acessos simultâneos, além de um arcabouço baseado em alta disponibilidade e segurança cibernética. A companhia prevê um crescimento de novos negócios de 40% durante a Abrint e um ecossistema de sell out com 20% de aumento para os provedores crescerem a base de clientes e aumentarem o ticket médio durante o mundial.
A arquitetura conta com uma operação em multi data centers independentes, garantindo redundância total e failover automático, além de uma camada de proteção Anti-DDoS de última geração para mitigar ataques massivos comuns em grandes transmissões ao vivo. Complementando a experiência do usuário, a plataforma integrou APIs de estatísticas em tempo real diretamente na interface do app, permitindo o acesso a dados da partida sem a necessidade de fechar o player, o que otimiza o consumo de memória do dispositivo e eleva o nível de interatividade.
Expansão e o Modelo Hub-as-a-Service
A Watch Brasil está transformando seu modelo de hub em uma plataforma de exportação. A partir dos escritórios de Lisboa e Miami, recém inaugurados, a empresa quer levar seu modelo de agregação, que já unifica gigantes como a Universal, a ESPN, a Globo e canais lineares em um único ecossistema, para mercados que sofrem com a fragmentação de assinaturas. Ao final do dia, a Watch Brasil aposta que a vitória no streaming será decidida nos segundos.
Segurança digital em meio ao calendário esportivo
O calendário esportivo de 2026 promete quebrar recordes de tráfego na internet brasileira. Dados recentes da Ancine e da Anatel revelam que a pirataria audiovisual gera um prejuízo anual de R$ 15 bilhões no Brasil, com cerca de 8 milhões de usuários utilizando sistemas de IPTV sem licenciamento. Durante competições de grande apelo popular, a busca por acessos gratuitos se torna a principal ferramenta de engenharia social para cibercriminosos.
Segundo Almeida, o perigo é técnico e muitas vezes silencioso. "O usuário que busca um atalho para acompanhar os jogos através de aplicativos de fontes desconhecidas ou sites não oficiais está, na prática, abrindo uma porta dos fundos em sua rede Wi-Fi. Esses softwares ilegais frequentemente contêm scripts maliciosos que podem monitorar o tráfego de dados do dispositivo, capturando desde credenciais de redes sociais até senhas de aplicativos bancários", explica Almeida.
Sobre a Watch:
Lançada em outubro de 2018, a Watch é um hub de conteúdo que oferece aos provedores de serviços de Internet a possibilidade de trabalhar com multimídia e fornecer assinaturas de séries, filmes dos maiores e melhores estúdios, incluindo os de Hollywood, além de canais lineares e aluguel por 48h dos últimos lançamentos em filmes.
Com modelo flexível e escalável, a empresa se consolidou como referência no mercado ao democratizar o acesso ao streaming para ISPs, ampliando a oferta de entretenimento, diminuindo o custo dos serviços e proporcionando uma experiência completa e personalizada para os consumidores finais. Dessa forma, a Watch amplia a retenção de clientes e diversifica a receita dos provedores de internet.
A Watch disponibiliza pacotes bem diversificados e completos, incluindo Globo (afiliadas locais e canais fechados como GE TV, Sportv, Multishow, GNT), HBO Max, ESPN, Telecine, Premiere, Combate entre outros canais, emissoras e estúdios. Também possui em seu portfólio a Awdio (uma plataforma de rádio e áudio books). Hoje, a plataforma atende milhares de ISPs em todas as regiões do Brasil, impactando milhões de usuários finais com tecnologia, inovação e conteúdo de alta qualidade.