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Caio Blat, ator e diretor, e Rogério Blat, autor, levam ao teatro a peça Subversão Kafka, que conta também no elenco com Pedro Henrique Müller e, apresentando a trilha musical ao vivo, o pianista Fernando Moura. O texto é uma adaptação dos contos Primeira Dor, O Artista da Fome e Josefina, A Cantora dos Ratos, do escritor tcheco Franz Kafka (1883–1924), que colocou na ficção autoritarismo e a opressão, tão ilógicos e absurdos, mas tão reais nos tempos de hoje.
A peça estreou em São Paulo, já foi aplaudida também Goiás, e chega a Curitiba antes de ir à Bahia. Neste final de semana, com três imperdíveis apresentações, estará no Guairinha. Caio Blat e Pedro Müller (que está substituindo Ricardo Blat) “desconstroem Kafka com ousadia e humor, convencidos que o fim dos tempos chegou”.
Colocados como o último espetáculo de uma companhia em um teatro em ruínas, esses últimos contos de Kafka falam sobre a condição do artista no mundo contemporâneo, confrontando a dedicação insana à perfeição artística ao talento que beira a fraude.
“Os três contos se intercalam com situações desafiadoras vividas pelos atores no espetáculo envolvendo a plateia no contrassenso dos acontecimentos”, explica Rogério Blat. “É um sonho fazer Kafka, um dos artistas que eu mais amo e temo, com a adaptação do Rogério”, diz Caio Blat, que estreou com o primo Ricardo, agora impossibilitado de viajar com a peça.
Subversão, sinopse:
Diante da ruína de uma companhia de Teatro de Variedades, dois artistas remanescentes realizam o último espetáculo, que tem como atração a famosa cantora Josefina, uma rata. Para surpresa dos atores, que já nem contavam com público, os ratos comparecem em peso para desfrutar da sublime arte da diva inigualável. Porém, a apresentação se torna incerta quando a cantora é anunciada e não entra em cena. Verificam que ela ainda estaria se preparando e pedem paciência ao público. Diante dessa adversidade, os atores são obrigados a improvisar para conter a ansiedade da plateia.
Já que é o derradeiro dia, eles resolvem homenagear personalidades que fizeram história na companhia e merecem ser lembrados, como o trapezista que se dedicou tanto à sua arte que nunca mais quis descer do trapézio, e o jejuador, que sofre profundamente quando o público passa a rejeitar o seu sagrado ofício. Ambos dedicaram suas nobres vidas à busca do êxtase da perfeição; porém, a plateia quer mesmo é ver e ouvir Josefina. Afinal, ela é um mito. O seu canto hipnotiza multidões e abranda as dores mais agudas desses tempos tão difíceis. Quando, finalmente, os acordes anunciam a sua entrada e ela surge com sua aparência imperial, todos silenciam e quase param de respirar. Josefina joga a cabeça para trás, abre sua boquinha rosa-pálida e emite um som — ou melhor, um guincho estridente inigualável. Mas o que tem esse canto que a tornou tão famosa?
FICHA TÉCNICA
Elenco: Caio Blat e Pedro Henrique Müller
Texto: Rogério Blat
Direção: Caio Blat
Trilha Sonora Ao Vivo: Fernando Moura
Assistente de Direção: Pedro Henrique Muller
Preparação de Corpo: Dani Visco
Preparação de Voz: Agnes Moço
Iluminação: Sarah Salgado
Cenografia: José Dias
Assistente de cenografia: Talita Nascimento
Cenotécnico: José Galdino dos Reis
Figurino: Isabela Capeto e Antônio Rocha
Assessoria de Imprensa: Ligia Lopes/Urbana Cultural, Augusto Tertarto (em Curitiba)
Comunicação e marketing: Lucas Sancho
Produção executiva: Natália Oliveira e Xandy
Direção de produção: Miçairi Guimarães e Sandro Chaim
Produção geral: Magic Arts
Realização: Fyre Entretenimento
SAC: Carinne Namba
CAIO BLAT
Com 36 anos de uma carreira consolidada, sendo 24 dedicados à Rede Globo, o ator, produtor e diretor paulistano Caio Blat, de 45 anos, é um dos maiores nomes da cena artística brasileira que atualmente foca em desenvolver e impulsionar seus próprios projetos, transitando entre a atuação e a direção no teatro e no audiovisual.
Trabalhou com grandes nomes da cena teatral brasileira, como Felipe Hirsch, Fauzi Arap, Domingos Oliveira, Elias Andreato, além de Bia Lessa, em Grande Sertão Veredas, que lhe rendeu o prêmio Shell de melhor ator em 2018.
Ao lado de Manoel Candeias, Caio é autor da adaptação do clássico da literatura Os Irmãos Karamázov, do russo Fiódor Dostoiévski. Dirigida por Caio e Marina Vianna, a peça nasceu após 20 anos de estudo e amadurecimento dos autores, a partir da leitura de diversas traduções e adaptações até a montagem final. Sucesso de público, o espetáculo recebeu dois prêmios Bibi Ferreira e está indicado ao prêmio Shell.
Sua estreia na direção foi em 2022, com o longa-metragem O Debate, escrito por Guel Arraes e Jorge Furtado, autores do livro homônimo que deu origem ao filme. Protagonizado por Debora Bloch e Paulo Betti, o filme foi rodado, montado e lançado em um tempo recorde de dois meses e muito elogiado pela crítica. No teatro, dirigiu as peças A Frente Fria Que A Chuva Traz, de Mário Bortolotto, em codireção com Caco Ciocler, em 2005; e Êxtase, de Walcyr Carrasco, com Daniel de Oliveira e Caco Ciocler no elenco, vencedora do prêmio Shell de melhor texto, em 2001.
No streaming, seus últimos trabalhos foram na novela Beleza Fatal (Max), escrita por Raphael Montes e com direção-geral de Maria de Médicis e direção de Giovanna Machline, Matheus Senra e Rafael Miranda, além do próprio Caio, que também integra o elenco da trama; e em Mar Branco (Netflix), série portuguesa de sucesso global desde a estreia.
ROGÉRIO BLAT
Autor de mais de 40 textos teatrais, indicado ao Prêmio Shell em 2008, vencedor de Prêmios Mambembe, Coca-Cola, entre outros. Começou sua carreira como assistente de direção de Ademar Guerra, foi assistente de direção do Projeto Pixinguinha quando trabalhou com grandes nomes como Jackson do Pandeiro, Marlene, Gonzaguinha e Antônio Adolfo. Com Alceu Valença realizou os shows Coração Bobo e Cinco Sentidos, como diretor de cena. Fez iluminação para shows de Ivan Lins e Geraldo Azevedo. Seu primeiro texto encenado foi Os Germens da Discórdia, com trilha de Lulu Santos. Foi autor da consagrada trilogia Andersen, O Contador de Histórias, e, com o monólogo O Patinho Feio, representou o Brasil no Festival de Teatro Jovem de Lyon, na França, em 1997. Fundador da ONG Palco Social – Oficina de Criação de Espetáculo, junto ao diretor Ernesto Piccolo, escreveu 16 espetáculos musicais, entre eles Funk-se, O Futuro Era Hoje, Com o Rio na Barriga, Dá um Jeitinho Aí, Criança Quero Ser Quando Crescer, Diferente Igual a Gente e Sorria – Você Está Sendo Roubado. Dirigiu espetáculos de sua autoria como Pamonha e Panaca e No Meio Do Nada. Também teve textos, como Camarão Azul e Feiki – É tudo Mentira, encenados recentemente. Como roteirista de TV escreveu para os programas Vida Ao Vivo Show, Linha Direta e Sandy e Junior na TV Globo. Fez preparação de atores para os Filmes 174 - Última Parada, Sonhos Roubados e Ó Paí Ó, entre outros. Desde 2016, realiza, junto a seu irmão Ricardo Blat, Oficinas de Teatro para crianças, jovens e adultos no Sesi Macapá.
Imperdível
No Guairinha, desta sexta a domingo, 8, 9 e 10 de maio de 2026. Sexta e sábado, às 20h e domingo às 18h
Ingressos de 70 a 140 reais, variando de acordo com o setor e modalidade escolhidos.Pagamento em dinheiro, PIX, cartão de débito e crédito. Parcelamento em até três vezes com juros
Vendas: Disk Ingressos e nas bilheterias dos teatros
Classificação: 14 anos (Menores de 14 anos apenas acompanhados pais/responsável legal)