
Carolina Learth, sênior head de plataformas globais do Santander. Divulgação
O
Santander X, plataforma global de empreendedorismo do Santander, anuncia uma colaboração com a
Amazon Web Services (AWS) para o lançamento do
Programa Santander X Acelera Tech AWS, que vai oferecer
2 mil bolsas gratuitas para pequenas e médias empresas
(PMEs) e startups de todo o Brasil em capacitação em tecnologia, inteligência artificial generativa e computação em nuvem. As inscrições estão abertas até 17 de maio de 2026 para
pequenas e médias empresas e também para
startups.
O programa tem como objetivo acelerar a transformação digital dos negócios brasileiros, oferecendo conhecimento prático para aumento de eficiência, redução de custos operacionais e escalabilidade. “A transformação digital hoje é um fator decisivo para a competitividade das empresas e deixou de ser opcional. O Santander X Acelera Tech AWS oferece uma formação prática, que ajuda as PMEs e startups a usar nuvem e inteligência artificial para ganhar eficiência, reduzir custos e acelerar o crescimento de forma consistente”, diz
Carolina Learth, sênior head de plataformas globais do Santander.
A iniciativa faz parte da estratégia do Santander X, plataforma presente em 11 países, que apoia empreendedores em diferentes estágios, de projetos iniciais a scaleups, além das pequenas e médias empresas, por meio de formação, benefícios e conexão com o ecossistema empreendedor.
"As startups brasileiras já entenderam o poder transformador da inteligência artificial: 53% utilizam IA em seus negócios e 31% já desenvolvem novos produtos com essa tecnologia. Elas são a prova de que é possível ir além da eficiência operacional e usar a IA para reinventar mercados. Com o programa Santander X Acelera Tech AWS, queremos levar esse mesmo potencial às PMEs e startups que ainda estão dando seus primeiros passos na nuvem. A principal barreira hoje é a lacuna de habilidades técnicas e é exatamente isso que esse programa endereça: capacitação prática, gratuita e com certificação AWS, para que mais empresas possam crescer com confiança na era da IA", afirma
Karina Lima, líder de Startups na AWS Brasil.
Empresa de Curitiba apresenta solução tech na Alemanha
O
uso de inteligência artificial na saúde e segurança do trabalho começa a ganhar escala no Brasil, especialmente em áreas historicamente marcadas por análises subjetivas, como a ergonomia. Nesse cenário, uma empresa de Curitiba levou ao mercado internacional uma solução que automatiza esse tipo de avaliação com base em dados.
A
Kinebot, especializada em automação da ergonomia, apresentou o
Kineflow durante a
Hannover Messe, na Alemanha, maior evento industrial do mundo. A ferramenta utiliza inteligência artificial para analisar as ações técnicas de trabalhadores a partir de vídeos e gerar dados estruturados sobre a sua produtividade.
A curitibana, que tem sede no Câmpus da Indústria, viajou à convite da Confederação nacional das Indústrias (CNI), após ter sido selecionada entre os três melhores projetos de 2025 a partir do programa Smart Factory, Plataforma Inovação para a Indústria, realizado em parceria com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - MDIC.
“Em Hannover, tivemos a oportunidade de apresentar o Kineflow para diferentes profissionais de diferentes países presentes na feira, além da conexão com outras empresas expositoras na feira. Essa foi uma grande oportunidade de posicionar a Kinebot mais uma vez a nível global, expandindo suas aplicações a nível europeu e levando a tecnologia de ponta desenvolvida em Curitiba para o mundo”, celebrou
Cauê Marinho, CEO e cofundador da Kinebot.
Aumento de ocorrências amplia mercado de dispositivos para pés e tornozelos
O mercado global de
dispositivos para pés e tornozelos foi avaliado em US$ 5,19 bilhões em 2025 e deve crescer de US$ 5,49 bilhões em 2026 para US$ 8,40 bilhões até 2034, segundo pesquisa de mercado da Fortune Business Insights. O estudo considera que o mercado de dispositivos para pés e tornozelos abrange implantes e dispositivos usados para
tratar fraturas, deformidades, lesões de tendões/ligamentos, artrose e complicações do pé diabético.
“As intervenções cirúrgicas na região do pé são na sua maioria decorrentes de traumas, desgastes articulares e deformidades adquiridas, como o joanete e o pé plano. O impacto repetitivo destas caminhadas leva ao desgaste natural de articulações nos membros inferiores e ao desenvolvimento de deformidades”, afirma
José Antônio Veiga Sanhudo, ortopedista, traumatologista e membro da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé - ABTPé. O médico também atua no desenvolvimento de tecnologias específicas para os pés com a
NeoOrtho, fabricante referência em implantes.
O aumento da demanda por cirurgias ortopédicas em pés é causado pelo envelhecimento populacional, maior envolvimento das pessoas em atividades esportivas, diabetes e acidentes de trânsito. Entre 2006 e 2024, segundo o Ministério da Saúde, houve aumento de 134,5% no diagnóstico de diabetes no Brasil. “Em casos mais graves da diabetes o paciente pode necessitar de cirurgias extensas com longos períodos de recuperação e até amputação do membro”, completa Sanhudo.
O médico também aponta como motivo comum as colisões no trânsito. “Com alta frequência de acidentes, ocorrem fraturas graves nesta região anatômica. Desta forma, é estimado que as lesões nos membros inferiores têm se tornado mais frequentes nos últimos anos”, comenta.
Uso de sistemas inteligentes ganha força no food service
Os softwares
ERP (Enterprise Resource Planning, ou Planejamento de Recursos Empresariais) atuam como plataforma que automatiza diversas áreas de uma empresa —finanças, recursos humanos, cadeia de suprimentos, manufatura e relacionamento com o cliente. Ao integrar essas informações, o ERP auxilia na tomada de decisão.
O mercado global de sistemas ERP deve atingir US$ 110,15 bilhões até 2034, segundo a Precedence Research — um avanço que representa um crescimento médio anual de 7,1% na próxima década. “Os ERPs se tornaram verdadeiros centros de inteligência dos negócios”, afirma
Carlos Drechmer, CEO da
ACOM Sistemas, empresa responsável pelo EVEREST 3.0, ERP voltado ao setor de food service.
“No segmento de bares e restaurantes, por exemplo, o sistema permite realizar a gestão completa do estoque, controlar documentos fiscais, administrar a produção, controlar os fluxos financeiros, e muito mais, de forma integrada". Fundada em 2003, a ACOM Sistemas é uma empresa de tecnologia com sede em Curitiba, que atende mais de 300 grupos no segmento de food service, totalizando cerca de 2000 CNPJs, em todo o Brasil.
Entre os segmentos que mais utilizam softwares ERP, o setor de serviços lidera a participação em receita, respondendo por 27,1% do total em 2024, segundo a pesquisa. Nesse segmento, os sistemas são aplicados principalmente na gestão de recursos, no planejamento de projetos e na administração do relacionamento com clientes, áreas que exigem alta eficiência operacional.