O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou ao Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) nesta terça-feira (5) um conjunto de novos equipamentos que somam R$ 10,41 milhões em investimentos para a corporação. Entre os itens, o destaque são cinco motos aquáticas do tipo Rescue Runner, modelo inédito no Brasil voltado exclusivamente para operações de busca e salvamento em ambientes aquáticos complexos, como enchentes urbanas, rios com correnteza e áreas com obstáculos naturais.
A entrega integra o maior pacote de investimentos da história do Paraná para as forças de segurança, com R$ 338 milhões repassados pelo Governo do Estado, e representa um avanço significativo na capacidade de resposta dos bombeiros paranaenses em diferentes tipos de ocorrência.
“É o maior pacote de investimentos já realizado de uma só vez na segurança pública do Paraná, com equipamentos modernos para todas as forças. Estamos trazendo o que há de melhor no mundo para dar estrutura e melhores condições de trabalho aos nossos profissionais, o que impacta diretamente na proteção da população”, afirmou o governador durante a entrega.
Desenvolvidas na Suécia pela empresa Safe at Sea, referência internacional em soluções para salvamento, as embarcações foram projetadas desde a origem para resgates em condições extremas, como corredeiras, enchentes urbanas e áreas com obstáculos naturais. Compactas, robustas e altamente versáteis, elas são utilizadas em mais de 30 países e se destacam por alcançar locais onde embarcações convencionais não conseguem operar.
Diferentemente das motos aquáticas tradicionais, os equipamentos contam com propulsão a jato, sem hélice externa, o que aumenta a segurança para vítimas e operadores. A plataforma traseira integrada permite o resgate direto, sem necessidade de adaptações, enquanto o casco reforçado garante estabilidade mesmo em águas turbulentas e com presença de pedras. A alta manobrabilidade e a capacidade de operar em áreas rasas ampliam o alcance das equipes em cenários críticos.
Na prática, a nova tecnologia reduz o tempo de resposta e aumenta a precisão das operações, permitindo que bombeiros acessem rapidamente vítimas isoladas em áreas de difícil acesso, com maior controle e segurança durante o resgate.
O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, tenente-coronel Emmanuel Pinto, destacou que o pacote faz parte de uma estratégia contínua de fortalecimento da corporação. “Estamos ampliando nossa estrutura com equipamentos voltados diretamente às missões de busca e salvamento, o que fortalece a capacidade de atuação em todo o Estado. É um investimento planejado, que vem sendo executado ao longo dos últimos anos”, disse.
Segundo o subcomandante, a distribuição dos equipamentos segue um modelo integrado de resposta a emergências. “A ideia é posicionar esses recursos em pontos estratégicos, com equipes preparadas para uma resposta rápida. Trabalhamos com o conceito de força-tarefa, em que diferentes unidades convergem para o local da ocorrência conforme a gravidade da situação”, acrescentou o coronel Emmanuel.
O comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), major Ícaro Gabriel Greinert, ressaltou que o diferencial das motoaquáticas está no projeto voltado especificamente para cenários de desastre. “Esse tipo de embarcação foi desenvolvido exclusivamente para resgate, com características que permitem operar em enchentes urbanas e rios com obstáculos. O casco em polímero possibilita contato com estruturas como veículos e pedras sem comprometer a operação, algo que não ocorre com embarcações convencionais”, explicou.
O oficial também destacou recursos que ampliam a capacidade de atuação em ambientes críticos. “Ela permite a limpeza do sistema de propulsão durante o uso, o que é fundamental em áreas com muita sujeira, além de oferecer mais estabilidade e navegação noturna. A partir da experiência que tivemos em operações no Sul do País, conseguimos validar o desempenho e estruturar a implantação dessas embarcações no Paraná, com treinamento de equipes e integração à força-tarefa”, complementou Greinert.
Cada moto aquática pode ser operada por um bombeiro e realizar o resgate de até duas vítimas simultaneamente, ampliando a eficiência das equipes em ocorrências de alta complexidade. O equipamento também facilita o acesso a áreas onde antes seria necessário montar sistemas de cordas ou utilizar embarcações maiores, reduzindo riscos e otimizando o tempo de atuação.
Foto: SECOM