
Órgãos de comunicação estatal dos Emirados Árabes Unidos noticiaram que a nação vai se retirar da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) — aliança de grandes nações produtoras de óleo bruto. A decisão passaria a valer já no dia 1º.
Os órgãos acrescentaram que os Emirados também vão abandonar a aliança mais ampla, chamada Opep+. Explicaram que o afastamento teria o objetivo de aprimorar a capacidade do país de responder a “crescentes demandas no mercado” e anunciaram que os Emirados Árabes Unidos pretendem aumentar a produção “de forma gradual e cautelosa”.
Com 12 membros, a Opep foi formada em 1960 para competir com companhias petrolíferas ocidentais. A Opep+ inclui países adicionais, como a Rússia e o México. As duas alianças proporcionam segurança e estabilidade ao mercado de energia.
Conforme comentários publicados na mídia ocidental, a saída dos Emirados segue-se a anos de frustração com outros membros, incluindo divergências sobre política de produção de petróleo e a resposta ao conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã.
A agência de notícias Bloomberg avalia que o afastamento representará uma perda significativa para a Opep e a “enfraquecerá estruturalmente”