
Divulgação Hotmilk
Quase quatro em cada dez estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos relatam já terem sofrido humilhações no ambiente escolar, segundo dados do IBGE. Diante desse cenário, a
I-Capy, startup residente da
HOTMILK, ecossistema de inovação da
Pontifícia Universidade Católica do Paraná – que reúne mais de
167 startups e conecta negócios que pretendem somar R$ 723 milhões em faturamento neste ano – foi criada para atuar como uma infraestrutura de cuidado, estruturando uma jornada de prevenção contra
bullying nas escolas.
Nascida da interseção entre educação, tecnologia e saúde mental, a iniciativa busca resolver a dificuldade das instituições de ensino em lidar com o bullying, que costuma ser silencioso e tratado apenas após o seu agravamento. “Apesar de ser um tema amplamente discutido, muitas situações não chegam ao conhecimento da gestão ou são percebidas apenas quando já geraram impactos significativos no aprendizado e na saúde mental dos estudantes. A I-Capy surge justamente para preencher essa lacuna e fortalecer a cultura preventiva nas escolas”, explica
Gustavo Henrique Soares Tedesco, fundador da startup.
Na prática, a I-Capy é estruturada em etapas que combinam formação, escuta ativa e análises de dados. O processo começa em um ambiente EAD, capacitando toda a comunidade escolar, incluindo professores, alunos, pais e responsáveis, para atuar de forma ativa na prevenção do bullying. Em seguida, os estudantes passam a interagir com o "Capy", um chatbot focado em estimular o autoconhecimento por meio de reflexões e desafios. A inteligência artificial que foi treinada com 3 mil frases tóxicas, 24 temas sensíveis e 12 subculturas digitais. A IA analisa essas interações e identifica padrões comportamentais, mapeando a gravidade de cada caso.
As informações são transformadas em painéis (
dashboards) que orientam gestores a tomarem decisões baseadas em evidências e, quando necessário, conectam a escola a profissionais de saúde mental. “O bullying, na maioria das vezes, não começa com episódios explícitos de violência, mas com sinais sutis, refletidos em mudanças de comportamento, isolamento, conflitos recorrentes, que são difíceis de identificar no dia a dia. A tecnologia possibilita captar esses sinais de forma estruturada, transformando percepções subjetivas em informações acionáveis para que a escola deixe de atuar de forma reativa e passe a adotar uma abordagem preventiva”, destaca o cofundador da startup Amaury Dudcoschi Júnior.
Startup leva tecnologia a evento global de energia
Com apoio do
Sebrae/PR, a startup curitibana
Brainzz representou o Paraná na
CERAWeek, conferência anual para o setor de energia realizada em Houston, no Texas. Organizado pela S&P Global, o evento ocorreu entre 23 e 27 de março e reuniu executivos, autoridades governamentais e líderes dos setores de energia, tecnologia e finanças.
Liderada pelo empreendedor
Bruno Ribeiro Ruy, a startup atua há cerca de três anos no desenvolvimento de experiências imersivas com realidade estendida, desenvolvendo soluções de realidade virtual, gêmeos digitais e tecnologias para inovação no Brasil e também no mercado internacional.
“Nosso foco é criar experiências imersivas, simuladores e produtos que resolvem dores reais do mercado. Temos soluções imersivas aplicadas em vários setores, como saúde, educação, indústria, imobiliário e treinamentos”, explica Bruno.
A solução apresentada no evento foi um simulador imersivo desenvolvido para a GE Vernova, dos Estados Unidos, empresa global que atua focada na transição energética. O projeto apresentado é fruto de uma parceria entre a Brainzz, responsável pelo desenvolvimento da experiência virtual (software), a Real Drive, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de simuladores e que desenvolveu o simulador físico (hardware), e a BIM Start, que esteve à frente da gestão da solução.
Positivo destaca evolução na fabricação de notebooks
O padrão de qualidade dos
notebooks fabricados no Brasil tem evoluído de forma consistente nos últimos anos, e hoje já é possível destacar o nível de excelência da indústria nacional, tanto em desempenho quanto em confiabilidade e experiência de uso. A
Positivo, marca brasileira da
Positivo Tecnologia e referência na produção de computadores, smartphones e tablets, é um exemplo claro desse avanço e evidencia essa mudança de patamar.
“Os produtos nacionais, que outrora eram vistos como uma alternativa mais acessível, hoje se consolidam como opções tecnicamente maduras, capazes de atender a todas as necessidades dos usuários. Tudo isso com os mesmos protocolos de engenharia, validações e testes aplicados nas indústrias de maior reconhecimento global”, destaca
Daniela Colin, diretora de Procurement e Desenvolvimento de Produtos da Positivo Tecnologia.
Na prática, o consumidor brasileiro encontra no mercado nacional notebooks com o mesmo nível de desempenho e estabilidade presentes em marcas estrangeiras. Essa evolução deixa claro que a diferença entre os produtos não está na origem, mas no projeto. O resultado são equipamentos confiáveis, com ciclos de vida prolongados e padrões que atendem desde estudantes até profissionais que dependem de um computador de alto desempenho para trabalhar.
“Nos últimos anos, a indústria brasileira deu um salto técnico importante. Os notebooks fabricados aqui seguem os mesmos protocolos, o que se traduz em equipamentos confiáveis, com desempenho consistente e qualidade equivalente à de modelos importados”, afirma a executiva. Para a Positivo Tecnologia, esse avanço é sustentado por investimentos contínuos em engenharia, propriedade intelectual e processos industriais consolidados.
Alternativa ao plástico stretch une eficiência e retorno financeiro
Você sabia que
empresas logísticas chegam a gastar um quilo de filme plástico apenas para manter a carga presa ao pallet de transporte? O material descartável não pode ser reaproveitado pelo setor e é descartado após o uso. Conhecido como ‘stretch’, a solução ainda é utilizada por quase todo setor logístico, mas o cenário pode mudar com uma inovação brasileira: as cintas reutilizáveis. O recurso desenvolvido pelo engenheiro
Leandro da Silva Hiebl, CEO da
AgilFix, já impediu o uso de mais de 7500 toneladas de plástico em uma década de comercialização.
O executivo explica que, além de gerar um volume massivo de resíduos, o plástico descartável representa um custo recorrente elevado para as empresas. “Em um cenário em que práticas ESG ganham protagonismo, reduzir esse desperdício deixou de ser apenas uma questão ambiental e passou a ser também uma decisão estratégica. O empresário conta que, fazendo a troca, é possível obter o Retorno sobre Investimento (ROI) em até três meses em alguns casos”, afirma.
Com sede em
Joinville (SC), a AgilFix é uma empresa brasileira pioneira no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor logístico, especializada na fabricação de cintas reutilizáveis para amarração de cargas.
O CEO da AgilFix, que hoje produz cerca de 17 mil cintas reutilizáveis por mês e já conta com os produtos em praticamente todo território nacional, destaca que os temas da sustentabilidade e das práticas ESG se tornaram um pilar que as empresas logísticas precisam alcançar para crescer no mercado. No entanto, o investimento neste tipo de solução reutilizável não é apenas uma decisão guiada pela cultura das empresas, mas, sobretudo, pela eficiência financeira e operacional.