G7 e OAB voltam a pedir criação do TRF no Paraná
29/04/2026 às 05:00
Nesta terça-feira (28), o G7 Paraná e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB Paraná) alinharam a estratégia para a proposta sair do papel

A pauta envolvendo a criação de um Tribunal Regional Federal (TRF) no Paraná será retomada. Nesta terça-feira (28), o G7 Paraná e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB Paraná) alinharam a estratégia para a proposta sair do papel. A implantação da corte no Estado já está aprovada há 13 anos, pela Emenda Constitucional 73/2013. Porém, na época, o ex-ministro Joaquim Barbosa concedeu uma liminar suspendendo a criação, atendendo a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). "Essa é uma pauta antiga, que está parada há anos, mas que precisa ser retomada com urgência. A instalação de um TRF no Paraná é de suma importância para garantir agilidade e serenidade aos processos", afirma o coordenador do G7 Paraná e presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Em junho, completa 13 anos que o ex-ministro Barbosa deu uma liminar que suspendeu a Emenda Constitucional que cria o TRF no Paraná. As entidades e conselhos do Estado precisam trabalhar para derrubar a liminar, a qual, inclusive, nem sequer foi confirmada pelo colegiado do Supremo. A OAB Paraná vai fazer o que está ao alcance para criar o TRF no Paraná. Precisamos ter isso como bandeira”, destaca o presidente da OAB Paraná, Luiz Fernando Casagrande Pereira.
DESTINO DAS AÇÕES DO PARANÁ
Hoje, os processos e recursos do Paraná são enviados para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), instalado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que também recebe os casos de Santa Catarina. O TRF4 recebe, em média, 1 milhão de processos por ano. Atualmente, a corte tem mais de 2 milhões de ações paradas, em função da morosidade na análise por parte dos desembargadores federais. “As entidades do Paraná precisam mostrar unidade quando forem levar o pedido a Brasília. O governo estadual, o G7 Paraná e a OAB Paraná vão dar o suporte necessário para esse processo caminhar”, ressalta o vice-governador, Darci Piana. Hoje, o Brasil conta com seis TRFs. Além de Porto Alegre, há o da 1ª Região, com sede em Brasília, que atua no Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima, Tocantins e no Distrito Federal. O Tribunal da 2ª Região tem sede no Rio de Janeiro e abrange o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. A 3ª Região tem sede em São Paulo, atuando em São Paulo e Mato Grosso do Sul. E a 5ª Região, com sede em Recife, atende o Ceará, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe. Em 2022, aconteceu a criação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), em Belo Horizonte, com jurisdição em Minas Gerais.
PRESENÇA FEMININA NO SETOR AUTOMOTIVO
O cenário das oficinas e indústrias automotivas no Brasil passa por uma transformação silenciosa, mas robusta. Segundo dados da Oficina Brasil, a presença feminina no mercado de reparação cresceu 230% em apenas seis anos, saltando de 5% em 2019 para os atuais 16,5%. É neste contexto de ascensão que a Autopar 2026 (Feira de Fornecedores da Indústria Automotiva), que acontece entre 6 e 9 de maio, no Expotrade, em Pinhais, destaca a participação da AMMA (Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo). Esse movimento ganha ainda mais força: em parceria com a associação, a feira contará com o Auditório AMMA, um espaço exclusivo com programação de quatro dias composta por palestras e vivências com especialistas. “Um espaço pensado para mulheres que não só trabalham no setor automotivo, mas que desejam fortalecer sua presença, aprender juntas e se conectar de verdade”, explica a fundadora e presidente da AMMA, Carla Norcia. Ao celebrar as mulheres que conquistam espaço na gestão, na indústria, nas oficinas e no aftermarket, a Autopar 2026 consolida um ambiente propício para trocas de conteúdo e experiências com quem está transformando o setor.
ESTIMATIVA DE SAFRA MAIOR DE CANA-DE-AÇÚCAR
A melhora na produtividade e a expectativa de uma maior área a ser colhida levam a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a estimar a produção de cana-de-açúcar em 709,1 milhões de toneladas na safra 2026/27. Caso se confirme, o resultado representa um aumento de 5,3% em relação à temporada anterior e a segunda maior da série histórica da Companhia, atrás apenas do volume colhido no ciclo 2023/24. Os dados estão no 1º Levantamento de Cana-de-açúcar 2026/27, divulgado nesta terça-feira (28) pela Companhia.  As condições climáticas observadas em 2025 devem refletir de maneira positiva nas lavouras desta safra. De maneira geral, a cultura foi beneficiada pelo clima, o que traz uma recuperação de 3,4% no desempenho, com uma produtividade média nacional estimada em 77.753 quilos por hectare.
MAIOR ÁREA PLANTADA DA HISTÓRIA
A área destinada à colheita também deve apresentar elevação de 1,9%, sendo projetada em 9,1 milhões de hectares, e, se confirmada, será a maior área colhida da série histórica da Conab. A Companhia também espera incremento tanto na área colhida como na produtividade nas lavouras do Nordeste nesta safra, chegando a 901,3 mil hectares e 61.248 kg/ha, respectivamente. A produção estimada para a região está em 55,2 milhões de toneladas, uma alta de 3,7% em comparação com o ciclo passado. Panorama semelhante é verificado para o Sul do país, com uma colheita estimada em 36,2 milhões de toneladas, aumento de 0,6%, se comparada com 2025/26.
PRODUÇÃO DE ETANOL SERÁ MAIOR
A maior produção de cana reflete em uma elevação na fabricação do etanol. Nesta primeira estimativa, a Conab traz uma projeção de produção de 40,69 bilhões de litros. Com o mercado mais favorável ao etanol, o volume representa uma alta de 8,5% em relação à última temporada diante da maior fabricação do combustível tanto de origem da cana como de milho, e pode ser um novo recorde na série histórica da Companhia.  De acordo com o levantamento, a estimativa é de se produzir 29,26 bilhões de litros de etanol oriundo de cana-de-açúcar, aumento de 7,1%. A maior parte do etanol produzido a partir da cana é hidratado, projetado em 18,29 bilhões de litros, aumento de 6,3% em relação à safra anterior. Já a fabricação de etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, é estimada em 10,97 bilhões de litros, crescimento de 8,4%. Em contrapartida, a produção de açúcar deve apresentar uma leve redução de 0,5% em relação à safra anterior, projetada em 43,95 milhões de toneladas.
CUSTOS DA AVIAÇÃO NÃO PARAM DE SUBIR
O transporte aéreo brasileiro vive um momento de tensão entre demanda aquecida e custos crescentes. Dados recentes indicam aumento de 7,7% no volume de passageiros no primeiro trimestre, enquanto o preço médio das passagens subiu cerca de 18% em março, refletindo o impacto direto da guerra sobre combustíveis e cadeias globais. Esse descompasso já produz efeitos práticos no mercado: companhias pressionadas por custos operacionais mais altos, consumidores mais sensíveis ao preço e um governo que reage com medidas emergenciais, como a criação de linhas de crédito para dar fôlego financeiro ao setor e evitar retração mais acentuada na oferta de voos. O cenário abre espaço para uma leitura estratégica que conecta economia, regulação e direito do consumidor, especialmente diante da possibilidade de queda na demanda nos próximos meses.
CURITIBA CONVENTION FAZ ENTREGA DE PRÊMIOS
O Curitiba Convention promove nesta quarta-feira (29), às 18h30, no White Hall Jockey Eventos, a edição 2026 do "Prêmio Embaixadores de Curitiba e Prêmio Capivara", principais honrarias da entidade que homenageiam os principais eventos realizados na cidade no último ano e os fornecedores que atuam no segmento de eventos e se destacam pelos serviços prestados, destacando ações inovadoras e focadas nas melhores práticas ESG. Ao todo, foram inscritos 34 eventos, que serão premiados nas categorias Eventos Técnico-Científicos (até 1 mil participantes, de 1.001 mil a 3 mil participantes, de 3.001 mil a 5 mil participantes e acima de 5.001 participantes), Feiras de Negócios, Eventos Corporativos, Eventos Culturais e Eventos Esportivos. Por sua vez, os 12 projetos inscritos no Prêmio Capivara por empresas associadas ao Convention serão premiados nas categorias Infraestrutura de Eventos (de grande e pequeno portes); Organização e Produção de Eventos; Gastronomia: restaurante, catering e fornecedores; atrativos turísticos e experiências e Serviços para Eventos. Para esta edição do prêmio foi instituída a categoria "Mantenedor destaque", através de um projeto de gamificação entre os associados do Curitiba Convention gerando um maior envolvimento e comunicação associação -associado, além de uma competição saudável, premiando as empresas que obtiveram maior engajamento com as ações da instituição.
VALORIZAÇÃO DOS IMÓVEIS
Provavelmente você já deve ter escutado frases como “imóvel é moeda forte” ou “quem compra terra nunca erra”. As mensagens já fazem parte do vocabulário do brasileiro e não é para menos, os investimentos no setor imobiliário no Brasil têm se mostrado rentáveis e estáveis historicamente, além de terem segurança jurídica.  Mesmo quem compra um único imóvel para morar com a família tem a expectativa de que ele seja também uma reserva de valor ao longo do tempo vantajosa. E, de fato, ele tem provado sua resiliência. Para se ter uma ideia, o preço de venda de imóveis usados no país registrou em 2025 a segunda maior valorização em 11 anos. Com uma alta de 6,52%, segundo o índice FipeZap, a valorização ficou acima do desempenho do IPCA-15, considerado a prévia oficial da inflação, entre janeiro e dezembro, de alta de 4,18%. E também superou o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), que teve uma queda de 1,05% no ano passado. Mesmo em tempos de instabilidade política e dificuldades na economia, com uma taxa Selic na faixa dos 15% ao ano, segundo dados de levantamento realizado pela Brain Inteligência Estratégica para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), no acumulado de 12 meses (setembro de 2024 a setembro de 2025), o país atingiu 433 mil unidades lançadas, recorde histórico. O Valor Geral Lançado (VGL) somou R$ 68,5 bilhões no trimestre e R$ 198,9 bilhões no acumulado do ano, alta de 22,9%. O Valor Geral Vendido (VGV) atingiu R$ 62,3 bilhões no trimestre e R$ 188,7 bilhões no ano, crescimento de 13,2%.
CIMENTO DA PONTE DE GUARATUBA
Todo o cimento utilizado na construção da Ponte de Guaratuba, nomeada Ponte da Vitória, no Paraná, foi produzido na fábrica em Rio Branco do Sul (PR) da Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis. Ao longo de dois anos, foram fornecidas cerca de 22 mil toneladas de cimento para a obra, o equivalente a 48 mil metros cúbicos de concreto. A nova ponte vai ligar o município de Guaratuba ao balneário de Caiobá, em Matinhos, no litoral paranaense. A inauguração está prevista para esta sexta-feira (01/05). Com 1,2 quilômetro de extensão, a construção da Ponte da Vitória utilizou um volume de concreto suficiente para erguer dois edifícios de 46 andares com aproximadamente quatro apartamentos de 80 metros quadrados por andar. Para a obra, foram selecionados dois tipos de cimento produzidos pela Votorantim Cimentos: o CP V RS, indicado para aplicações que exigem alta resistência inicial e maior rapidez na execução, e o CP IV RS, recomendado para obras que demandam elevada impermeabilidade e durabilidade, especialmente em estruturas expostas a ambientes agressivos, como o mar.
 
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