
Criança não sai da moda, mas poucos são os eventos nacionais e internacionais que estendem passarela para ela. Uma das raríssimas exceções é o Minas Trend, que há 35 edições acontece em Belo Horizonte, numa realização da Fiemg-Federação das Indústrias de Minas Gerais. Isto porque a moda infantil representa 16% da indústria têxtil. Um setor, apontam as pesquisas, que cresce 6% ao ano no país e movimenta perto de 60 bilhões de reais anualmente.
Com esses números em mente, a semana de moda de Belo Horizonte aderiu à criançada em 2024 e vem aumentando o número de desfiles infantis, retirando o staff fashion tradicional das passarelas. Na atual edição, encerrada nessa quinta-feira dia 16, quinze marcas foram à passarela do BH Shopping, com lançamentos desde recém-nascidos a adolescentes. Em destaque: Luluzinha, Oliver, Mylu, Onda Marinha, Aphabeto, Amoreco, Roana, Somnii, Noruega Baby, Keko Baby, Letut, Paraíso, Bibe Gabriela Aquarela, Pinky, Braziline, Mio Bebê e Ser Garoto &Ser Garota.
As coleções, mostrando o DNA da moda mineira, capricham no uso de tecidos naturais, nos primorosos bordados, valem-se de rendas e crochês, além de modelagens que priorizam o bem-estar das crianças. Até o Rio Grande do Norte compareceu à passarela com a marca Lima-Limão, dentro da curadoria de Isabela Capeto para o projeto Natal Pensando Moda, do Sebrae-RN.
Taciana Teodoro, produtora executiva do Minas Trend Kids, observa: “Hoje, o segmento acompanha tendências da moda adulta, mas com linguagem própria, equilibrando estilo, conforto e funcionalidade”.
Tendo o segmento Kids como nova estrela do Minas Trend, a Fiemg não só estende passarela, como abriga trinta entre os cem expositores no salão de negócios e promove palestras sobre marketing no varejo infantil, tendências globais e estratégias para o mercado 2026/2027. Enfim, “a moda infantil deixou de ser secundária”.