
A feijoada está mais em conta em 2026. Em abril, o custo médio para servir cinco pessoas caiu para R$ 94,50, frente aos R$ 102,30 registrados no mesmo período do ano passado - redução de 7,6%
Presença garantida nos almoços de família e considerada um dos pratos símbolo da culinária brasileira, a feijoada está mais em conta em 2026. Em abril, o custo médio para servir cinco pessoas caiu para R$ 94,50, frente aos R$ 102,30 registrados no mesmo período do ano passado - redução de 7,6%, segundo levantamento da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados que desenvolve soluções para a gestão da cadeia de consumo. A baixa foi puxada principalmente pelo recuo nos preços dos acompanhamentos do prato. O arroz, por exemplo, ficou 24,1% mais barato (de R$ 6,22 para R$ 4,72), enquanto carnes secas, salgadas ou defumadas caíram 12,2% (de R$ 69,03 para R$ 60,54). A farinha de mandioca teve redução de 17,5% (de R$ 10,63 para R$ 8,76), e a laranja recuou 29,6% (de R$ 8,26 para R$ 5,81). De forma similar, registraram retração os preços da linguiça (-7,6%) e das verduras (-5,1%). Por outro lado, os preços de ingredientes essenciais da receita avançaram no período. Estrela do prato, o feijão subiu 8,4%, passando de R$ 6,96 em abril de 2025 para R$ 7,54 em abril deste ano, ao passo que a carne suína teve incremento de 9,4%, de R$ 40,10 para R$ 43,88 por quilo. A farofa também apresentou aumento de 8,6%, saindo de R$ 24,41 para R$ 26,52.
PREÇO DA MAÇÃ TEM QUEDA DE 8% EM TODO O PAÍS
Os preços da maçã praticados no atacado tiveram redução de 8,89% na média ponderada no último mês nas principais Centrais de Abastecimento do país. É o que mostra o 4º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento. A queda é influenciada pela maior oferta do produto no mercado diante da intensificação da colheita tanto da variedade gala, como da fuji. Ainda de acordo com o Boletim, a expectativa para a atual safra da fruta é de aumento na produção em relação ao ciclo anterior, uma vez que o inverno do ano passado proporcionou um período prolongado de baixas temperaturas, favorecendo o adequado acúmulo de horas-frio pelas macieiras, fator essencial para a qualidade e a coloração das frutas.
LARANJA E MAMÃO, MAIS BARATOS
Além da maçã, laranja e mamão também registraram queda nos preços. No mercado da laranja, a redução de 2% na média ponderada das cotações foi verificada mesmo com o registro da proximidade do fim da safra no cinturão citrícola durante o mês de março. Já para o mamão, a Conab verificou queda nos valores de comercialização em várias localidades devido ao aumento da quantidade ofertada da variedade papaya, em especial a fruta com origem no norte capixaba e no sul baiano, e estabilidade oferta do formosa.
BANANA E MELANCIA FICARAM MAIS CARAS
Já banana e melancia tiveram elevação nos preços na média ponderada. Para o mercado da banana, as cotações subiram na maioria das Ceasas, com a alta de 10,56% na média ponderada mensal. O aumento ocorre mesmo com maior oferta da variedade prata oriunda de Minas Gerais, de Pernambuco, do Ceará e da Bahia, uma vez que a variedade nanica teve menor quantidade produzida tanto em regiões mineiras, baianas e capixabas, mas, principalmente, na microrregião de Registro (SP) e no norte catarinense, grandes regiões produtoras. No caso da melancia, o movimento na maior parte das Ceasas foi de elevação tanto dos preços quanto da oferta, com o preço registrando alta de 10,81% na média ponderada ao final do último mês. Mesmo com o aumento da comercialização, entrepostos como de Belo Horizonte e de Campinas também registraram alta das cotações diante da boa demanda local.
HORTALIÇAS MANTÊM PREÇOS EM ALTA
A alface voltou a registrar alta em março, mantendo a tendência observada desde novembro, embora com variações de menor magnitude. Na média ponderada a elevação ficou em 4,93%. O volume de alface em março foi 9,4% inferior ao registrado em fevereiro, fator que contribuiu para a pressão de alta nos preços. Além disso, a demanda manteve-se elevada ao longo do último mês, impulsionada pelo calor ainda presente no período. Pelo segundo mês consecutivo, o preço da batata apresentou alta. Desta vez, os percentuais positivos foram mais expressivos e ocorreram de forma generalizada entre as Ceasas analisadas, chegando a uma variação positiva de 18,99% na média ponderada. A elevação foi influenciada principalmente pelos menores envios do produto oriundos do Paraná (-22,1%) e da Bahia (-42,4%). No caso do tomate a alta foi mais expressiva, chegando a 38,83% na média ponderada.
CEBOLA E CENOURA, BEM CARAS
Para a cebola também foi observada alta expressiva e generalizada dos preços em todas as Ceasas analisadas. Na média ponderada, o aumento foi de 52,16% em relação à média de fevereiro. Os envios provenientes de Santa Catarina apresentaram queda de 41,7%, indicando o encerramento praticamente completo da safra 2025/26, abrindo espaço para a entrada da cebola importada. Após um período de relativa estabilidade desde agosto de 2025, com pequenas oscilações em ambos os sentidos, os preços da cenoura apresentaram forte elevação em março em todas as Ceasas analisadas, sendo que na média ponderada a alta chega a 59,15%. O cenário de menor oferta contribuiu diretamente para a valorização dos preços. Segundo o Boletim, outro fator importante que está relacionado com os maiores preços registrados é o custo do transporte, diante do aumento dos combustíveis.
CONSUMO DURANTE JOGOS DA COPA
O aumento do consumo durante grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo amplia a pressão sobre aplicativos e plataformas digitais, especialmente em setores como alimentação, varejo e serviços. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) indicam que o e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 225 bilhões em 2025, com mais de 60% dos pedidos realizados por dispositivos móveis. Em períodos de jogos, esse comportamento se intensifica e concentra parte significativa da jornada de consumo dentro dos aplicativos. Para Rafael Franco, CEO da Alphacode, empresa especializada no desenvolvimento de soluções mobile, esses períodos funcionam como um teste direto da capacidade operacional das empresas. “Durante jogos de grande audiência, o usuário não tem paciência para erro. Se o aplicativo demora, trava ou apresenta falha, ele abandona a compra e migra para outra opção”, afirma.
BRASILEIROS PARTICIPAM DE FEIRA DE ALIMENTOS NO CANADÁ
O Brasil volta a marcar presença no SIAL Canadá, uma das principais plataformas globais da indústria de alimentos e bebidas, após projetar cerca de R$ 22 milhões em negócios na edição de 2025. Em 2026, o evento acontece de 29 de abril a 01 de maio e mais de 50 empresas brasileiras participam em busca de novos mercados, compradores internacionais e oportunidades de exportação. O movimento acompanha a estratégia de internacionalização do setor, que tem utilizado feiras globais como plataforma para geração de negócios e posicionamento de produtos. Em 2024, por exemplo, o Brasil registrou cerca de US$ 3,25 bilhões em negócios imediatos e futuros durante o SIAL Paris, reforçando a relevância desses eventos para a expansão comercial. “A representatividade brasileira no SIAL Canadá é bastante consistente e coloca o país no circuito de uma das principais plataformas de negócios e tendências do setor de alimentos e bebidas”, avalia Brena Bäumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, representante do SIAL no Brasil. A edição de 2025 do SIAL Canadá reuniu cerca de 23 mil visitantes profissionais de mais de 78 países, sendo que 83% possuem poder de decisão de compra — um indicativo da alta qualificação do público. O evento conecta os segmentos de varejo, food service e equipamentos, reunindo mais de 800 expositores e marcas de 55 países.
PROFISSÃO DE CORRETOR DE IMÓVEIS ESTÁ VALORIZADA
Desde sempre, profissões tradicionais como medicina, advocacia, engenharia e afins eram as mais disputadas no vestibular e as mais bem vistas na hora de se escolher uma carreira com bom potencial futuro. No entanto, essa realidade está mudando. Ocupações até então vistas com olhar de preconceito deram lugar a admiração e deslumbre, como potencial para uma vida de luxo e ostentação, com remuneração superior às queridinhas. É o caso do corretor imobiliário. A profissão têm se destacado entre aqueles que buscam por ganhos crescentes, com possibilidade de construção de patrimônio com autonomia e liberdade, muitas vezes, não vistos em outras categorias. Uma pesquisa realizada pelo Cofeci-Creci em 2024 apontou que 19% dos corretores de imóveis estão entre os 5% mais ricos do Brasil, com rendimentos superiores a R$ 10 mil mensais. O valor é quase três vezes maior do que a média salarial no país, que de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está em R$ 3.652, referente ao trimestre encerrado em janeiro de 2026.
RENDA REAL DAS FAMÍLIAS DEVE CRESCER EM 2026
A XP projeta um aumento de 4,5% na renda familiar real (descontada a inflação) para este ano, segundo um levantamento divulgado no site da companhia. Esse avanço segue o crescimento de 4,8% registrado em 2025. De acordo com o relatório dos economistas Rodolfo Margato e Tiago Sbardelotto, o indicador, que engloba renda do trabalho, benefícios previdenciários e de proteção social, além da tributação líquida, está em uma trajetória de alta desde 2022. Margato e Sbardelotto preveem que a renda impulsionará o consumo das famílias e o PIB em 2026. A empresa projeta um crescimento do consumo de 2% (acima dos 1,4% anteriores) e uma desaceleração do PIB total de 2,3% para 1,7%, com viés de alta para a estimativa do ano atual.
DESEMPREGO SEGUIRÁ EM BAIXA
O quadro de mercado de trabalho apertado não deve ser revertido no curto prazo. A taxa de desemprego continuará em patamares historicamente baixos (entre 5,5% e 6,0%), em linha com a resiliência da atividade doméstica e o recuo da taxa de participação na força de trabalho. Nesse contexto, a renda do trabalho seguirá em alta. A XP projeta que a massa real de rendimentos crescerá 3,8% em 2026, uma desaceleração suave em relação ao ano passado. A reforma do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) exercerá um papel relevante em 2026. Como a maior parte das isenções e descontos beneficiará indivíduos de baixa e média renda, a XP estima um impacto líquido de 0,6 p.p. sobre a taxa de crescimento real da renda das famílias.
As transferências fiscais também devem contribuir de forma significativa, com destaque para os benefícios previdenciários e os pagamentos de BPC/LOAS. O ritmo de diminuição da fila de benefícios segue como uma importante fonte de incerteza. Tudo considerado, a XP projeta que a renda real disponível às famílias crescerá 4,5% em 2026, resultado próximo à expansão observada em 2025. Para 2027, nossa projeção indica aumento de 3,0%.