A troca de óleo entra na agenda ESG e vira indicador de eficiência nas indústrias
24/04/2026 às 10:01
A gestão de lubrificantes, historicamente tratada como uma operação de rotina industrial, passa por uma transformação silenciosa e estratégica. Pressionadas por metas ambientais, exigências regulatórias e compromissos públicos de descarbonização, grandes empresas começam a incorporar a troca de óleo, e todo o seu ciclo de vida , como parte relevante das agendas ambiental, social e governança.
O movimento ganha força em um contexto de escala. O mercado global de lubrificantes produziu cerca de 44 bilhões de litros em 2024 e deve ultrapassar 47 bilhões até 2026, o que amplia o impacto ambiental e econômico desse insumo dentro das cadeias produtivas. No Brasil, a produção de óleos básicos cresceu 26% em 2024, acompanhando a demanda por produtos mais tecnológicos e eficientes.
Nesse cenário, a lógica operacional muda: reduzir trocas desnecessárias, aumentar a vida útil dos fluidos e garantir destinação correta do óleo usado passa a ser indicador de eficiência , e não apenas de manutenção.
“A lubrificação deixou de ser um custo invisível para se tornar um indicador direto de sustentabilidade e performance industrial”, afirma Luiz Alberto Gomes Jr., diretor-executivo da ACIPAR Lubrificantes, distribuidora paranaense. “Empresas que monitoram melhor seus ativos consomem menos óleo, geram menos resíduos e ainda reduzem consumo energético.”
A digitalização acelera essa virada. Com a Indústria 4.0, sensores e sistemas conectados permitem o monitoramento em tempo real das condições do lubrificante, ajustando planos de manutenção conforme o uso real dos equipamentos. O resultado é a redução de desperdícios, menos paradas e menor geração de resíduos,  um tripé que dialoga diretamente com metas ESG.
A mudança também é impulsionada pela lógica da economia circular. No Brasil, o setor já opera sistemas estruturados de logística reversa, com reaproveitamento de até 70% do óleo lubrificante usado por meio do rerrefino. A prática reduz a dependência de petróleo, diminui as emissões e atende às exigências legais cada vez mais rigorosas.
Esse conjunto de fatores explica por que a troca de óleo, antes vista como uma tarefa operacional, passa a ocupar espaço nas estratégias corporativas. Em um ambiente de pressão por eficiência e transparência, até os insumos mais básicos entram no radar da governança.
Na prática, o que se observa é uma mudança de mentalidade: não se trata mais de trocar óleo no prazo, mas de gerir um recurso crítico com impacto ambiental, econômico e reputacional. E, nesse novo cenário, a lubrificação deixa de ser detalhe técnico para se consolidar como ativo estratégico dentro da agenda ESG.
 
Sobre a Acipar
A Acipar é distribuidora autorizada Moove para Lubrificantes Mobil™ e Tirreno no Paraná, com portfólio voltado aos segmentos automotivo, industrial, frotas e agro. Com mais de 18 mil clientes na carteira e cerca de 10% do mercado paranaense de lubrificantes — chegando a 40% no segmento de motos —, a operação movimenta 9,6 milhões de litros ao ano e cresceu 45% nos últimos cinco anos. Comprometida com a sustentabilidade, a empresa integra o Programa Jogue Limpo e oferece o Troca Inteligente Mobil™, solução de troca de óleo a granel que elimina embalagens individuais. Com cerca de 100 colaboradores, a Acipar une qualidade, tecnologia e responsabilidade ambiental para ampliar sua presença e relevância no mercado.
 
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