
Janeiro de 2026 registrou a maior movimentação aérea da história do país, com 12,37 milhões de passageiros transportados
O crescimento do turismo no Brasil tem impulsionado também a demanda por tecnologia especializada para o setor. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), janeiro de 2026 registrou a maior movimentação aérea da história do país, com 12,37 milhões de passageiros transportados. Desse total, 9,3 milhões viajaram em voos domésticos e 2,9 milhões em rotas internacionais, ambos os melhores resultados já registrados para o mês em 26 anos. No turismo internacional, o avanço também foi significativo. O Brasil encerrou 2025 com cerca de 9,3 milhões de turistas estrangeiros, um crescimento de 37,1% em relação a 2024, segundo dados do Ministério do Turismo do Brasil e da Embratur.
SAFRA DE CANA-DE-AÇÚCAR DEVE TER PEQUENA REDUÇÃO
A produção de cana-de-açúcar no país está estimada em 673,2 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o que representa uma redução de 0,5% em relação à temporada anterior, como mostra o 4º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar no ciclo 2025/2026. Divulgado nesta sexta-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o documento mostra que, mesmo com a queda, o país registra a maior fabricação de etanol e a 2ª maior produção de açúcar na série da Conab, ainda que a colheita de cana seja menor em relação ao ciclo passado. Os dados do levantamento também revelam que esta é a terceira maior safra de cana registrada na série histórica, atrás das temporadas de 2022/2023 e de 2024/2025. De acordo com o levantamento da Conab, somando as origens cana-de-açúcar e milho, a fabricação do etanol deve atingir 37,5 bilhões de litros, aumento de 0,8% em relação à safra passada. A alta é influenciada pela maior produção do etanol de milho. O combustível com origem no cereal, avaliado em 10,17 bilhões de litros, registra aumento de 29,8% em relação à safra passada e representa pouco mais de 27% da produção total do combustível. Já o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar está estimado em 27,33 bilhões de litros, redução de 6,9% em comparação ao ciclo 2024/2025.
PRODUÇÃO DE AÇÚCAR CRESCE
A fabricação de açúcar, por sua vez, é estimada em 44,2 milhões de toneladas, aumento de 0,1% em relação à safra anterior. A menor disponibilidade de matéria-prima limitou o aumento na produção do adoçante inicialmente previsto pela Companhia. Ainda assim, esta é a segunda maior fabricação do produto já registrada na série histórica da Companhia, perdendo apenas para a safra 2023/2024. Na safra 2025/2026, a Conab verificou o maior direcionamento da cana para a fabricação de açúcar, que contribuiu para sustentar a produção do adoçante, aumentando ligeiramente a disponibilidade em relação à safra anterior, ao passo que a produção total de etanol registrou retração em relação ao ciclo anterior, porém contrabalançada pelo avanço da produção do etanol de milho. Para o curto prazo, a transição para a nova safra tende a manter o mercado de etanol relativamente sustentado, sobretudo no segmento anidro. No caso do açúcar, o cenário internacional de maior oferta limita movimentos mais consistentes de alta, embora ainda haja suporte pontual decorrente de prêmios de exportação positivos e de eventuais incertezas no mercado externo
CLIMA DESFAVORÁVEL INFLUENCIOU NA SAFRA
A queda na safra da cana é influenciada pela diminuição em 2,6% da produtividade média nacional, resultando em 75.184 quilos por hectares, diante das condições climáticas desfavoráveis registradas durante as fases de desenvolvimento das lavouras após a colheita em 2024, principalmente na Região Centro-Sul. A perda registrada foi compensada pelo aumento da área destinada à colheita nesta safra, estimada em 8,95 milhões de hectares, 2,1% superior à área colhida no ciclo anterior. Alta também para a colheita registrada na região Sul. Com crescimento estimado de 1,9% na área destinada ao setor sucroenergético, a produção da região alcançou 36 milhões de toneladas, resultado favorecido pela recuperação da produtividade diante das precipitações superiores às observadas no ciclo anterior.
COMÉRCIO BRASIL-CANADÁ TEM EXPANSÃO EM 2026
O comércio Brasil e Canadá começou 2026 em expansão, com destaque para o desempenho das exportações brasileiras, que atingiram US$ 1,83 bilhão no primeiro trimestre. É o maior valor já registrado na história para o período. Os dados são do Quick Trade Facts (QTF), levantamento da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC). O resultado confirma a continuidade da trajetória de crescimento do intercâmbio bilateral, mesmo em um ambiente internacional marcado por instabilidade geopolítica e ajustes nas cadeias globais de suprimento por conta de conflitos mundiais. No período, a corrente de comércio avançou 10%, impulsionada principalmente pela forte alta das importações brasileiras, que cresceram 37% e somaram US$ 755 milhões. O saldo comercial permaneceu favorável ao Brasil, em US$ 1,08 bilhão. A participação do Canadá em relação a todas as exportações brasileiras ficou em 2,2%, percentual estável em relação ao mesmo período do ano anterior. Nas importações houve ganho de relevância, subindo para 1,11%, indicando maior presença de produtos do país norte-americano no mercado brasileiro.
PROCURA POR VEÍCULOS ELÉTRICOS 0KM CRESCE 32% NO PARANÁ
Os modelos eletrificados iniciaram 2026 em alta na preferência dos paranaenses. De acordo com dados do Webmotors Autoinsights, ferramenta de dados e inteligência sobre o mercado automotivo, as buscas e visitas por carros elétricos zero quilômetro no Paraná cresceram 32,3% entre janeiro e março deste ano em relação ao primeiro trimestre de 2025. Apesar de os modelos elétricos apresentarem o maior avanço proporcional, são os híbridos que concentram o maior volume de interesse neste começo de ano no estado. Entre todas as buscas por eletrificados na plataforma (considerando novos e usados somados), 74% foram direcionadas a esses modelos, ao passo que 26% corresponderam aos elétricos. Do total de modelos eletrificados na plataforma, os usados também se mantiveram aquecidos, com alta de 9,3% nas buscas e visitas em relação ao ano anterior. Os híbridos seminovos lideram com folga a procura no marketplace representando 75% do total de buscas por eletrificados desta categoria, enquanto os elétricos responderam por 25%.
CRESCE O USO DE DRONES NA AGRICULTURA BRASILEIRA
O uso de drones tem transformado a agricultura brasileira, impulsionado por ganhos operacionais e avanços na eficiência das aplicações no campo. Dados do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que o número de equipamentos em operação no país saltou de cerca de 3 mil, em 2021, para 35 mil em 2025. Entre os fatores que explicam essa expansão estão os ganhos proporcionados pela tecnologia, que apresenta desempenho equivalente aos métodos tradicionais de pulverização, além da redução no volume de insumos e no consumo de água, maior segurança ambiental e para o operador, capacidade de atuação em áreas de difícil acesso e ampliação da janela operacional em comparação com equipamentos terrestres. Um levantamento técnico da Embrapa, divulgado no documento “
Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, reúne outros benefícios dos drones na agricultura, observados a partir de diferentes estudos conduzidos no Brasil. Entre os destaques, estão a maior penetração das gotas no dossel, favorecida pelo fluxo de ar dos rotores, e a maior deposição no terço inferior das plantas, uma região de difícil acesso para pulverizadores convencionais, com índices até 1,9 vez superiores em comparação aos métodos terrestres. A análise também aponta que a pulverização com drones mantém a eficiência mesmo com volumes significativamente menores de calda, ampliando a autonomia operacional e a capacidade de cobertura das áreas, além de eliminar perdas por amassamento de plantas, comuns em operações mecanizadas, que podem chegar a até 7% na soja e 4,8% no arroz.
BRASILEIRO E O HÁBITO DO CONSUMO DE CAFÉ
No embalo do Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, dados do CREST, analisados pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB), mostram que o consumo da bebida movimentou aproximadamente R$ 12 bilhões em 2025 e que as padarias concentram mais de 41% desse volume, seguidas por redes de não empratados com 14% e hiper e supermercados com 13%, reforçando o protagonismo dos canais de conveniência no hábito do brasileiro. Ao longo do ano, foram cerca de 1 bilhão de pedidos ou transações, número que representa uma retração de 17% na comparação com 2024. Já o gasto total apresentou queda de 6% no mesmo período. O levantamento revela que o café segue fortemente associado a momentos específicos do dia, com mais de 64% do consumo concentrado nas refeições matinais, enquanto o lanche da tarde responde por 26% das ocasiões, evidenciando o papel da bebida como parte da rotina. O perfil do consumidor também permanece consistente, com mais de 83% do consumo vindo de adultos acima de 25 anos, o que demonstra uma base consolidada, ainda que impactada por mudanças recentes de comportamento. Entre os principais motivadores de consumo, conveniência, hábito e indulgência continuam relevantes, embora tenham perdido espaço em relação ao ano anterior, refletindo um consumidor mais atento e seletivo em suas escolhas fora do lar.
RENDA REAL DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS DEVE CRESCER 4,5% EM 2026
A XP projeta um aumento de 4,5% na renda familiar real (descontada a inflação) para este ano, segundo um levantamento divulgado no site da companhia. Esse avanço segue o crescimento de 4,8% registrado em 2025. De acordo com o relatório dos economistas Rodolfo Margato e Tiago Sbardelotto, o indicador, que engloba renda do trabalho, benefícios previdenciários e de proteção social, além da tributação líquida, está em uma trajetória de alta desde 2022. Margato e Sbardelotto preveem que a renda impulsionará o consumo das famílias e o PIB em 2026. A empresa projeta um crescimento do consumo de 2% (acima dos 1,4% anteriores) e uma desaceleração do PIB total de 2,3% para 1,7%, com viés de alta para a estimativa do ano
atual.