Inflação em Curitiba fica abaixo da média nacional em março
17/04/2026 às 05:00
Enquanto o índice nacional registrou alta de 0,88% no mês, a variação na capital paranaense foi de 0,70%, segundo o Boletim da Inflação elaborado pela Fecomércio PR

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou mais moderada em Curitiba e Região Metropolitana (RMC) em março de 2026. Enquanto o índice nacional registrou alta de 0,88% no mês, a variação na capital paranaense foi de 0,70%, segundo o Boletim da Inflação elaborado pela Fecomércio PR com base nos dados oficiais. O resultado indica um comportamento mais contido dos preços na capital do estado, com pressão concentrada em grupos específicos. Em Curitiba, a inflação foi puxada principalmente pelos grupos Alimentação e bebidas, que avançou 1,64%, e Transportes, com alta de 0,85%. Por outro lado, o grupo Habitação apresentou queda de 0,30%, contribuindo para conter o índice geral. O principal fator foi a redução no preço da energia elétrica residencial, que recuou 2,18% no mês e exerceu impacto desinflacionário relevante. Segundo o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, parte das pressões recentes está associada ao cenário internacional. “O forte aumento do óleo diesel pode ser relacionado aos efeitos do conflito no Oriente Médio e seus impactos no petróleo. Diante disso, o governo federal lançou uma medida provisória com ações emergenciais para conter a alta, buscando mitigar os reflexos no preço final ao consumidor”, observa. No acumulado de 12 meses, a inflação em Curitiba e Região Metropolitana ficou em 3,03%, abaixo da média nacional de 4,14% e ainda dentro do limite superior da meta estabelecida para o período.
FAEP DIZ QUE REAJUSTE DE 19% DA COPEL É ABUSIVO
A Revisão Tarifária Periódica (RTP) da Copel em 2026 surpreendeu o setor agropecuário do Paraná. A proposta inicial da companhia é o aumento médio de 19,2%, índice bem acima da inflação de 2025 (4,26%). Diante disso e dos frequentes apagões no meio rural, que resultam no comprometimento da produção e em prejuízos financeiros, o Sistema FAEP entende que o reajuste é abusivo. “O Sistema FAEP é frontalmente contra esse ajuste”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Embora a distribuidora tenha realizado investimentos, isso não impactou positivamente os produtores rurais. Ao contrário. Os relatos dos produtores são de perdas nas produções de frango, peixe e leite e queima de equipamentos por conta da falta de energia elétrica e apagões constantes”, completa. A revisão tarifária leva em conta os investimentos, custos de transmissão e encargos setoriais realizados pela distribuidora em um período de cinco anos. Caso o aumento na conta de luz seja aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela regularização da distribuição da energia elétrica no Brasil, 5,3 milhões de unidades consumidoras serão impactadas no Paraná, sendo 311 mil no meio rural.
SEMANA S DO COMÉRCIO ACONTECE EM MAIO
Entre os dias 11 e 17 de maio, o Paraná receberá a Semana S do Comércio, o maior evento integrado do Sistema Comércio brasileiro. Coordenado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a mobilização ocorre de forma simultânea em todo o país, levando, de forma gratuita, diversas atrações de bem-estar, saúde, cultura, lazer, esporte, gastronomia, educação, tecnologia e entretenimento para a população. No Paraná, o evento é realizado pela Fecomércio PR, Sindicatos Empresariais, Sesc PR, Senac PR e Câmaras das Mulheres Empreendedoras e Gestoras de Negócios (CMEG), em 33 cidades. Na capital paranaense, as mais de 200 atividades gratuitas, serão concentradas no Parque Barigui, no Centro de Eventos Positivo, nos dias 15 e 16 de maio.
ATRAÇÕES CONFIRMADAS
Com uma programação diversa, o evento contará com palestras e espaços dedicados à área da saúde. Destaque é a participação do médico, professor, coordenador da Universidade Aberta à Terceira Idade da USP (USP 60+) e do programa USP Rumo ao Envelhecimento Ativo e membro da comissão de Direitos Humanos da USP, Dr. Egídio Lima Dórea. A palestra será no dia 15 de maio, e tem como tema “Envelhecimento Populacional e Cuidado Integral: Uma visão multidisciplinar para um Brasil que envelhece”. A ação contará com transmissão, através do canal do Senac PR no Youtube. A gastronomia também é destaque na programação da Semana S do Comércio. No dia 16 de maio, a Arena Gastronômica será palco da aula magna com a premiada chef, Manu Buffara, com a temática “Comidinhas Mágicas: Aventuras Culinárias pelo Mundo”. Eleita a Melhor Chef Mulher da América Latina pela Academia 50 Best, Manu Buffara é referência na gastronomia contemporânea, com foco na valorização de ingredientes, na cultura e nas práticas sustentáveis.
BRASILEIRO VAI REDUZINDO INVESTIMENTO NA POUPANÇA
Durante muito tempo, guardar dinheiro no Brasil tinha um destino quase automático: a poupança. Esse hábito, porém, começou a mudar e, aos poucos, o brasileiro passou a olhar além da caderneta, explorando alternativas mais interessantes na renda fixa e variável. A poupança ainda tem presença relevante, mas já não ocupa o mesmo espaço de antes. Em 2025, o estoque total da caderneta registrou saída líquida de R$ 85,56 bilhões, segundo dados do Banco Central, cinco vezes maior do que o observado em 2024. O cenário nacional reflete uma mudança mais ampla na relação dos brasileiros com os investimentos. Embora siga forte no imaginário popular, como mostra o Raio-X do Investidor da ANBIMA, a poupança já começa a perder tração, com queda de seis pontos percentuais nas citações espontâneas em relação à edição anterior do estudo. A tendência aponta para um movimento puxado pelas novas gerações, que vêm abrindo espaço para formas mais dinâmicas de investir.
MERCADO PET CRESCE MUNDIALMENTE
Impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pelo fortalecimento do vínculo entre pessoas e animais, o mercado pet se consolidou como um dos segmentos mais dinâmicos da economia global. Nesse cenário, Estados Unidos, China e Brasil assumem papel de protagonismo, cada um com características próprias que ajudam a explicar o avanço do setor. Dados recentes da Euromonitor International indicam que o mercado pet global ultrapassou a marca de US$ 200 bilhões em 2024, com expectativa de crescimento contínuo nos próximos anos. Esse avanço é sustentado por fatores estruturais, como o aumento da renda em mercados emergentes, o envelhecimento populacional e, principalmente, a chamada “humanização” dos animais de estimação.
PAÍSES EM DESTAQUE
Nos Estados Unidos, maior mercado do mundo em faturamento, o consumo é fortemente orientado por qualidade, saúde e bem-estar animal. Há uma demanda crescente por alimentos naturais, produtos sustentáveis e serviços especializados, refletindo um consumidor mais exigente e disposto a investir mais por pet. Na China, o crescimento acelerado está diretamente ligado à expansão da classe média urbana e à digitalização do consumo. O país se destaca pela forte integração entre tecnologia e varejo, com soluções que combinam e-commerce, entretenimento e experiência do usuário, um modelo que vem redefinindo o comportamento de compra no setor. Já o Brasil figura entre os maiores mercados globais em volume, impulsionado por uma das maiores populações de pets do mundo. A forte relação emocional entre tutores e animais também impulsiona o consumo, especialmente em categorias ligadas a cuidado, alimentação e bem-estar.
DESENVOLVIMENTO DE PEQUENOS NEGÓCIOS
Vinte pequenas empresas da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) iniciaram uma jornada de nove meses em busca de crescimento sustentável. Elas integram a turma do Programa de Crescimento Empresarial do Sebrae/PR, iniciativa voltada a empreendimentos que buscam mais organização, consistência e estratégia na gestão. O encontro, realizado em São José dos Pinhais, marcou o início da programação. Ao longo do período, os participantes terão acesso a diagnóstico empresarial, planejamento estratégico, consultorias, acompanhamento especializado e conteúdos direcionados para apoiar a superação de desafios. “Crescer exige mais do que observar o mercado. É necessário olhar para dentro da empresa. O programa foi estruturado para apoiar esse movimento, contribuindo para a organização de processos, o fortalecimento da gestão e a tomada de decisões com base em dados. Nosso objetivo é que cada participante desenvolva autonomia para sustentar o crescimento no longo prazo”, destacou o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Rissete. Nesta edição, 140 micro e pequenas empresas participam do programa em todo o Paraná. As atividades já começaram em Cascavel, no dia 8, e em Curitiba, no dia 9, com novas turmas previstas para as próximas semanas.
FICHA DE REGISTRO DE HÓSPEDES DIGITAL ENTRA EM VIGOR NO DIA 20
A menos de cinco dias do prazo final de adoção da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital por meios de hospedagem de todo o Brasil, quase 83% dos empreendimentos formais do Paraná ainda precisam se adaptar ao sistema. Desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) – e obrigatória a partir de 20 de abril (segunda-feira) –, a plataforma já é operada por 157 dos 917 estabelecimentos regulares do estado, agilizando o check-in dos clientes, eliminando o uso de papel e aumentando a segurança dos dados. O número de empresas paranaenses adequadas à mudança representa cerca de 17% do total de hotéis, pousadas, resorts e outras atividades do ramo inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur).
VAREJO PARANAENSE CRESCE 2,3% EM MARÇO
A 39ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou aumento de 2,3% nas vendas do Paraná em março, na comparação anual. O estado havia registrado resultados negativos nos dois primeiros meses do ano. O estudo, que acompanha mensalmente as movimentações do setor varejista, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. No recorte regional, todos os demais estados apresentaram crescimento em março, na comparação anual. O maior avanço foi registrado em Sergipe (12,6%), seguido por Pernambuco (9,3%), Pará (8,4%), Rio de Janeiro (8,1%), Paraíba (7,1%), Piauí (6,9%), Acre (6,5%), Rio Grande do Norte (5,2%), Espírito Santo (5%), Rio Grande do Sul (4,7%), Maranhão (4,4%), Tocantins (3,7%), Ceará (2,9%), Goiás (2,7%), Bahia (2,6%), Amazonas, São Paulo e Mato Grosso (2,4%), Rondônia e Distrito Federal (2,3%), Roraima (2,2%), Minas Gerais (1,8%), Amapá (1,5%), Santa Catarina (1,1%), Alagoas (0,9%) e Mato Grosso do Sul (0,1%). Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, os resultados regionais de março mostram um cenário mais positivo na comparação anual, mas ainda insuficiente para caracterizar uma recuperação consistente do varejo brasileiro.
 
 
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