Nunca se comercializou tanto carro usado no Paraná, como em março
16/04/2026 às 05:00
Em março, foram comercializadas 149.629 unidades, número superior a qualquer outro mês dos últimos nove anos. O desempenho representa altas de: 27,1% acima do número registrado em março de 2025 (117.739 unidades) e 24,8% superior a fevereiro deste ano (11

O mercado automotivo paranaense acaba de atingir sua melhor marca mensal em quase uma década. Segundo levantamento da Assovepar (Associação dos Revendedores de Veículos do Paraná), com base nos dados da FENAUTO – que iniciou seus registros há nove anos –, março de 2026 foi o mês com o maior volume de transferências de propriedade em todo o Estado desde o começo da série histórica. Foram comercializadas 149.629 unidades, número superior a qualquer outro mês dos últimos nove anos. O desempenho representa altas de: 27,1% acima do número registrado em março de 2025 (117.739 unidades) e 24,8% superior a fevereiro deste ano (119.923 unidades). No acumulado do primeiro trimestre, o Paraná soma 384.721 veículos vendidos, crescimento de 14,2% sobre os 336.854 do mesmo período de 2025. Para a Assovepar, o recorde dos últimos nove anos confirma a forte retomada do setor, impulsionada por crédito mais acessível, confiança do consumidor e custo benefício. “Desde que a FENAUTO passou a consolidar esses dados, nunca tivemos um mês tão forte no Paraná. É um marco histórico para os revendedores paranaenses”, destaca o presidente da Assovepar, César Lançoni Santos.
FINANCIAMENTO DE VEÍCULOS TEVE AUMENTO DE 17% NO 1º TRIMESTRE NO PR
As vendas financiadas de veículos no Paraná no primeiro trimestre de 2026 somaram 148,1 mil unidades, alta de 17,4% em relação às 126,1 mil unidades registradas no mesmo período de 2025. O levantamento foi feito com dados da Trillia, nova linha de negócios da B3 dedicada a Dados, Analytics e Inteligência Artificial. No acumulado de janeiro a março, os autos leves seguiram na liderança dos financiamentos no Paraná, com 115,3 mil unidades financiadas no primeiro trimestre de 2026, avanço de 18,2% frente às 97,5 mil unidades no mesmo intervalo de 2025. Dentro desse grupo, os veículos 0 km somaram 20,3 mil unidades, alta de 26,3% em relação às 16 mil unidades do primeiro trimestre do ano passado, enquanto os usados atingiram 95 mil unidades, crescimento de 16,7% ante 81,4 mil unidades. O segmento de motos teve aumento de 20,2% no trimestre em relação aos três primeiros meses do ano anterior. Foram financiadas 14,5 mil novas unidades e 10,1 mil usadas, ante 11,8 mil e 8,6 mil, respectivamente. Entre os veículos pesados, o total financiado no Paraná alcançou 8 mil unidades no primeiro trimestre de 2026, mesma quantidade registrada nos três primeiros meses de 2025.
IMPORTAÇÃO DE VEÍCULOS ELÉTRICOS TEM ALTA EXPRESSIVA NO PR
A balança comercial do Paraná registrou superávit de US$ 8,1 milhões em março de 2026, com corrente de comércio de US$ 4,1 bilhões, segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) com base em dados oficiais de comércio exterior. No mês, o destaque ficou para o avanço das importações de veículos elétricos, que refletem uma mudança relevante no padrão de consumo e na dinâmica do setor automotivo. As compras externas de veículos equipados unicamente com motor elétrico somaram US$ 116,9 milhões em março, com salto de 21.607,9% em relação ao mesmo mês de 2025. O movimento acompanha a forte expansão da demanda por veículos elétricos e eletrificados no Brasil, que vem ganhando escala tanto no mercado nacional quanto no paranaense. No acumulado de janeiro a março, as importações de veículos elétricos no Paraná somaram US$ 130,2 milhões, posicionando o estado como o 3º maior importador desse tipo de automóvel no país, atrás apenas do Espírito Santo (US$ 254,7 milhões) e Bahia (US$ 171,5 milhões). De acordo com o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, o desempenho está alinhado ao avanço do segmento no país. “Os dados de emplacamentos indicam uma rápida expansão do mercado de automóveis eletrificados no Brasil, com crescimento de 124% em março na comparação anual. Esse movimento tem reflexo direto nas importações, evidenciando a maior adesão dos consumidores a essa tendência e a tecnologias mais sustentáveis”, afirma. Além dos veículos elétricos, também se destacou a elevação das importações de automóveis com motor a combustão para até seis passageiros, que cresceram 5.806,2% no período, somando US$ 39,7 milhões.
AUMENTA DESVALORIZAÇÃO DE VEÍCULOS USADOS EM MARÇO
Após dois meses de relativa estabilidade, o mercado de veículos usados voltou a registrar crescimento na desvalorização dos modelos em março de 2026. Segundo dados do Índice Webmotors, que calcula todos os meses as variações percentuais dos valores dos carros anunciados na plataforma, os veículos do segmento apresentaram desvalorização de -0,337% no mês, o que representa uma redução de -0,136 ponto percentual nos preços desses modelos com relação a fevereiro deste ano. O comportamento observado no segmento de usados é diferente do observado entre os modelos 0KM. De acordo com os dados do índice, a categoria de novos observou uma oscilação positiva nos preços, com crescimento de +0,107 ponto percentual com relação a fevereiro. "Os primeiros meses do ano costumam observar uma movimentação mais intensa de procura por veículos. Isso explica a pouca variação de preços que observamos no segmento de usados entre janeiro e fevereiro, meses de grande demanda. A desvalorização que observamos em março indica um reajuste natural após esse período mais forte, com tendência a estabilização neste nível nos próximos meses", observa Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors.
GOVERNO FEDERAL ALTERA ALÍQUOTA DE RECOLHIMENTO DO FUNRURAL
Desde o dia 1º de abril, produtores rurais enquadrados como Contribuinte Individual estão pagando mais na contribuição previdenciária do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural). A alteração da alíquota consta na Lei Complementar 224/2025, do governo federal. Mesmo com o aumento do percentual geral, a alíquota destinada ao Senar não teve alteração. Agora, o Contribuinte Individual (empregador rural) precisa destinar 1,63% ao Funrural, sendo 1,32% para a Previdência Social, 0,11% de RAT e 0,2% para o Senar. Já o agricultor enquadrado como Segurado Especial (pequeno produtor em regime familiar) segue contribuindo com 1,5%, sendo 1,2% para a Previdência Social, 0,1% para o RAT e 0,2% para o Senar. Porém, o Segurado Especial precisa informar sua condição por meio de declaração, para garantir o enquadramento e evitar cobranças indevidas.
BOTICÁRIO ASSUME A LIDERANÇA NO SETOR DE BELEZA NO BRASIL
O Grupo Boticário se consolida em 2025 como líder do setor de beleza* no Brasil e das categorias de perfumaria, maquiagem e cuidados com a pele, segundo pesquisa do painel de lares Homescan da NielsenIQ, realizada presencialmente em domicílios urbanos do Brasil somando 90% de todo o potencial de consumo do país. Este marco é resultado direto de uma governança estruturada e sólida, garantindo a perenidade do negócio; de uma base de clientes robusta e perene, e de uma visão estratégica de um ecossistema de beleza multimarcas, multicanal e multicategoria, trabalhado com a máxima integração em formato de plataforma, conectando canais e marcas aos serviços e soluções proprietárias. Impulsionada por essa estratégia, a empresa atingiu a marca de R$ 38,1 bilhões em vendas ao consumidor (GMV - Gross Merchandise Volume) em 2025. Mesmo em um cenário de arrefecimento do consumo no segmento nacional, o resultado reforça a vantagem competitiva e a assertividade do modelo de negócio do Grupo Boticário.  “O resultado de 2025 é a prova da potência do nosso ecossistema e da assertividade da nossa estratégia multicanal e multimarcas. Fruto de um plano robusto e de uma execução de alta performance, crescemos de forma consistente e eficiente, reforçando nossa posição como líder no setor de beleza no Brasil”, diz Fernando Modé, CEO do Grupo Boticário.
PREÇO DO PETRÓLEO CAI, MAS PASSAGENS AÉREAS VÃO DEMORAR A FICAR MAIS BARATAS
A recente queda do preço do petróleo no mercado internacional reacendeu o debate sobre seus impactos no custo das passagens aéreas. Após um período de forte alta impulsionado por tensões geopolíticas, os combustíveis começaram a recuar, levantando a expectativa de redução nos preços ao consumidor. Segundo a professora de Economia da ESPM, Paula Sauer, a tendência é de alívio nos custos das companhias aéreas, já que o querosene de aviação é diretamente derivado do petróleo. “Essa queda tende a pressionar os custos para baixo ao longo da cadeia”, explica. No entanto, esse movimento não deve ser imediatamente percebido pelos passageiros. De acordo com a especialista, o repasse da redução de custos costuma ser mais lento e menos direto. “Após períodos de alta expressiva, as empresas tendem a segurar parte da queda dos preços para recompor margens e compensar perdas anteriores”, diz. O cenário recente ajuda a entender essa dinâmica. Dados do JP Morgan mostram que as passagens chegaram a subir mais de 30% em curto período, impulsionadas pelo aumento do combustível, que hoje representa cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Para o consumidor, isso significa que, embora a queda do petróleo seja um fator positivo, o impacto nas tarifas tende a ser gradual e condicionado à estabilidade do cenário internacional, ainda marcado por incertezas e volatilidade.
JUROS ALTOS E CARTÕES DE CRÉDITO SÃO OS VILÕES DO ENDIVIDAMENTO
O aumento da inadimplência das famílias brasileiras nos últimos anos está diretamente associado ao encarecimento do crédito e ao uso crescente de linhas mais onerosas, como cartão de crédito e crédito pessoal. É o que mostra estudo da LCA Consultoria Econômica, que analisa a evolução recente do endividamento e da capacidade de pagamento das famílias no país. De acordo com a LCA, a inadimplência da carteira de crédito para pessoas físicas atingiu 5,2% em fevereiro de 2026, patamar próximo ao pico histórico de 5,5% registrado em 2012. A alta recente está concentrada nas dívidas com o setor financeiro, especialmente nas linhas de crédito livre, que combinam maior acessibilidade com taxas de juros mais elevadas. A inadimplência média dessas modalidades chegou a 6,9% no período. Dentro desse grupo, o cartão de crédito se destaca como principal vetor de deterioração: a inadimplência do rotativo alcança 64,5%, enquanto o parcelado registra 13,1%. Já o crédito pessoal apresenta inadimplência de 8,4%. Em contraste, o crédito direcionado — como financiamento imobiliário e rural — mantém níveis mais baixos, de 3,2%, ainda que com leve alta recente.
 
 
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