PUCPR convida IAs para a sala de aula em ação global
Universidade faz intervenção em Nova York e São Francisco e provoca reflexão sobre papel do ensino superior no mundo Pós-IA
15/04/2026 às 11:44
Divulgação
Por meio de uma ação realizada em Nova York e São Francisco (EUA), em frente às sedes de big techs como Microsoft, Meta, Anthropic e OpenAI, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) convida as próprias inteligências artificiais a continuarem seus estudos na Universidade. A iniciativa marca o lançamento do conceito “A Pós pronta para o mundo Pós-IA”, que apresenta um novo posicionamento estratégico para a Pós-Graduação.
 
A nova campanha nasce de um movimento Institucional que busca ampliar a discussão sobre como profissionais, organizações e instituições de ensino precisam avançar em um ambiente permeado por tecnologias inteligentes. A PUCPR reforça, com isso, seu papel em formar profissionais preparados a atuar em realidades de alta complexidade, mantendo a centralidade no ser humano como elemento crítico da tomada de decisão e da criação.
 
"Na PUCPR, não vemos a inteligência artificial como uma ameaça, mas como o espelho mais avançado da nossa própria capacidade intelectual. O universo da educação não deve competir com a máquina, mas evoluir em simbiose com ela. Não estamos apenas ensinando a técnica, mas a ética, o pensamento crítico e a visão interdisciplinar que precedem qualquer linha de código. Toda tecnologia nasce de ideias e reflexões humanas, então, o nosso papel é garantir que o profissional seja o líder dessa evolução", explica Marcos Giovanella, diretor de Marketing da PUCPR.
 
A campanha publicitária é assinada pela 404 Innovation Studio e as peças exibiam mensagens pensadas para capturar a atenção de desenvolvedores, executivos e lideranças das big techs. As peças trazem mensagens como ‘The best COPILOT for AIs’, ‘No Drama LLAMA for your AI’ e ‘Open to AIs’ , convidando diretamente as inteligências artificiais a continuarem seus estudos na PUCPR.   
 
market4u acelera expansão e reforça operação logística

De origem paranaense, criado no ano de 2020 em Curitiba, o market4u se consolidou, em poucos anos, como a maior rede de mercados autônomos da América Latina. Fundada por Eduardo Córdova e Sandro Wuicik, a empresa nasceu a partir da leitura de uma demanda crescente por conveniência dentro de condomínios e rapidamente ganhou escala nacional. O ritmo de expansão se reflete nos resultados. Em 2025, a empresa faturou R$ 336 milhões e projeta alcançar R$ 500 milhões em 2026, com crescimento estimado de 72% e meta de atingir 4 mil unidades em operação. Além disso, avança agora para um novo ciclo de crescimento, com planos de iniciar operação nos Estados Unidos a partir de 2026.

A origem do negócio remonta à Byke Station, rede de vending machines criada pelos fundadores em 2018. A mudança no comportamento de consumo, com maior demanda por alimentos e bebidas, levou à adaptação do modelo e ao surgimento dos minimercados autônomos. Foi nesse contexto que, em 2020, nasceu o market4u. A pandemia, na sequência, acelerou a adoção do formato e impulsionou a expansão da rede. Com 12 unidades próprias em operação e o modelo validado, o market4u ingressou no franchising naquele mesmo ano. Desde então, caminha lado a lado com a inovação para crescer ainda mais. 

O sucesso da rede acompanha um movimento mais amplo do setor. O franchising segue em expansão no Paraná, com destaque para o segmento de Alimentação – Comércio e Distribuição, um dos principais motores desse crescimento. Dados mais recentes da Associação Brasileira de Franchising (ABF), referentes ao último trimestre, indicam que o setor movimentou cerca de R$ 2 bilhões no estado em 2025, alta de 11,2% em relação ao ano anterior, reunindo mais de 1.400 unidades franqueadas.

O que começou como um modelo enxuto evoluiu para uma rede com mais de 2.500 unidades em operação, distribuídas em cerca de 180 cidades brasileiras. As lojas, instaladas em condomínios residenciais e corporativos, funcionam 24 horas por dia, sem atendentes e com operação 100% digital, combinando praticidade e tecnologia para atender um consumidor cada vez mais orientado por conveniência e proximidade.

Para sustentar o crescimento acelerado, a empresa vem reforçando sua estrutura logística. A rede anunciou neste ano a inauguração de um novo centro de distribuição no Rio de Janeiro, o quarto da operação, que já conta com unidades no Paraná e em São Paulo.

Tokenização de ativos: próximo passo do mercado financeiro

A tokenização de ativos vem sendo incorporada ao mercado financeiro tradicional como alternativa para modernizar emissão, registro e liquidação de títulos. No Brasil, iniciativas de autorregulação e testes com infraestrutura digital colocam o país entre os protagonistas desse movimento. A tokenização de ativos, também chamada de real-world assets (RWAs), consiste em representar direitos econômicos ou de propriedade — como títulos, fundos, créditos, imóveis ou recebíveis — por meio de tokens registrados em infraestrutura digital programável, geralmente baseada em DLT ou blockchain. Mais do que “colocar um ativo na blockchain”, o processo envolve reestruturar todo o ciclo de vida do ativo, da emissão à liquidação, com regras de transferência, compliance e registro incorporadas ao sistema. 
 
Na prática, o modelo tradicional envolve múltiplos intermediários, liquidação em prazos como D+1 ou D+2 e processos de reconciliação paralelos. Com a tokenização, as regras do ativo podem ser programadas em código, permitindo liquidação quase simultânea entre entrega e pagamento (DvP), maior transparência e possibilidade de fracionamento. Projeções de consultorias internacionais indicam que o mercado de ativos tokenizados pode alcançar trilhões de dólares até 2030, embora ainda represente parcela pequena do sistema financeiro global. De acordo com Cleverson Pereira, head educacional da OnilX, o movimento é menos sobre criptoativos e mais sobre eficiência estrutural. “A tokenização é uma reengenharia do backoffice combinada com novos trilhos de distribuição. O objetivo é reduzir fricções operacionais, ampliar acesso e aumentar a eficiência da liquidação, sem abrir mão de governança e conformidade regulatória”, destaca. 
 
Os casos de uso mais avançados concentram-se em fundos de curto prazo, títulos públicos, crédito privado e operações de colateral. Nesses segmentos, a digitalização tende a gerar ganhos operacionais mais imediatos. No entanto, especialistas alertam que a escalabilidade depende da chamada “perna do dinheiro” — ou seja, da existência de ativos digitais de liquidação confiáveis, como depósitos tokenizados, stablecoins reguladas ou moedas digitais de banco central. “Entre os principais pontos de atenção estão a segurança jurídica sobre a titularidade do ativo, riscos operacionais ligados a contratos inteligentes, interoperabilidade entre plataformas e integração com o ambiente regulado. A tendência, segundo analistas, é que a expansão ocorra em ambientes permissionados, com governança estruturada e auditoria constante”, explica Pereira. 
 
Natura disponibiliza método de gestão financeira de impacto

A Natura disponibiliza parte de sua metodologia proprietária de Integrated Profit & Loss (iP&L), cuja premissa é a de que o resultado financeiro é indissociável dos impactos humano, social e ambiental. Em parceria com a Africa Creative, a companhia lança a plataforma The Future P&L, uma ferramenta online e gratuita que permite a empresas de qualquer porte e setor mensurar seu valor inspirando-se no modelo usado pela empresa.
 
A decisão de disponibilizar para outras marcas e companhias elementos da sua metodologia reflete a visão da Natura de que o sucesso operacional deve ser calculado pela capacidade de gerar valor compartilhado, integrando capitais que historicamente foram tratados como externalidades ou ativos intangíveis. A metodologia, usada pela Natura desde 2021, já registrou mais de 50 bilhões de reais em impacto socioambiental positivo em demonstrativos anuais anteriores. 
 
A plataforma The Future P&L funciona como uma calculadora interativa, com o objetivo de permitir que gestores insiram dados de suas operações de forma confidencial para visualizar o valor gerado, além dos resultados financeiros tradicionais. Com a ferramenta, a sustentabilidade passa a ser integrada à gestão financeira.
 
“A democratização da metodologia iP&L é um passo fundamental na jornada da Natura, que visa ser uma empresa 100% regenerativa até 2050. Para nós, isto significa oferecer condições para que outras organizações também possam mensurar, gerir e ampliar seu impacto positivo, transformando coletivamente a relação entre negócios e a conservação da vida no planeta”, afirma Angela Pinhati, diretora de Sustentabilidade da Natura. 

Marketing de afiliados ganha força e já responde por até 16% das vendas no e-commerce global


O marketing de afiliados vem ganhando protagonismo como um dos principais canais de aquisição de clientes no ambiente digital. Baseado na lógica de pagamento por resultado, o modelo tem avançado tanto em mercados maduros quanto em economias emergentes, impulsionado pela expansão do e-commerce, pela força dos criadores de conteúdo e pela busca das empresas por estratégias mais eficientes de conversão.

Para o estrategista de marketing e negócios, Frederico Burlamaqui, o crescimento do modelo está diretamente ligado à mudança na forma como as empresas encaram seus investimentos em marketing. “O afiliado deixa de ser apenas um canal complementar e passa a ocupar um papel central na estratégia de aquisição. É um modelo que reduz risco, porque a empresa paga por resultado, e ao mesmo tempo amplia escala, ao ativar múltiplos canais, criadores e audiências de forma simultânea”, afirma.

Segundo ele, o avanço do chamado “influencer commerce” tem sido um dos principais vetores dessa expansão. “Hoje, criadores de conteúdo não são apenas mídia, eles são canais de venda. Isso muda completamente a lógica do marketing digital, porque conecta influência com conversão direta”, explica.

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