Produção brasileira de carne deve chegar a 33 milhões de toneladas neste ano
15/04/2026 às 05:00
A soma da produção de carne de frango, suína e bovina no Brasil deve ultrapassar os 33 milhões de toneladas em 2026

A produção de carne suína e de frango deverá atingir neste ano o maior patamar na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando as 22 milhões de toneladas quando somadas. Com a inclusão da carne bovina, o valor total estimado para a produção das três proteínas é de 33,38 milhões de toneladas, volume próximo ao estimado para 2025, quando o Brasil registrou produção recorde. Essa tendência é acompanhada do aumento da disponibilidade interna de carne de aves e de suínos, como aponta o Quadro de Suprimento divulgado pela Conab. Em termos percentuais, a produção de carne suína apresenta o maior incremento previsto em relação a 2025, aproximando-se de 4%. Com o rebanho alcançando o melhor montante da série histórica, equivalente a 44,8 milhões de cabeças, estima-se que o total produzido da proteína chegue a 5,88 milhões de toneladas, superando os anos anteriores. “O cenário indica aumento da demanda e das exportações, impulsionadas pela abertura de novos mercados”, analisa o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.
EXPORTAÇÃO DE CARNE EM 2026 DEVE CRESCER 6%
O país deve exportar cerca de 1,58 milhão de toneladas, o que representa um ganho de 6,1% em comparação a 2025 e confirma o crescimento progressivo do mercado, acentuado a partir de 2020, ano em que as exportações brasileiras de carne suína chegaram ao marco de milhão de toneladas. Mesmo com a alta nas vendas internacionais, também é esperado um aumento de 3,4% para a quantidade do produto no mercado interno, com disponibilidade de aproximadamente 4,33 milhões de toneladas. A avicultura de corte também segue a tendência de ultrapassagem da série histórica. A produção deve alcançar mais de 16 milhões de toneladas, consolidando a posição do Brasil como principal fornecedor mundial. Os dados sistematizados pela Companhia demonstram crescimento de 3,6% nas exportações, com estimativa de 5,34 milhões de toneladas. “As exportações devem continuar em ascensão em 2026, graças ao baixo impacto da gripe aviária no Brasil em comparação a outros países, reflexo das boas condições sanitárias que asseguram a qualidade e segurança da produção brasileira”, avalia Rabello. No mercado interno, a disponibilidade prevista é de 10,85 milhões de toneladas. O incremento de 1,8% em relação ao ano anterior mantém as expectativas favoráveis para a comercialização do produto.
EM 2025, BRASIL SE TORNOU MAIOR PRODUTOR MUNDIAL DE CARNE BOVINA
A Conab prevê uma leve queda na produção de carne bovina, que pode chegar a 5,3% em comparação a 2025. Ainda assim, neste ano o país deve registrar a segunda maior produção da série, estimada em 11,3 milhões de toneladas produzidas. O ano de 2025 foi simbólico para a bovinocultura brasileira. Além do recorde de produção na série histórica nacional, o país alcançou a posição de maior produtor mundial de carne, pela primeira vez, na série histórica elaborada desde 1960 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com os investimentos em genética, nutrição e manejo que têm garantido maior produtividade ao plantel, a queda na produção pode ser inferior à prevista, avalia a Conab. Ainda segundo a estimativa da Companhia, 4,35 milhões de toneladas devem ser exportadas, valores que, se avaliados no conjunto da série histórica da bovinocultura de corte, superam as taxas anuais registradas entre 2018 e 2024. A redução no volume de vendas neste ano reflete o início da reversão do ciclo pecuário e a cota de salvaguarda chinesa, em vigor desde 1° de janeiro. Por meio da medida, a China, maior importadora da carne bovina brasileira nos últimos dois anos, limitou as exportações nacionais à cota de 1,1 milhão de toneladas por ano, com pagamento de sobretaxa de 55% aos valores excedidos. O país asiático também estabeleceu cotas para outros exportadores da proteína, incluindo Argentina, Austrália e Uruguai. Nessa conjuntura, as exportações de carne bovina devem atingir um volume elevado na primeira metade do ano.
PUC FAZ ATENDIMENTO PARA DÚVIDAS DO IR
O prazo para envio da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente ao ano-base 2025 começou em 23 de março e termina em 29 de maio. Embora seja uma obrigação anual, o processo ainda gera dúvidas entre os contribuintes. Para auxiliar a população, o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) do curso de Ciências Contábeis da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) realizará, nos dias 15 e 16 de abril, atendimentos presenciais voltados ao esclarecimento das regras e dos critérios de obrigatoriedade da declaração. Uma dúvida recorrente este ano diz respeito à nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Apesar de a medida estar em vigor desde janeiro, ela não terá impacto na declaração entregue em 2026. Os efeitos práticos serão contemplados na declaração de 2027. Segundo Hugo Dias Amaro, coordenador do curso de Ciências Contábeis da PUCPR, é fundamental diferenciar isenção do imposto e obrigatoriedade de declarar. “Estar isento do pagamento mensal não significa estar dispensado da declaração. A obrigação depende de outros critérios, não apenas da renda”, explica. O atendimento será destinado a contribuintes que possuam conta gov.br nos níveis prata (acesso ampliado a serviços digitais) ou ouro (acesso completo) e que não tenham, no ano da declaração, realizado investimentos em ações, criptomoedas ou atividades imobiliárias. Docentes e estudantes do curso estarão mobilizados para orientar o público sobre o preenchimento correto da declaração.
SAFRA DE GRÃOS DEVE CHEGAR A 356 MILHÕES DE TONELADAS
A produção de grãos na safra 2025/26 pode chegar a 356,3 milhões de toneladas. Os dados estão no 7º Levantamento de Grãos para o atual ciclo, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume estimado representa um incremento de 4,1 milhões de toneladas em relação à temporada de 2024/25 e uma alta de 2,9 milhões de toneladas em comparação ao 6º Levantamento publicado no mês anterior. Caso o resultado se confirme, este será um novo recorde no volume a ser colhido pelos produtores brasileiros. A área semeada no atual ciclo deve registrar um crescimento de 2%, projetada em 83,3 milhões de hectares, enquanto que a produtividade deve sair de 4.310 quilos por hectares na safra passada para 4.276 quilos por hectares no ano safra 2025/26. Mesmo com a redução prevista de 0,8%, este é o segundo melhor desempenho médio nacional já registrado pela série histórica da Companhia. A Conab prevê uma nova produção recorde para a soja, sendo estimada em 179,2 milhões de toneladas. A redução das precipitações em março garantiu melhores condições de campo para que a colheita pudesse evoluir, chegando a 85,7% da área. Mesmo com importantes estados produtores de soja apresentando um desempenho médio inferior ao registrado no ciclo passado, a produtividade média nacional das lavouras da oleaginosa foi a melhor já registrada, projetadas neste ciclo em 3.696 quilos por hectares.
MILHO, ARROZ E FEIJÃO, COM SAFRAS MENORES
Para o milho, segundo cultura mais cultivada no país, a Conab espera uma produção total de 139,6 milhões de toneladas, representando recuo de 1,1% em relação ao ciclo anterior. Enquanto que o cultivo da primeira safra do grão registrou uma elevação na área, estimada em 4,1 milhões de hectares, refletindo em uma alta da produção, podendo chegar a 28 milhões de toneladas; na segunda safra do cereal a colheita está prevista em 109,1 milhões de toneladas, redução de 3,6% em relação ao volume obtido na temporada 2024/25. A semeadura do segundo ciclo do milho está em fase conclusiva, e as lavouras se encontram desde a germinação à floração. De acordo com o levantamento da Conab, também é esperada uma menor produção de arroz. Na atual safra, a produção está estimada em 11,1 milhões de toneladas, 12,9% inferior ao volume produzido na safra passada, esse resultado é atribuído, sobretudo, à redução de 13,1% na área de plantio, aliada às condições climáticas menos favoráveis em algumas lavouras. A colheita nos principais estados produtores atinge 72% no Rio Grande do Sul, 93% em Santa Catarina e 52% em Tocantins. Assim como o arroz, a produção total de feijão indica um volume de 2,9 milhões de toneladas, redução de 5,2%, quando comparada com a safra anterior. Mesmo com a queda, o volume estimado na safra 2025/26 assegura o abastecimento interno.
ENCONTRO DE SUPERMERCADOS SEGUE ATÉ AMANHÃ
Até o dia 16 de abril, o Expotrade Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, é palco da ExpoApras 2026, um dos principais eventos supermercadistas do Brasil. Além da feira de negócios, o evento contará com um congresso com mais de 60 palestrantes e painelistas, entre eles alguns dos principais líderes do varejo brasileiro, com nomes como Pedro Joanir Zonta (Condor), Carlos Beal (Festval), José Koch (Grupo Koch) e Everton Muffato (Grupo Muffato). Ao longo dos três dias, o congresso aborda temas centrais do varejo alimentar, como inovação, tecnologia, comportamento do consumidor, gestão de pessoas, eficiência operacional, marketing, finanças e cenário econômico. Pensando no desafio com a dificuldade de contratação, turnover e o cenário de pleno emprego no Paraná, no dia 16, será realizado um Fórum de RH. Moderado pela gerente de RH da Rede Condor e vice-presidente deliberativo da ABRH-PR, Charmoniks Heuer, o fórum traz diversos especialistas para debater sobre escala 5x2, novas formas de contratação, entre outros desafios da área.
CERVEJA ALEMÃ QUE DEU ORIGEM À OKTOBERFEST SERÁ PRODUZIDA NO BRASIL
O Brasil é o terceiro maior consumidor de cerveja no mundo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Considerando o potencial do mercado brasileiro, a tradicional cervejaria alemã Hofbräu München (HB) — que pertence ao estado da Baviera e que foi a fornecedora oficial da Corte Real Bávara, além de ser a cerveja que deu origem à primeira Oktoberfest, resolveu migrar o negócio no Brasil de exportação para produção local. É a primeira vez em sua história, que sua famosa Weiss Bier será produzida fora da Alemanha para fins de distribuição. Essa operação no Brasil será coordenada pela Bier Wein, importadora fundada em 1986 e especializada em cervejas especiais desde 1993. Um processo rigoroso de homologação foi conduzido pelo Diretor Industrial e Mestre Cervejeiro da HB, Sr. Thorsten, em meados de 2025, quando visitou o Brasil e analisou algumas potenciais fábricas. O parceiro fabril escolhido foi a NewAge Bebidas, localizada na cidade de Leme, interior de São Paulo. A empresa foi fundada em 1988 e seu parque fabril conta com uma cervejaria. Marcas famosas como Schweppes, Crush e Gini, além do refrigerante Guaraná Cruzeiro fazem parte de sua história.
 
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