Pix ameaça as gigantes americanas de cartões de crédito
14/04/2026 às 05:00
As transações feitas com cartões de crédito e débito têm mostrado uma queda significativa, com a participação das bandeiras como Visa e Mastercard já abaixo de 15%

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos lançado pelo Banco Central do Brasil, já representa 54% das transações realizadas no país, um número que destaca seu impacto no mercado financeiro brasileiro. Em comparação, as transações feitas com cartões de crédito e débito têm mostrado uma queda significativa, com a participação das bandeiras como Visa e Mastercard já abaixo de 15%. Esse crescimento acelerado do Pix tem gerado preocupações nos Estados Unidos, que veem o sistema como uma ameaça direta às grandes bandeiras, que ganham um percentual sobre as transações realizadas. A reação americana não se limita apenas ao mercado brasileiro, mas também a uma possível expansão global dos pagamentos instantâneos, que pode resultar em perdas significativas para as empresas de cartões. De acordo com Marco Zanini, CEO da Dinamo Networks, "o principal motivo pelo qual os americanos não estão felizes com o Pix é que, desde o início, o Pix tem conquistado uma parcela significativa das transações realizadas com cartões de crédito e débito. As principais bandeiras de crédito e débito, Visa e Mastercard, são empresas americanas, e elas ganham um percentual sobre as transações realizadas nesses pagamentos”, diz ele.
AMEAÇA AO DOMÍNIO DOS CARTÕES AMERICANOS
“Quando compramos gasolina, fazemos compras no mercado ou na padaria, uma parte desse valor vai para as bandeiras. E o Pix tem tomado uma fatia significativa disso. O Pix já representa 54% de todos os pagamentos realizados no Brasil, enquanto os cartões vêm perdendo participação, com o último número que vi já abaixo de 15%. Isso tem um impacto muito grande", comenta Zanini. Em seguida, Zanini completa: "Se outros países começarem a adotar sistemas de pagamentos instantâneos como o Pix, as bandeiras podem perder bilhões de dólares. Então, é uma ação do governo americano para proteger as suas empresas. É natural, e a gente também defende os nossos interesses. Mas o principal motivo é que o Pix está tomando uma fatia das transações que antes eram dominadas pelos cartões de crédito, e as bandeiras estão sendo prejudicadas por isso."
ENCONTRO DEBATE REMUNERAÇÃO DE CARGOS E SALÁRIOS
O Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR) realiza, no próximo dia 16/04, o Café com Administradores com o tema: “Remuneração Descomplicada”, na Casa do Administrador, em Curitiba. O encontro é o segundo desta modalidade do ano e traz um dos assuntos mais estratégicos em uma organização: a remuneração de cargos e salários. A participação no Café com Administradores é gratuita para os profissionais registrados no Conselho, mas é necessário fazer a inscrição pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/cafe-com-administradores----remuneracao-descompliada/3369524. Para os demais interessados, o investimento é de R$ 60,00. Segundo o presidente do CRA-PR, ADM. Gilmar Silva de Andrade, a remuneração é um tema central para qualquer empresa. “Trata-se de uma forma muito inteligente de reter talento e pensar estrategicamente na valorização da equipe, sem comprometer a saúde financeira da organização”, afirma. A palestra será ministrada pelos consultores Adm. Augusto Rompkowski e Raul Zanon, autores do livro “Remuneração Descomplicada”, que atuam assessorando empresas na implementação de políticas de remuneração, planos de cargos e salários e projetos de estruturação organizacional.
DÍVIDA DAS FAMÍLIAS FICA PERTO DE ATINGIR RECORDE HISTÓRICO
Apesar do início da redução da taxa de juros, o impacto no orçamento dos brasileiros ainda é limitado. Segundo dados do Banco Central do Brasil, em janeiro de 2026, a dívida das famílias atingiu 49,7% da renda acumulada, aproximando-se do recorde histórico de 49,9%, registrado em julho de 2022. Esse movimento evidencia, portanto, uma pressão financeira persistente, observada ao longo dos últimos anos. Mesmo com a sinalização de queda da Selic, o impacto no orçamento dos brasileiros ainda tende a ser limitado no curto prazo. Isso porque o custo do crédito segue elevado em diversas modalidades, especialmente nas linhas mais utilizadas no dia a dia, como cartão de crédito e crédito pessoal. Na prática, esse cenário faz com que muitos consumidores continuem recorrendo a empréstimos para equilibrar despesas correntes, prolongando ciclos de endividamento e dificultando a reorganização financeira. Para Rodrigo Mandaliti, presidente do IGEOC (Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança), o momento exige uma mudança de postura. “A queda dos juros é importante, mas não resolve, no curto prazo, o peso das dívidas já contraídas. É fundamental retomar o controle financeiro, priorizar débitos com juros mais altos e buscar renegociações que caibam no orçamento”, afirma.
PESQUISA MOSTRA QUE 69% DAS COMPRAS DE CARNE SÃO FEITAS EM SUPERMERCADOS
O supermercado deixou de ser apenas um elo logístico e virou a vitrine onde a carne conquista seu consumidor. Levantamento nacional encomendado pelo movimento A Carne do Futuro é Animal e realizado pelo Instituto Qualibest ouviu 1.021 pessoas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 em todas as regiões do país. O resultado mostra que 69% das compras de carne bovina são feitas em hiper e supermercados, e que é ali, no balcão e na gôndola, que o cliente espera ver informações claras sobre origem, rastreabilidade e bem-estar animal. A carne continua um item de rotina. 63% dos entrevistados consomem a proteína duas ou mais vezes por semana e 21% uma vez por semana. 73% apontam o almoço em casa como a ocasião principal e 62% citam o churrasco como momento frequente. Esses padrões tornam a operação no ponto de venda tão decisiva quanto as promessas do campo. Com 66% citando preço, 45% frescor e 40% data de validade como prioridades, o consumidor compra com os olhos e com o bolso. Ao mesmo tempo, o consumidor exige responsabilidade já que 78% consideram importante que a carne seja produzida de forma sustentável. A confiança na qualidade da carne brasileira segue elevada, com 80% avaliando-a como boa ou ótima. Sobre saúde, 91% veem benefícios no consumo, sendo 82% que destacam a carne como fonte de proteína e 57% que citam ferro e vitaminas. Esses números mostram que o público não abandona o produto, mas pede provas simples e verificáveis no ponto de venda.
FECHAMENTO DE AGÊNCIAS DEIXA 638 CIDADES SEM BANCOS
Nos últimos dez anos, o avanço da digitalização reduziu a presença física das instituições financeiras no país. Dados do Banco Central do Brasil e do Dieese mostram que 638 municípios ficaram sem qualquer agência desde 2015, deixando cerca de 6,9 milhões de pessoas sem atendimento presencial. Atualmente, 2.649 cidades, o equivalente a 48% do total, não contam com unidades físicas, impactando aproximadamente 19,7 milhões de brasileiros. Esse movimento acelera a migração para canais remotos, amplia o papel dos correspondentes bancários e impõe um novo desafio: manter eficiência, escala e proximidade com os consumidores. Sem interação presencial, a comunicação concentra etapas como negociação e tomada de decisão, com impacto direto na conversão. 
USO DE ENERGIA SOLAR CRESCE NO BRASIL
O Brasil segue entre os mercados mais promissores para energia solar e armazenamento em 2026. Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar, é um dos países mais ensolarados, com a oportunidade de se tornar uma nação líder no setor. De acordo com a ANEEL, as fontes renováveis já representam 84,63% da matriz elétrica nacional, um dos maiores percentuais do mundo, (considerando as fontes eólica, solar e hídrica), e crescem os investimentos em tecnologias capazes de ampliar a eficiência energética, como sistemas de armazenamento e soluções inteligentes de gestão de energia.
INSTITUTO DE ENGENHARIA DEBATE A IA
 Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) promove nesta quinta-feira (16 de abril), a partir das 9h, o seminário "IA e os Desafios do Século XXI", reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir os impactos da Inteligência Artificial no futuro da sociedade, com foco em ética, governança tecnológica e transformação digital. O evento será realizado presencialmente no Centro de Eventos do IEP e contará também com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da instituição. A iniciativa tem apoio da Associação Paranaense de Engenheiros Eletricistas (APEE). A proposta é fomentar o debate sobre como a Inteligência Artificial está redefinindo setores estratégicos e influenciando decisões humanas, econômicas e sociais, posicionando-se como um espaço relevante para reflexão sobre o papel do Brasil nesse cenário. "O seminário reunirá nomes de destaque nas áreas de engenharia, tecnologia, direito e pesquisa científica, proporcionando uma visão multidisciplinar sobre os avanços da Inteligência Artificial e seus desdobramentos para a humanidade", resume o Presidente do IEP, Eng. Eletricista Nelson Luiz Gomez.
COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO ATINGIU US$ 348 BI EM 2025
O comércio internacional brasileiro alcançou um novo patamar em 2025, ao registrar US$ 348,7 bilhões em exportações, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado foi obtido mesmo em um cenário pressionado por conflitos regionais, restrições logísticas em rotas estratégicas e aumento de barreiras tarifárias, fatores que ampliaram a complexidade das operações. O crescente dinamismo desse ambiente global reforça o papel da advocacia especializada na estruturação jurídica das operações, cumprimento de acordos comerciais e sustentação da competitividade das empresas brasileiras em novos mercados. “As transformações recentes no comércio internacional, marcadas por tensões geopolíticas, regionalização de cadeias produtivas e novos acordos comerciais, têm levado as empresas a adotar estruturas jurídicas mais flexíveis e sofisticadas”, avalia André Bettega D’Ávila, sócio-coordenador da Andersen Ballão Advocacia. Segundo o advogado, a reorganização do comércio global exige uma abordagem mais estratégica na condução das operações. “Há um movimento de diversificação de riscos, com a utilização de múltiplas jurisdições para produção, distribuição e financiamento”, afirma.
 
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