Aumento excessivo no preço dos fertilizantes preocupa produtores rurais
13/04/2026 às 05:00
Entre janeiro e abril, a ureia, matéria-prima para nitrogenados, subiu mais de 64%, seguido pelo potássio, 17%, e fósforo, 14%, segundo dados de mercado

A nova escalada nos preços dos fertilizantes recolocou o custo de produção no centro das discussões. Entre janeiro e abril, a ureia, matéria-prima para nitrogenados, subiu mais de 64%, seguido pelo potássio, 17%, e fósforo, 14%, segundo dados de mercado. Fatores como crise energética, desdobramentos geopolíticos e interrupções logísticas globais, especialmente dos quelatos necessários à produção de micronutrientes, impactaram todas as cadeias de suprimento. No bolso do produtor, essa combinação explosiva resulta no aumento colossal dos gastos e causa incertezas no abastecimento de nutrientes essenciais da lavoura. “O cenário exige um novo olhar em relação à eficiência no uso de nutrientes. Na adubação convencional, por exemplo, parcelas significativas são perdidas por lixiviação, volatilização, fixação no solo e limitação na capacidade de absorção”, afirma Eli Oliveira, gerente de Desenvolvimento Técnico Comercial da Rovensa Next Brasil. São perdas na ordem de 40 a 60% de nitrogênio, 10 a 25% de fósforo e 50 a 70% de potássio. Melhorar eficiência consiste em aumentar a produtividade sem elevar a quantidade de fertilizantes sintéticos. Para tanto, o Brasil conta com amplo portfólio de biossoluções comprovadas nas condições agronômicas mais adversas. Além do apelo sustentável, também podem levar economia às propriedades rurais, afinal poucos mililitros de um inoculante tratam hectares inteiros.
FAEP TEME QUE PRODUTOR NÃO CONSIGA COMPRAR FERTILIZANTES
O cenário internacional recente acendeu um sinal de alerta para a agropecuária do Paraná. Isso porque Rússia e China, maiores fornecedores de fertilizantes do mundo, estão restringindo as exportações do produto. Diante deste fato, os produtores rurais podem encontrar dificuldade na compra do insumo para a safra 2026/27, que ocorre prioritariamente nos meses de abril, maio e junho. Para contribuir com o planejamento do agricultor, o Sistema FAEP reforça orientações práticas que podem amenizar os efeitos desse cenário de incerteza. "É importante adotar uma postura preventiva, alinhando planejamento e gestão financeira", afirma o presidente da entidade FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. "O atual cenário global exige uma mudança no ambiente do agronegócio. O produtor rural precisa fortalecer a gestão estratégica dos custos para minimizar os riscos", complementa. Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Somente em 2025, foram 45,5 milhões de toneladas adquiridas no mercado internacional. Essa dependência torna a agricultura vulnerável a movimentos globais, como as restrições temporárias impostas por Rússia e China, além das incertezas geopolíticas com a guerra no Oriente Médio. Esse contexto pode resultar tanto no aumento dos preços quanto na redução da oferta, com impactos diretos dentro da porteira.
PUBLICIDADE IMPULSIONADA POR IA
O investimento em publicidade impulsionada por inteligência artificial deve crescer de forma significativa nos próximos anos. De acordo com dados da Madison and Wall divulgados pelo Business Insider, os gastos nesse tipo de mídia devem crescer 63% em 2026, podendo atingir cerca de US$ 57 bilhões. Em comparação, anúncios que não usam ferramentas baseadas em IA devem crescer apenas 5% neste ano. Atualmente, anúncios otimizados por IA já representam 12% de todo o investimento publicitário nos Estados Unidos, crescendo 12 vezes mais rápido do que os formatos tradicionais. O movimento evidencia uma mudança estrutural no mercado, motivada pela busca por mais eficiência, escala e precisão nas campanhas. Diferentemente da publicidade tradicional, que depende de segmentações mais amplas e planejamento manual, os anúncios baseados em inteligência artificial utilizam dados em tempo real, aprendizado de máquina e automação para otimizar entregas. Para Fabio Gonçalves, diretor da Viral Nation e especialista no mercado publicitário, esse crescimento está diretamente ligado à necessidade das marcas de maximizar resultados em um ambiente cada vez mais competitivo.
FÓRUM ECONÔMICO BRASIL-CANADÁ
O Brasil e o Canadá avançam na construção de uma agenda estratégica conjunta voltada à energia, infraestrutura e recursos minerais críticos. Esses temas vão dominar a 4ª edição do Fórum Econômico Brasil-Canadá, que será realizada na quarta-feira, 15 de abril, das 13h às 17h50, em São Paulo. As atividades reunirão representantes do setor público e privado para debater caminhos de cooperação entre os dois países. O encontro promoverá discussões sobre tendências econômicas, oportunidades de investimento e o fortalecimento das relações bilaterais em um cenário global em transformação. As discussões visam contribuir para a formulação de iniciativas concretas com horizonte até 2030, com foco no crescimento sustentável e coordenado entre as duas economias. A análise de abertura será conduzida por Samuel Pessôa, economista do BTG Pactual, que abordará o tema Brasil e Canadá na Nova Economia Global. Em sua fala, ele deve destacar o fortalecimento recente da relação bilateral entre os países. No primeiro trimestre deste ano, o comércio entre ambos atingiu níveis elevados, com exportações brasileiras avançando de US$ 1,79 bilhão para US$ 1,83 bilhão em relação ao mesmo período do ano anterior, além de crescimento consistente da corrente de comércio. O desempenho reflete tanto na competitividade dos produtos brasileiros quanto no papel estratégico do Canadá como parceiro em um cenário internacional mais fragmentado.
PIX CHEGA A 170 MILHÕES DE USUÁRIOS E 7 BILHÕES DE TRANSAÇÕES MENSAIS
As novas regras de segurança do Pix implementadas pelo Banco Central em 2026 recolocam a discussão sobre governança e controle no centro da operação das instituições financeiras. Em um sistema que já ultrapassa 170 milhões de usuários, o equivalente a 80% da população brasileira e registrou mais de 7 bilhões de transações apenas em janeiro deste ano, segundo dados do Banco Central, o avanço regulatório amplia mecanismos de rastreabilidade e resposta a fraudes, com destaque para a obrigatoriedade do MED 2.0, que permite acompanhar o fluxo de valores mesmo após transferências sucessivas entre contas intermediárias. Esse movimento reflete a evolução do Pix como infraestrutura crítica do sistema financeiro brasileiro, mas também evidencia um aumento relevante na complexidade técnica das operações.
MAIOR MATURIDADE TECNOLÓGICA
Em ambientes de pagamentos instantâneos, qualquer mudança regulatória impacta diretamente a arquitetura de sistemas, a integração entre aplicações e a necessidade de validação contínua, exigindo maior maturidade tecnológica de bancos e fintechs. Com uso crescente de automação e recursos baseados em inteligência artificial para acelerar ciclos de validação e resposta operacional em ambientes de alta criticidade.  Para Juliano Videira, executivo de desenvolvimento de negócios e sócio na Vericode, empresa especializada em qualidade de software, automação de testes e observabilidade, o principal desafio está em equilibrar inovação com estabilidade operacional. “A evolução das regras do Pix exige adaptações rápidas em aplicações críticas, mas sem margem para falhas. Em sistemas que operam em tempo real, é fundamental garantir integração robusta, testes de performance e confiabilidade ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento, especialmente em cenários em que mecanismos automatizados de detecção e análise de fraude passam a apoiar a resposta operacional das instituições financeiras”, afirma.
ACP APONTA AUMENTO DA INADIMPLÊNCIA NO PARANÁ
O Serviço de Inteligência de Mercado da Associação Comercial do Paraná (ACP), com dados da Equifax, divulgou os números atualizados de inadimplência de pessoa física no Estado e na capital paranaense. Os dados mostram que o volume de consumidores com registro restritivo manteve trajetória de crescimento ao longo do mês de março. No Paraná, o total de CPFs com algum tipo de restrição passou de 3.081.186 em fevereiro para 3.102.057 no dia 1º de março, avanço de 0,68%. Na metade do mês (15 de março), o número chegou a 3.124.296, com nova alta de 0,72%. Já no início de abril, o indicador atingiu 3.139.651 inadimplentes, representando aumento de 0,49% em relação ao dado anterior. Em Curitiba, o movimento também foi de oscilação com tendência de alta. O número de pessoas físicas inadimplentes passou de 563.473 em fevereiro para 569.866 no dia 1º de março, crescimento de 1,13%. Em 15 de março, houve leve recuo para 568.969 (-0,16%), seguido de nova elevação no início de abril, quando o total chegou a 571.308 inadimplentes (+0,41%). De acordo com o Presidente da ACP, Paulo Mourão, apesar das variações ao longo do mês, o cenário geral indica pressão contínua sobre o orçamento das famílias. "O monitoramento frequente dos indicadores permite acompanhar de forma mais precisa o comportamento da inadimplência e apoiar decisões estratégicas do setor empresarial", afirma.
FÓRUM SUL-BRASILEIRO DE BIOGÁS E BIOMETANO
O 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB) começará em Foz do Iguaçu (PR), nesta terça-feira, dia 14 de abril, estendendo-se até quinta-feira, dia 16. Serão 48 horas de programação. Em nove painéis, sendo o primeiro “Biogás, Biometano e Políticas Públicas”, especialistas apresentarão contribuições para o debate sobre o futuro do setor. No Espaço de Negócios, mais de 60 expositores vão mostrar produtos, serviços, equipamentos e resultados de projetos para a cadeia do biogás. Nas visitas técnicas, os participantes irão conhecer de perto sete unidades geradoras de biogás, instaladas em seis municípios do Oeste do Paraná. Recentes avanços na legislação, especialmente a Lei do Combustível do Futuro, abrem mercado, atendem demandas históricas do setor e dão ao biometano a oportunidade de protagonismo na transição energética brasileira. Na mesma intensidade das oportunidades, essas mudanças também propõem desafios. Para o biometano atingir seu potencial de ser um dos combustíveis dessa nova era energética, vai precisar investir na qualidade do produto e dos processos, na capacidade produtiva para atender à demanda e na estrutura para aumentar a sua abrangência em um país de proporção continental. E esse “futuro” proposto pela legislação tem a urgência do “presente”. É com foco nos desafios que o 8° FSBBB define o tema central da edição: Biometano: bem feito, suficiente, bem distribuído. São mais de 800 participantes inscritos nesta edição, que tem confirmada a presença de público de 16 países. O evento, no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, reunirá especialistas, produtores de biogás, pesquisadores e representantes dos setores público e privado.
 
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