Especialista chama atenção sobre aplicação da cultura organizacional nas empresas
10/04/2026 às 10:21
Ariane Prado: “A cultura de uma empresa não é definida por palavras, mas por atitudes.”

“No mural da empresa, no site institucional e nas apresentações de onboarding, a cultura organizacional costuma ou parece ser impecável. Valores como “transparência”, foco no cliente” e “inovação” aparecem com frequência, acompanhados de missões inspiradoras e visões grandiosas.”
O comentário é de Ariane Prado  Gerente de relacionamento, especialista em atendimento ao cliente, em entrevista exclusiva à coluna CAPITAL & NEGÓCIO”, abordando o tema cultura organizacional.
 
Segundo ela, “essa cultura parece não existir no dia a dia. Surge então um desalinhamento perigoso: o que a empresa diz ser e o que ela realmente pratica. Esse fenômeno não é raro. Muitas organizações investem tempo e recursos na construção de uma identidade cultural bonita e bem articulada, mas negligenciam o principal: sua aplicação prática.”
 
Mais adiante, Ariane salienta que “a cultura deixa de ser um guia de comportamento e passa a ser apenas um elemento decorativo. Com isso, perde sua função estratégica e, pior, compromete a credibilidade da empresa.
Um dos principais motivos desse descompasso está na liderança. A cultura de uma empresa não é definida por palavras, mas por atitudes. Quando gestores não estão preparados para gerir as cadeiras que ocupam, a mensagem transmitida é clara: os valores não são reais.”
 
Para a especialista em atendimento ao cliente, que também é escritora e coautora do livro Mulheres em Facilities, “colaboradores e clientes rapidamente percebem que o comportamento interno é oposto ao discurso oficial.”
E enfatiza Ariane Prado: “as consequências desse desalinhamento são profundas. A confiança interna se deteriora, o engajamento diminui e o senso de pertencimento se enfraquece. Em longo prazo, isso impacta diretamente a produtividade, a retenção de talentos e até a reputação da empresa no mercado.”
 
Ao finalizar suas considerações sobre o tema, , ela acrescenta: “A cultura se torna um ativo vivo, que orienta decisões, fortalece relações e impulsiona resultados. Para isso, é fundamental que os valores sejam traduzidos em comportamentos claros, reforçados diariamente e exemplificados pela liderança.Mais do que definir uma cultura ideal, é preciso ter coragem para confrontar a cultura real. Isso exige escuta ativa, disposição para mudanças e consistência nas ações.  Afinal, cultura não é o que está escrito, é o que é vivido.”

Borges da Silveira lança livro “Bastidores da Política Paranaense”

Ex-ministro Borges da Silveira lança o livro
“Bastidores da Política Paranaense” no dia 13 de abril 

(crédito da foto: Dálie Felberg)
 

Na segunda-feira (13 de abril), acontece o lançamento do Livro “Bastidores da Política Paranaense”, de autoria do ex-ministro da saúde, Luiz Carlos Borges da Silveira. Convite neste sentido está sendo feito pelo Presidente da Assembleia Legislativa do Paranã(ALEP), deputado Alexandre Curi, informando que o evento será no plenária daquela Casa de Leis, seguido de sessão de autógrafos no Espaço Cultura, à partir das 18h00.

Borges da Silveira atuou como Ministro da Saúde entre novembro de 1987 e janeiro de 1989. Ele é amplamente reconhecido por ter lançado a campanha do Zé Gotinha em dezembro de 1987, visando incentivar a vacinação infantil. Natural da Lapa, Paraná, formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 1964. Foi deputado federal pelo Paraná por três mandatos consecutivos, entre 1979 e 1991, tendo participado da Assembleia Nacional Constituinte.

Após a vida pública, dedicou-se ao setor educacional, sendo um dos fundadores da Faculdade de Pato Branco (atual UNIDEP) e criando o Sistema Educacional Eadcon, focado em ensino a distância. Ele também publicou obras sobre os bastidores da política, como o livro “Era o que tinha a dizer...” que reúne seus discursos e artigos e também o livro “Nova República: 30 anos de altos e baixos”, e agora lança a obra “Bastidores da Política Paranaense”.

Especialista alerta para erros comuns no Imposto de Renda


Renato Sarreta: “O paranaense está cada vez mais presente no mercado financeiro, mas ainda existem muitas dúvidas sobre as obrigações fiscais relacionadas aos investimentos”

Com o início da entrega do Imposto de Renda 2026 - ano-base 2025, especialistas reforçam a importância de atenção na declaração para evitar inconsistências que possam levar à malha fina da Receita Federal.
O sócio e líder regional da XP no Sul, Renato Sarreta, explica que investidores precisam ter atenção redobrada no preenchimento das informações, principalmente diante do crescimento do número de pessoas físicas no mercado financeiro.
Segundo dados da B3, o Paraná está entre os cinco estados com maior número de investidores na Bolsa, totalizando mais de 401.283 contas paranaenses. Atualmente, o estado representa 5% do total de brasileiros que investem no mercado acionário, o que reforça a importância de contar com orientação adequada no momento da declaração.
 “O paranaense está cada vez mais presente no mercado financeiro, mas ainda existem muitas dúvidas sobre as obrigações fiscais relacionadas aos investimentos. Erros simples podem gerar inconsistências na Receita e levar à malha fina”, explica Sarreta.
O líder regional destaca que a declaração pré-preenchida, disponível no Programa Gerador da Declaração e no aplicativo Meu Imposto de Renda, facilita o processo, mas não dispensa a conferência dos dados. “A ferramenta ajuda bastante, mas o contribuinte continua responsável pelas informações. É fundamental revisar todos os dados antes de enviar a declaração”, afirma.
“O acompanhamento de um contador ou especialista ajuda na apuração correta dos ganhos, na compensação de prejuízos, na definição das alíquotas aplicáveis e no cumprimento das obrigações acessórias, reduzindo o risco de inconsistências na declaração”, afirma Renato Sarreta.
 
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