
Em 12 meses, a valorização da capital paranaense chegou a 24,45%, superando os 19,70% observados para o Brasil
Curitiba registrou em fevereiro alta de 1,07% nos preços dos imóveis residenciais, acima da média nacional de 0,93%, segundo o IGMI-R (Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial) ABECIP. Em 12 meses, a valorização da capital paranaense chegou a 24,45%, superando os 19,70% observados para o Brasil. No acumulado do ano, Curitiba avançou 2,11%, praticamente em linha com o resultado nacional de 2,21%. O desempenho reforça a consistência do mercado local, especialmente na leitura de 12 meses, em que Curitiba aparece 4,75 pontos percentuais acima da média brasileira. O resultado combina aceleração mensal com manutenção de uma trajetória sólida de valorização no período mais longo. A capital paranaense se destaca, assim, por manter um patamar robusto de alta dos preços mesmo em um ambiente nacional já marcado por valorização relevante.
PRODUÇÃO DE TEVÊS AUMENTA COM EXPECTATIVA DA COPA
A produção de televisores no PIM (Polo Industrial de Manaus) começa 2026 em trajetória de retomada, impulsionada pela expectativa de aumento da demanda com a proximidade da Copa do Mundo. Segundo dados do PEA (Painel da Economia Amazonense), após um período de retração no segmento de bens de informática e eletrônicos, os dados mais recentes apontam para uma recuperação gradual na fabricação de TVs, sinalizando uma reorganização estratégica da indústria para atender ao consumo aquecido em eventos esportivos de grande escala. Em 2024, o Polo Industrial de Manaus produziu 13,9 milhões de televisores. Já em 2025, o volume foi de 13,4 milhões de unidades. Para 2026, no entanto, a perspectiva é de crescimento relevante tanto na produção quanto nas vendas, movimento típico em anos de Copa do Mundo, quando a demanda por televisores tende a aumentar significativamente. Os primeiros sinais dessa retomada já aparecem. Em janeiro de 2026, o PIM produziu 1,177 milhão de TVs, volume 11% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O movimento reforça a resiliência do PIM, que segue como um dos principais motores da indústria nacional.
INADIMPLÊNCIA DE ALUGUÉIS NO PARANÁ VOLTA A CRESCER
A inadimplência de aluguel no Paraná registrou alta em fevereiro, com a taxa passando de 2,49% em janeiro para 2,97% em fevereiro, segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar. No comparativo com o mesmo período de 2025 (2,63%), houve alta de 0,34 ponto percentual. O movimento acompanha a tendência nacional, que também apresentou leve alta após quatro meses consecutivos de queda, com a inadimplência chegando a 3,35% em fevereiro, ante 3,29% em janeiro. Apesar da alta no período, o Paraná segue abaixo da média nacional, indicando um cenário relativamente mais controlado em comparação a outros estados. Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o início do ano exige atenção, mesmo com variações moderadas. “A oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”. Entre a base analisada, a inadimplência em imóveis residenciais de alta renda (na faixa de aluguel acima de R$ 13.000), que esteve no topo das taxas mais altas durante 2025, teve alta expressiva de 3,81 ponto percentual, em fevereiro, com média de 8,58% contra 4,77%, em janeiro. Já os imóveis na faixa de até R$ 1.000, que registraram a maior taxa no mês passado no segmento residencial, subiram 1,32 ponto percentual, saindo de 5,76% para 7,08%, em fevereiro. A inadimplência de imóveis de R$ 2.000 a R$ 3.000 e R$ 3.000 a R$ 5.000 foram as mais baixas do período, com taxas de 2,78% e 2,89%, respectivamente.
CRITÉRIOS PARA COMPRA DE IMÓVEIS MUDAM NO BRASIL
O comportamento do comprador de imóveis no Brasil passa por uma transformação relevante, sustentada por dados. Segundo o estudo
Moradia do Amanhã – Compra, do DataZAP, braço de inteligência imobiliária do Grupo OLX, o perfil predominante hoje é de homens de cerca de 47 anos, classe B, que vivem com a família. Além disso, trata-se de um consumidor cada vez mais exigente: 41% afirmam intenção de compra nos próximos dois anos, enquanto 80% ainda fazem questão de visitar o estande antes de fechar negócio. A mudança vai além do perfil demográfico e atinge diretamente os critérios de decisão. A localização e a segurança seguem como diferenciais relevantes, mas atributos como sustentabilidade, mobilidade, áreas verdes, acessibilidade e lazer ganham protagonismo, sinalizando uma busca crescente por qualidade de vida. Nesse cenário, as empresas incorporadoras e construtoras também passam a pesar mais na escolha, reforçando a importância da reputação e confiança.
40% DOS BRASILEIROS QUEREM COZINHAR MAIS EM CASA
Quatro em cada dez brasileiros (40%) pretendem cozinhar mais em casa e reduzir a frequência de refeições fora ou pedidos de delivery para economizar ao longo de 2026, segundo pesquisa da Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo, realizada em parceria com o Opinion Box. Além da redução na alimentação fora do lar, os entrevistados relatam outras estratégias práticas para equilibrar as contas. Entre elas, 38% afirmam que pretendem cortar custos com lazer e itens considerados supérfluos, enquanto 33% dizem que devem trocar marcas por alternativas mais baratas no momento da compra. O movimento faz parte de um panorama mais amplo de ajuste financeiro: mais de três em cada quatro brasileiros (76%) afirmam que pretendem cortar custos pessoais ou familiares neste ano. O estudo ainda revela que 69% dos respondentes têm a intenção de diminuir as compras por impulso, indicando uma postura mais cautelosa e racional na gestão das despesas do dia a dia.
PREÇOS DOS VEÍCULOS USADOS EM ALTA
O IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação de preços dos automóveis leves usados em todo o país, acumula alta de 2,16% no primeiro trimestre de 2026 — o maior resultado para o período desde 2022. No mês de março, a alta apurada pelo IBV Auto foi de 0,71%, maior que o 0,55% apurado em fevereiro e menor que o resultado de janeiro, quando o índice bateu 0,90%. “Com mais uma forte alta em março, o IBV Auto encerrou o primeiro trimestre com o maior percentual desde 2022, confirmando o aquecimento do mercado de usados. Em um cenário de renda e crédito resilientes, mesmo com a Selic em patamar elevado, a demanda segue firme, impulsionada pelo menor custo dos usados em relação aos veículos zero-quilômetro e pela ampla oferta de modelos, marcas e faixas de preços”, afirma Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV. No acumulado em 12 meses até março, o índice apresenta alta de 7,33% - percentual bem acima do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 12 meses, que até fevereiro estava em 3,81%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
FABRICANTE PARANAENSE DE BARCOS COMPLETA 35 ANOS
A fabricante paranaense de embarcações Fluvimar completa 35 anos de atuação em junho, em um momento em que o mercado náutico no Brasil pode crescer até 12%, de acordo com estimativas do Ministério do Turismo e da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar). É nesse cenário que a empresa projeta ampliar sua receita em 30% em 2026. O ritmo de expansão já vinha sendo registrado nos últimos anos, já que em 2025 o crescimento foi de 30%, enquanto em 2024 a companhia avançou 65%.
VAREJO PARANAENSE COMEÇA ANO EM QUEDA
O comércio varejista do Paraná iniciou 2026 em queda. Em janeiro, as vendas recuaram 2,64% na comparação com o mesmo mês de 2025, conforme aponta a Pesquisa Conjuntural da Fecomércio PR. O resultado reflete, principalmente, o desempenho mais fraco de segmentos ligados a bens duráveis e ao consumo não essencial. Entre os setores com maiores retrações no período, destaca-se material de construção, com queda de 17,57%, seguido por móveis, decoração e utilidades domésticas (-9,72%), óticas, cine-foto-som (-8,86%) e vestuário e tecidos (-7,77%). Os dados indicam um início de ano mais fraco para o varejo paranaense, após o aquecimento típico do período natalino. Na comparação com dezembro, o recuo sazonal foi de 15,16%.
PRÊMIO DO BBB PODE TER RETENÇÃO DE 30% DE IMPOSTO
No dia em que terminar o Big Brother Brasil 26, previsto para 21 de abril de 2026, o reality show da TV Globo, poderá descobrir que parte significativa do prêmio de R$ 5,44 milhões será retida pela Receita Federal a título de Imposto de Renda (IR). A emissora divulgou o valor da premiação, mas ainda não deixou claro se esse montante é bruto ou líquido, informação crucial para saber exatamente quanto o campeão levará para casa. Pela legislação tributária brasileira, prêmios em dinheiro têm imposto retido na fonte à alíquota de 30%, com incidência exclusiva e sem possibilidade de restituição, conforme o regulamento do Imposto de Renda. Isso significa que, se o valor divulgado for o valor líquido recebido, o montante bruto seria aproximadamente R$ 7,77 milhões, dos quais cerca de R$ 2,33 milhões seriam descontados como IR. Por outro lado, se os R$ 5,44 milhões forem o valor bruto publicado pela Globo, o imposto retido na fonte seria de R$ 1,63 milhão e o valor líquido depositado na conta do vencedor seria cerca de R$ 3,8 milhões.
INADIMPLÊNCIA NO CRÉDITO RURAL CHEGA A 6,5%
Em meio ao aumento da inadimplência no crédito rural e à maior pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras, uma nova tecnologia busca preencher uma lacuna histórica na avaliação de risco no agronegócio. A Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao setor agrícola, anuncia o lançamento do primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro, solução que mede a capacidade produtiva das lavouras e oferece a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras envolvendo produtores rurais. O lançamento ocorre em um cenário de maior fragilidade no financiamento do agro. Segundo dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já alcança R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural chegou a cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do nível registrado no ano anterior. O avanço da inadimplência ocorre em um contexto marcado por custos elevados de produção, volatilidade nos preços das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que têm afetado a produtividade em diversas regiões do país. Ao mesmo tempo, o cenário evidencia uma lacuna na forma como o risco é avaliado no agronegócio: a maior parte das análises ainda considera predominantemente informações financeiras e histórico de crédito, sem incorporar indicadores diretos da capacidade produtiva das propriedades rurais.