Exportação de carne bovina teve aumento expressivo no primeiro bimestre
08/04/2026 às 05:00
Brasil está agilizando exportações de carne bovina para a China antes de atingir a cota definida pelo país asiático

As exportações de carnes bovinas, in natura, congeladas e processadas e demais subprodutos bovinos tiveram um avanço expressivo de 22,2% no volume total exportado no primeiro bimestre deste ano, para cerca de 557.200 mil toneladas, acima das 455.900 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Excluindo o sebo bovino e outras gorduras, o total exportado foi de 520.600 toneladas, 23,2% acima na comparação anual, com base em informações da aduana brasileira. Os envios para o país cresceram 22,8% no primeiro bimestre, totalizando 230.400 toneladas. Excluindo o sebo bovino, o volume total exportado somaria 223.500 toneladas, 21,6% acima do volume exportado no mesmo período do ano anterior. Esse movimento sustenta a leitura de que os frigoríficos brasileiros possam ter engatado uma verdadeira "corrida" de curto prazo, acelerando os abates e os embarques para garantir o escoamento de volumes isentos de tarifação antes que o teto da cota de 1,1 milhão de toneladas imposto por Pequim seja atingido. O volume atual representa pelo menos 20,3% da quota isenta do ano. Assim, considerando as 223.500 toneladas, e mantido o mesmo ritmo do primeiro bimestre ao longo do restante do ano, o Brasil levaria pouco menos de dez meses para estourar o teto da quota chinesa imposta para 2026, deixando cerca de 450.000 aproximadamente fora do mercado chinês a serem redirecionadas a outros países. Se as exportações para a China em 2026 seguissem o mesmo volume do primeiro bimestre de 2025, levaríamos praticamente 12 meses para embarcar o 1,1 milhão de toneladas da quota.
POSSÍVEL GREVE NA ADAPAR PREOCUPA FAEP
O Sindicato dos Servidores da Defesa Agropecuária do Estado do Paraná (Sindefesa-PR) protocolou, nesta terça-feira (7), indicativo de greve dos colaboradores da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A decisão foi tomada após a entidade manifestar insatisfação com a condução do governo estadual em relação à reestruturação das carreiras do órgão de defesa. Caso não haja apresentação de proposta por parte da administração do Estado, a greve vai começar na sexta-feira (10). A possibilidade de paralisação por parte dos 761 servidores da Adapar acende o sinal de alerta no setor agropecuário. Isso porque a entidade é responsável por atividades essenciais, como a fiscalização de serviços no meio rural, a garantia da saúde animal e da sanidade vegetal, a conformidade do comércio dos produtos agropecuários e o uso de insumos no campo. Essas e outras funções garantem a produção rural paranaense e a circulação de alimentos no Paraná e para outros Estados. “A paralisação dos servidores da Adapar vai comprometer a produção de alimentos no Paraná e coloca em risco, principalmente sanitário, as tarefas realizadas no meio rural. Esperamos que o governo estadual abra um canal de diálogo com o Sindicato e com os próprios colaboradores para garantir a manutenção das atividades no campo, sem impacto para os nossos produtores e também para o setor”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
CHEVROLET LIDERA PESQUISA DE INTENÇÃO DE COMPRAS
A quarta edição da Pesquisa de Intenção de Compra realizada pela Webmotors aponta a Chevrolet como a marca com maior intenção de compra de veículos novos e usados para 2026. O levantamento anual do Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro, colheu as respostas de mais de 1,8 mil brasileiros entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Para chegar ao resultado, foi apresentada aos entrevistados uma lista com 18 das principais marcas que vendem carros no Brasil com a pergunta: “Qual a marca veículo que pretende comprar?” Segundo o levantamento, a montadora norte-americana recebeu 14% do total de menções, o que representa um crescimento de 2 pontos percentuais com relação à edição de 2025 da pesquisa. Na sequência, se manteve a Volkswagen, com 11% (mesmo percentual de 2025). A Fiat figurou na terceira posição com 11% (+2 pontos percentuais com relação a 2025), Honda, com 10% (mesmo percentual de 2025), e Toyota, com 6% (-5 pontos percentuais com relação a 2025) completam o top 5. Mesmo em um cenário de intenção de compra ainda concentrado em marcas consolidadas no Brasil, o levantamento revela um avanço no interesse por montadoras recém-chegadas ao País. A BYD, por exemplo, registrou crescimento de 24% no volume de menções com relação à edição de 2025 da pesquisa. A GWM seguiu a mesma tendência, com crescimento de 58% com relação ao ano anterior. Além disso, marcas como Omoda, Jaecoo, Geely, GAC e Jetour apareceram pela primeira vez na pesquisa, reforçando a diversificação do radar dos consumidores e indicando maior abertura às montadoras que chegaram recentemente ao País.
ENCONTRO DE EMPREENDEDORES EM CURITIBA
O G4, maior plataforma brasileira de soluções corporativas para Pequenas e Médias Empresas (PMEs), irá realizar no dia 13 de abril (segunda-feira), em Curitiba (PR), uma nova edição do G4 pelo Brasil, iniciativa lançada no ano passado para promover troca de conhecimento e experiências para empreendedores espalhados pelo país, compartilhando as práticas, conceitos e ferramentas mais atualizadas do mercado. Pela primeira vez no Paraná, o G4 pelo Brasil será realizado no espaço Viasoft Experience e irá reunir cerca de 1.000 empreendedores, que terão acesso às melhores estratégias de marketing, vendas, gestão e finanças, adaptadas à realidade da região, com dados e soluções práticas para diferentes tipos de negócio. A programação do evento inclui palestras e painéis conduzidos por mentores renomados da companhia. Estarão presentes os cofundadores e sócios do G4 Tallis Gomes, Alfredo Soares e Bruno Nardon; a CEO da empresa, Misa Antonini; João Vitor, CPTO (Chief Product & Technology Officer) e sócio do G4; além de outros grandes nomes do mercado, como Antônio Napole, especialista em estratégia e sócio da Katalisis; Henri Zylberstajn, CEO do PortalZuk, sócio da Kwara e Passageiro de Primeira; Maria Candida, fundadora e CEO da People & Results; Julian Tonioli, sócio-fundador da Auddas; Gustavo Pagotto, fundador da PipeLovers; Felipe Hatab, fundador e CEO da 4Equity, ex-diretor de Marketing da Ambev e ex-CMO da Stone; Yago Martins, fundador e CEO da Viver de IA; Manoel Lins, sócio da Auddas; e Rafael Liporace, fundador e CEO da Tardezinha e Rio Beach Club.
MOMENTO DO DELIVERY DE COMIDAS NO BRASIL
O mercado brasileiro de delivery de comida, um dos maiores do mundo, vive uma nova fase de disputa entre plataformas digitais. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o segmento de delivery já representa cerca de 40% do faturamento de muitos restaurantes no país, enquanto dados da consultoria Statista apontam que o setor deve movimentar mais de US$ 20 bilhões no Brasil em 2026, consolidando o país entre os maiores mercados globais do serviço. Apesar do potencial bilionário, a chegada de novos competidores internacionais tem revelado dificuldades para operar no país e gerar impacto real para restaurantes e consumidores. Marcelo Marani, professor, empreendedor do foodservice e fundador da escola Donos de Restaurantes, avalia que parte das expectativas criadas em torno da entrada de novas plataformas globais no Brasil não se concretizou na prática. “Criou-se a narrativa de que um grande player internacional chegaria para revolucionar o delivery no Brasil. Mas quando observamos a operação real, vemos uma expansão lenta e conflitos judiciais logo no início. Isso mostra que entrar no mercado brasileiro exige muito mais do que tecnologia”, afirma. O setor de alimentação fora do lar no país reúne mais de 1 milhão de estabelecimentos, segundo dados da Abrasel, e emprega aproximadamente 6 milhões de pessoas direta e indiretamente. Nesse ambiente altamente pulverizado, plataformas de entrega se tornaram parte central da operação de milhares de negócios, especialmente após a pandemia. Para muitos restaurantes, aplicativos de delivery passaram a representar a principal fonte de receita.
INFLAÇÃO DO CARRO USADO É MAIOR QUE A DO CARRO NOVO
A inflação do carro usado subiu mais do que a do zero-quilômetro entre 2020 e 2025, segundo dados do IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação dos preços dos automóveis leves usados no país. Enquanto o preço dos veículos zero-quilômetro ficou 51,5% mais caro, os usados tiveram aumento de 83% no período – uma diferença de mais de 30 pontos percentuais. Uma das razões para essa diferença de preços está na menor procura por veículos zero-quilômetro e no aumento da demanda por seminovos e usados iniciada na pandemia de Covid-19 e que se consolidou nos últimos anos.  De acordo com dados da Fenauto, as vendas de carros usados saltaram mais de 40% desde 2020, chegando ao patamar de quase 18 milhões de veículos comercializados no ano passado, enquanto a comercialização de carros zero-quilômetro somou 2,5 milhões em 2025, alta de 28% em relação a 2020, segundo a Fenabrave e Anfavea. 
ENCONTRO DE SUPERMERCADOS EM PINHAIS
A ExpoApras 2026 reforça seu papel como plataforma estratégica de negócios internacionais ao ampliar a integração com países do Mercosul. Nesta edição, o evento contará com a participação de cerca de 40 empresas argentinas e, de forma inédita, com uma delegação oficial do Paraguai, consolidando a feira como um ambiente cada vez mais relevante para a geração de negócios e fortalecimento das relações comerciais na América do Sul. Realizada de 14 a 16 de abril, no Expotrade Convention Center, em Pinhais (PR), a feira reúne fornecedores e compradores em um ambiente voltado à conexão e ao desenvolvimento do varejo. A presença argentina chega fortalecida pelo protagonismo do Brasil como principal parceiro comercial das pequenas e médias empresas do país. Em 2024, as PMEs argentinas exportaram US$ 1,4 bilhão ao mercado brasileiro, o equivalente a 14,1% do total exportado, consolidando o Brasil como principal destino internacional. Segundo o presidente da Confederação Argentina da Média Empresa (CAME), Ricardo Diab, serão trazidas pequenas e médias empresas de 12 províncias argentinas, que marcam a participação do país pelo quarto ano na feira, sendo a primeira vez com o apoio da Agência Argentina de Investimentos e Promoção do Comércio Internacional. “O Brasil é o maior mercado possível e, na ExpoApras, as empresas poderão apresentar a excelência de seus produtos e fechar negócios nas rodadas que faremos com compradores brasileiros”, afirma Diab. O Paraguai participa pela primeira vez da feira com uma iniciativa liderada pela Câmara de Comércio Paraguai-Brasil, que levará oito empresas ao evento, com foco na ampliação de negócios com o mercado brasileiro.
 
 
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