Alta no preço dos ovos puxa para cima a inflação dos alimentos
07/04/2026 às 05:00
Os ovos lideraram as altas com um salto de 14,3% em relação a janeiro

Quem foi ao supermercado em busca de itens básicos encontrou preços mais elevados em fevereiro. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo, os ovos lideraram as altas com um salto de 14,3% em relação a janeiro, seguidos por legumes (4,5%) e feijão (3,5%). A carne bovina também apresentou acréscimo, passando de R$ 40,42 para R$ 41,16 por quilo, o que representa um aumento de 1,8%, enquanto os queijos registraram leve subida de 0,7%. Por outro lado, alguns itens contribuíram para aliviar o bolso do consumidor. As maiores quedas foram observadas em detergente líquido (-7,2%), óleo de soja (-4,5%), leite em pó (-4,3%), farinha de trigo (-4,2%) e cerveja (-4,1%). “Apesar da desaceleração em alguns itens, proteínas e alimentos básicos continuam exercendo pressão relevante sobre o orçamento das famílias”, explica Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. “O avanço do feijão e da carne bovina reforça que a alimentação dentro do lar segue como um dos principais vetores de custo para o consumidor.” No acumulado de 2026, considerando o período entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, os legumes se destacam com alta de 11%, à frente de feijão (6,3%), ovos (5,5%) e carne bovina (5,4%). Entre os itens de higiene, o xampu também assinalou aumento de 4,1% no período.
EVENTO DA FECOMÉRCIO EM MAIO
Curitiba e outras 32 cidades paranaenses recebem, em maio, o maior evento integrado do Sistema Comércio brasileiro: a Semana S do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Idealizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Semana S será realizada no Paraná pela Fecomércio PR, Sindicatos Empresariais, Sesc PR e Senac PR, entre os dias 11 e 17 de maio, com uma diversa programação que leva cidadania, entretenimento, palestras para a população de todo o estado. Para o presidente do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR e vice-governador do Paraná, Darci Piana, o estado se integra a esta grande ação nacional para demonstrar a capilaridade do Sistema Comércio em todo o país. “O Paraná se une a esta importante e extraordinária ação nacional da CNC para mostrarmos a força do Sistema Comércio em nosso Brasil. Fazemos um trabalho grandioso, relevante e impactamos milhares de vidas, transformamos histórias, empresas, gerações”, salienta. 
SHOW COM ELBA RAMALHO
Na capital paranaense, a cantora, compositora, multiartista e atriz paraibana, Elba Ramalho, abre a programação, com show gratuito, no dia 14 de maio. Em breve, serão divulgadas pelo Sesc PR as regras e locais para trocas de ingressos por alimentos. Com esta ação espera-se arrecadar mais de cinco toneladas de alimentos que serão repassados ao programa Sesc Mesa Brasil Parolin e a instituições cadastradas. Nos dias 15 e 16 de maio, as atividades serão concentradas no Parque Barigui, no Centro de Eventos Positivo, em uma área superior a sete mil metros quadrados, onde toda a comunidade poderá usufruir de mais de 200 atividades gratuitas que Sesc e Senac ofertam atrações culturais, de tecnologia, gastronomia, empreendedorismo, qualificação profissional, bem-estar, torneios de robótica, a competição de soletração em inglês. Além disso, já estão confirmadas atrações como Dado Schneider e Egídio Lima Dórea. 
INTERESSE PELOS SUV
Os veículos de carroceria SUV são os mais desejados pelos brasileiros que possuem a intenção de comprar um veículo em 2026. É o que revelam os dados da quarta edição da Pesquisa de Intenção de Compra realizada anualmente pelo Webmotors Autoinsights, ferramenta que fornece dados e informações sobre o mercado automotivo brasileiro. Na edição deste ano, foram ouvidas 1,8 mil pessoas entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Segundo o levantamento, do total de respondentes que pretendem adquirir um veículo em 2026, 40% desejam um modelo de categoria SUV, uma oscilação de 2 pontos percentuais para cima com relação ao observado na edição de 2025 da pesquisa (38%). Na sequência, estão os sedãs, com 28% das menções (+2 pontos percentuais com relação a 2025), seguidos por hatches, com 17% (-3 pontos percentuais com relação a 2025), picapes, com 9% (-1 ponto percentual com relação a 2025), e peruas, com 3% (+1 ponto percentual com relação a 2025). A pesquisa também buscou entender a preferência das carrocerias por faixa etária. No caso dos SUVs, por exemplo, a maior concentração está na faixa a partir de 56 anos, com 47% das menções. Para os sedãs, o predomínio está entre 18 e 25 (38%), mesma faixa dos hatches (37%). As picapes têm maior domínio entre as pessoas com mais de 56 anos (11%) e as peruas de 36 a 45 anos (5%).
CONDOMÍNIO LOGÍSTICO CHEGA A SJP
A Fulwood, uma das principais incorporadoras de condomínios logístico-industriais do Brasil, avança em sua estratégia de crescimento na região Sul do país com o SJP Business Park, em São José dos Pinhais (PR). Com aporte inicial de R$100 milhões, o projeto marca a chegada da companhia ao estado e acompanha o movimento do mercado, impulsionado pela alta demanda por ativos logísticos de alto padrão. A primeira fase contará com 33,5 mil m² de Área Bruta Locável (ABL) e tem previsão de entrega para o primeiro trimestre de 2027. Concebido com potencial de expansão, o projeto poderá atingir cerca de 146 mil m² de ABL ao longo das próximas etapas, acompanhando a evolução da demanda e o plano de crescimento da Fulwood na região. Localizado às margens da BR-376, o SJP Business Park reúne acesso a importantes corredores rodoviários, proximidade ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e conexão com o Porto de Paranaguá, formando um eixo relevante para operações de distribuição e escoamento de mercadorias entre o Sul, o Sudeste e o litoral.
SÓ 9% DAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS ACHAM QUE DEVEM GASTAR MENOS
Ter dívidas não parece ser uma preocupação do brasileiro, mas deveria. Uma pesquisa realizada pela Dinx – ecossistema gamificado de educação financeira para crianças – revela que apenas 9% das famílias entrevistadas consideram que gastar menos do que ganham é uma boa conduta financeira, mesmo percentual daqueles que acham importante controlar ganhos e despesas por meio de planilhas. E somente uma em cada quatro famílias brasileiras (24%) afirma que organizar as contas é uma habilidade necessária.  Os dados da pesquisa da Dinx escancaram algumas das causas de um problema crônico. Lidar com o endividamento familiar com uma taxa de juros na casa dos 33% ao ano, segundo patamar registrado em fevereiro pelo Banco Central, representa um forte desafio, acentuado pela falta de conhecimento das famílias brasileiras sobre educação financeira. "Qualquer família que tenha mais de 30% da sua renda comprometida com dívidas precisar ligar o sinal de alerta", adverte Lúcia Stradiotti, head de Educação e Metodologia da Dinx. Isso porque os juros compostos que incidem sobre dívidas que não são pagas integralmente podem, rapidamente, comprometer o orçamento familiar. "É o caso da situação em que a pessoa paga apenas o mínimo da fatura do cartão de crédito. Com isto, pequenas dívidas podem se tornar grandes, rapidamente, levando ao efeito bola de neve."
FRANQUEADOS AMERICANOS INVESTEM MAIS DO QUE OS BRASILEIROS
Dados divulgados pela revista Entrepreneur durante a Convenção Mundial de Franchising da International Franchise Association (IFA), realizada em fevereiro em Las Vegas, apontam diferenças estruturais entre o perfil dos franqueados norte-americanos e brasileiros, segundo análise da Global Franchise. O levantamento, feito com mais de 3.500 investidores nos Estados Unidos, indica que 51% dos novos franqueados têm mais de US$ 1 milhão disponíveis para investir e 75% pretendem recorrer a empréstimos bancários como estratégia de alavancagem financeira.  O estudo também revela que 67% dos novos franqueados norte-americanos já tiveram experiência prévia como empresários e 72% estão empregados enquanto buscam uma franquia, seja para complementar renda ou planejar uma transição de carreira. Além disso, 66,6% têm entre 40 e 50 anos e 85% são casados, perfil que indica maior maturidade profissional e estrutura financeira consolidada. Segundo Paulo Mauro, CEO da Global Franchise, empresa especializada em expansão internacional de redes, o contraste com o Brasil é evidente. “Nos Estados Unidos, a franquia é encarada como ativo de investimento. O franqueado aceita maturação mais longa e estrutura capital para isso. No Brasil, ainda existe forte expectativa de retorno rápido, muitas vezes incompatível com a realidade operacional", comenta. 
ATENÇÃO VOLTADA AO MERCOSUL
O Mercosul voltou a ganhar espaço nas estratégias de internacionalização de empresas brasileiras. Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que o bloco respondeu por cerca de 7% a 8% das exportações do país em 2025, com corrente de comércio superior a US$ 40 bilhões anuais. A retomada ocorre em meio à busca por diversificação de mercados diante de tensões geopolíticas e disputas comerciais globais. Além da proximidade geográfica, o perfil da pauta exportadora ajuda a explicar o movimento. Diferentemente de mercados como China, que concentram compras em commodities, os países do Mercosul são importantes compradores de produtos industrializados brasileiros, como veículos, máquinas, equipamentos e bens de maior valor agregado. Fábio Nascimento, contador e CEO do Grupo FN, afirma que o bloco regional costuma ser um primeiro passo natural para empresas que pretendem iniciar operações no comércio exterior. “O Mercosul reúne condições que facilitam a entrada de empresas brasileiras no comércio internacional. Há acordos tarifários, proximidade logística e uma demanda relevante por produtos industrializados”, afirma. Entre os destinos regionais, a Argentina segue como um dos principais parceiros industriais do Brasil. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que mais de 85% das exportações brasileiras para o país são produtos manufaturados, incluindo automóveis, autopeças, máquinas e equipamentos industriais. O fluxo comercial tem peso relevante para cadeias produtivas brasileiras ligadas à indústria automotiva, metalmecânica e de tecnologia.
ENTREGA DE FERTILIZANTES CRESCEU 5% EM JANEIRO
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,87 milhões de toneladas em janeiro de 2026. Volume representa alta de 5,3% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 3,67 milhões de toneladas, segundo a ANDA (Associação Nacional para a Difusão de Adubos). Líder nas entregas ao mercado, o Estado de Mato Grosso concentra o volume de 29,7% do total nacional, equivalente a 1,14 milhão de toneladas. Na sequência, aparecem Goiás (468 mil), Paraná (400 mil), São Paulo (357 mil) e Minas Gerais (320 mil). A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou janeiro de 2026 em 497 mil toneladas. Houve queda de 23% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram produzidas 647 mil toneladas.
 
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